Helloween e Kai Hansen: amostra para o que virá no final do ano

Resenha - Helloween e Kai Hansen (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 22/09/2013)

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Por Diego Camara
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O palco sunset estava extremamente lotado. Muitas pessoas pelas laterais da casa de som e um grande público se concentrava na frente. Era essa a vista antes de um dos shows mais esperados da noite, quando as lendas do power metal alemão do HELLOWEEN entrariam no palco para detonar com seus principais sucessos, sendo mais um artista mundialmente conhecido relegado para o “lado B” do Rock in Rio.

Fotos: divulgação, Approach, Rock In Rio, IHateFLash

Não demorou muito e os fãs ouviram a abertura do show, feita com a já bastante conhecida “Walls of Jericho”. Isso já foi o bastante para que o público se colocasse a gritar incessantemente. Quando entrou no palco Andi Deris e companhia, ninguém poderia esperar que a primeira música já seria “Eagle Fly Free”. Impressionante a execução, o som estava ótimo (apesar do microfone de Deris não estar tão alto). O público cantou e pulou o tempo inteiro, e o impressionante solo de guitarra fechou uma das melhores entradas de banda de todo o evento.

Andi Deris e companhia pareciam espantados com o vigor dos fãs, e o vocalista agradeceu ao público pela ótima recepção. Bem menos empolgante que a primeira foi “Where the Sinners Go”, que também foi muito bem executada. Os fãs não se negaram a bater palmas e a maioria ainda arriscou o refrão da música, cantando junto com Deris.

“Como vocês estão, Rio?”, gritou Deris, recebendo gritos de volta! “Como vocês estão? Eu estou VIVO!”, e então a banda executou a música “I Am Alive!”, um dos clássicos da primeira parte do lendário Keepers. Música perfeita, sem nenhum rastro, o som já superior ao início do show. Solo empolgante deixou o público apenas admirando a ótima performance da banda, especialmente Deris “socando” o baixista Markus Grosskopf, fazendo os fãs rirem com a palhaçada.

Em “Live Now!”, quem assistiu o show e não é fã de metal acho que pode entender bem o que chamamos de controle de palco. Deris dividiu o público em duas partes e delegou a cada uma delas a função de cantar parte do refrão. No jogo, ambos os lados vencem, e o Helloween se sobressai mais uma vez em uma aula de palco. Parte mais impressionante é que Deris transformou uma música de menor apelo do público – uma das novas do último disco “Straight out of Hell” – em um novo hino do power metal. Podemos ter certeza que os fãs estarão com essa música na ponta da língua em dezembro.

A banda ia revezando entre músicas de menor e maior apelo, e prosseguiu a sequência com “If I Could Fly” e “Power”, os dois grandes singles dos álbuns “The Dark Ride” e “The Time of the Oath”, respectivamente. Duas performances impressionantes, que somente foram batidas por um público ávido que seguiu a banda durante todo o tempo. Chegou-se um ponto em que nem Andi Deris poderia ser ouvido, dada a força dos pulmões dos fãs do Helloween.

Finalizou o set com a música “Are you Metal?”, do álbum “7 Sinners”, que apesar de recente já ganhou status de hino para os fãs. O solo, com a batida forte e o toque meio sombrio, destoam do resto do repertório do Helloween, de uma maneira bastante boa.

O fim do show foi coroado, então, com a presença do vocalista e guitarrista Kai Hansen, um dos criadores do Helloween e atualmente na também genial banda Gamma Ray. O público gritou e bateu palmas, bastante contentes de encontrar com um grande ídolo. Assim veio “Dr. Stein”, uma das melhores performances do show. A guitarra de Hansen parecia no início com o som bem baixo e ele teve alguma dificuldade para se encaixar no palco com a banda, mas não demorou muito e já dominava os caminhos e se uniu a banda como se fosse, realmente, mais um integrante.

Tanto estava afinado que lançou mão de um ótimo solo de guitarra para a abertura de “Future World”. A plateia ficou em polvorosa. Em uma performance melhor que a outra, era difícil dizer onde este show iria terminar. Mas acabou com o grande hit “I Want Out”, onde a plateia cantou mais uma vez junto, a música inteira, aos moldes do bom e velho Helloween.

A novidade do show ficou para o final, quando Andi Deris agradeceu aos fãs e disse que os aguarda no dia 29 de novembro, quando o Helloween voltará ao Rio de Janeiro para mais uma grande performance, desta vez ao lado do Gamma Ray. Não sei se os cariocas irão, mas eu estarei em São Paulo, lá na frente, pois ver o Helloween nunca é demais, especialmente depois desta prévia do que teremos em dezembro.

Setlist:
Intro: Walls of Jericho
1. Eagle Fly Free
2. Where the Sinners Go
3. Waiting for the Thunder
4. I’m Alive
5. Live Now!
6. If I Could Fly
7. Power
8. Are You Metal?
9. Dr. Stein (com Kai Hansen)
10. Future World (com Kai Hansen)
11. I Want Out (com Kai Hansen)

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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