Em 25/05/2013 | Resenha - Yes (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 25/05/13)

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Resenha - Yes (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 25/05/13)


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No último sábado (25) o Vivo Rio, que fica no bairro da Glória (RJ), foi ponto de encontro de diferentes gerações, muito provavelmente pais e filhos, ou até netos e avôs, que tinham um único propósito: conferir a performance de uma das bandas mais importantes do rock progressivo, os veteranos do Yes. Passando por muitas mudanças em sua formação ao longo da carreira e sobrevivendo através das décadas em meio às constantes transformações do gênero, o grupo britânico, hoje liderado pelo baixista Chris Squire, provou que eles ainda estão em excelente forma ao tocar, na íntegra, três álbuns de sua extensa trajetória. E melhor ainda: com casa lotada.

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

Fotos: Ricardo Nunes

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Nessa turnê, Squire é acompanhado pelo guitarrista Steve Howe e pelo baterista Alan White, que, apesar de não terem fundado o Yes como o baixista, participaram de formações históricas da banda. A formação atual é completada pelo tecladista Geoffrey Downes, grande colaborador do grupo, e do vocalista Jon Davison, que não deixa a peteca cair, embora não seja fácil a missão de substituir o xará Jon Anderson, líder original do Yes que deixou a banda no final da década de 70. O quinteto subiu ao palco do Vivo Rio com relativo atraso, pouco antes de 22h30, quando praticamente todas as mesas da casa de shows já estavam ocupadas pelos fãs.

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Quando as luzes se apagaram, os telões exibiram imagens que voltavam ao passado e percorriam diferentes momentos da carreira do Yes. O vídeo parecia criar uma ambientação para que a banda apresentasse os discos clássicos “Close to the Edge” (1972) “Going for the One (1977) e “The Yes Album” (1971), nessa ordem. Apesar da falta de interação inicial com o público, a plateia reagia entusiasmada à execução de cada faixa, que era identificada uma por uma em arte exibida em cada telão das laterais do Vivo Rio.

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Para os fãs, era difícil permanecer sentado quando a banda terminava de apresentar faixas como a dobradinha de abertura “Close to the Edge” e “And You and I”. Ali, onde muitos devem ter presenciado a primeira vinda do Yes ao Brasil, na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, os fãs mais antigos, diante de um forte sentimento nostálgico, deixavam a impressão de que precisavam aplaudir de pé aqueles dinossauros do rock.

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Voltando ao repertório, “Siberian Khatru" fechou a primeira parte da apresentação e manteve a recepção calorosa dos fãs cariocas. Na transição do disco “Close to the Edge” para “Going for the One” foi quando o grupo do Reino Unido finalmente inaugurou o diálogo entre público e banda. Por outro lado, eles compensaram a até então ausente interação com discursos carismáticos e elogiosos aos fãs. Quase todos os integrantes, inclusive, arriscaram bastante no português.

Como não poderia ser diferente, o show seguiu com “Going for the One” e “Turn of the Century”, sucedidas por “Parallels”, “Wonderous Stories” e “Awaken”. Já “Yours is no Disgrace”, que abriu a última etapa do show, quando o grupo apresenta “The Yes Album”, marcou o momento mais empolgante da noite. O público, que se mostrou aquecido o tempo todo, ficou ainda mais quente e explodiu de vez. Por outro lado, o número solo de violão em “The Clap” esfriou um pouco a temperatura no Vivo Rio. Porém, “Starship Trooper” e “I’ve Seen All Good People” reacendeu o calor de fãs jovens e não tão jovens assim. Antes de a banda apresentar o bis, “A Venture” e “”Perpetual Change” fecharam, com muito louvor, a execução do último disco da noite.

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Para encerrar o show, quando o relógio já marcava quase 1h, o Yes escolheu “Roundabout”, presente no álbum “Fragile” (1972). A esta altura, o público reverenciava a banda de pé e contemplava pela última vez a qualidade técnica de todos os músicos, principalmente Howe, que se destacava entre os demais com pleno domínio e precisão em seus instrumentos. O Yes então se despediu da plateia da Cidade Maravilhosa ovacionado pelos fãs e retribuiu o carinho permanecendo um longo tempo cumprimentando, acenando e sorrindo para o público.

O vocalista Jon Davison, que visivelmente segue uma linha hippie, não deixou o palco sem dar um recado final, e otimista, para a plateia. Agradecendo às reações fervorosas, ele pegou o microfone e disse, em português: “Muito obrigado, espero que vocês tenham uma vida de muitas alegrias, harmonia e prosperidade”. Que assim seja, Jon.

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Setlist:

1- "Excerpt from Firebird Suite" (Igor Stravinsky)
2- "Close to the Edge"
3- "And You and I"
4- "Siberian Khatru"
5- "Going for the One"
6- "Turn of the Century"
7- "Parallels"
8- "Wonderous Stories"
9- "Awaken"
10- "Yours Is No Disgrace"
11- "Clap"
12- "Starship Trooper"
13- "I’ve Seen All Good People"
14- "A Venture"
15- "Perpetual Change"

Bis:

16- "Roundabout"

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Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

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