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Aerosmith: confirmando que bons hits são como o vinho

Resenha - Aerosmith (Arena Anhembi, Monsters of Rock, São Paulo, 20/10/2013)

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Por Silvia Tancredi - Blog Shine and Rock, Fonte: Blog Shine and Rock
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Back in the saddle foi a canção escolhida pelos simpáticos senhores do Aerosmith para abrir o show que encerrou com chave de ouro a noite deste domingo, 20, do festival Monsters of Rock, em São Paulo. Para a apresentação, Steven Tyler, com seus indefectíveis lenços no microfone, escolheu uma camisa estampada de oncinha e uma calça azul com listras brilhosas. Sim, é a cara dele e ele notoriamente se sente à vontade vestido assim. Joe Perry, com vestimenta mais comportada, mostrou bastante interação com o vocalista, afinal, juntos, formam uma das duplas mais icônicas do hard rock.

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Fotos: Stephan Solon / XYZ Live

A segunda música foi um brinde aos anos 80 com Love in the elevator e a próxima aos 70 com Toys in the Attic. Depois, para delírio da plateia, veio o hit Pink, com o fantástico solo de gaita do frontman Steven Tyler, que aproveitou para fazer seu ritual de caras e bocas. Dudes like a lady botou todo mundo para dançar. E os gritinhos do vocalista sessentão com certeza causaram bastante admiração. Mais um hit dançante: Rag Doll.

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Steven fez dos seus passeios pela passarela montada estrategicamente em frente ao palco a alegria dos fãs mais apaixonados, com os quais interagiu ao longo de todo o show como que agradecendo a devoção. Sim, quem é habitué dos shows da banda sabe que esse costuma ser o melhor point.

"I was cryin' when I met you, now I'm tryin' to forget you..." Os versos da Cryin', uma das baladas mais ouvidas dos anos 90, mexeram com o público. Neste momento, Steven deu seu especial show à parte com o belíssimo solo de gaita. Na próxima canção, a guitarra base de Brad Whitford introduziu a setentista Last Child. Mais conhecida do público, Jaded satisfez os mais jovens e mostrou a potência vocal do ex-jurado do American Idol.

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Depois, o solo de um magro Joe Perry invadiu agradavelmente os ouvidos de todos, que gritaram animadamente o nome dele. Para agradecer, mandou o blues Combination. Em seguida, Eat the rich e suas batidas colocaram o público para pular. Uma pequena homenagem ao Led Zeppelin aconteceu com uns segundos de Whole lotta love.

Quem introduziu a bela What it takes foi o público, afinado e com a música na ponta da língua. Steven seguiu à capela, demonstrando o incrível poder da sua voz. Hey, hey, hey. Era hora do hino Livin' on the edge, que contou com uma interpretação totalmente entregue de Mr. Tyler, com direito até a gemidos no final. Também emocionante foi a execução da hollywoodiana I Don't Want To Miss a Thing.

O público do Monsters of rock teve a sublime oportunidade de ser agraciado com No more no more, saída diretamente do fundo baú. Nesse momento, mais uma vez, a dupla Tyler e Perry mostrou afinação e companheirismo nos mais de 40 anos de estrada. O guitarrista, animado em ver os fãs vibrando com o old time, desceu para solar virtuosamente. Em seguida, o cover que consegue superar o original com Come Together. Uma convidada ao palco teve a honra de fazer a clássica dancinha da oitentista Walk this way com Steven.

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Após um pequeno hiato, eis que aparece na passarela a estrela da noite: um senhor piano para dar vida à maravilhosa Dream on. Perry e Tyler se revezaram para subir no instrumento e, ao final da música, grandes estrondos de fumaça para coroar a balada. Sweet Emotion, e sua espetacular linha de baixo (que não puderam contar desta vez com Tom Hamilton, já que ele estava doente) confirmaram que os bons hits são como o vinho. Um final com toda a pompa, mas surpreendentemente sem o típico bis e sem vários outros hits, como Crazy, Fallig in love e Mama Kin.

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