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Accept: carregando o público nas unhas em São Paulo

Resenha - Accept (Carioca Club, São Paulo, 06/04/2013)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Um espetáculo. Não haveria outras palavras para designar o que foi o show do Accept neste último sábado em São Paulo. Um repertório bem composto com sucessos dos anos 80 e os lançamentos da nova formação com o vocalista Mark Tornillo rechearam quase duas horas em um Carioca Club mais que lotado.

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Fotos: Diego Camara. Mais imagens podem ser vistas neste link.

Era um fim de tarde de temperatura agradável em São Paulo quando diversos fãs se reuniam na frente do Carioca Club em busca dos últimos ingressos para a passagem do Accept em São Paulo. O show, que mudou de local na última hora, passando do clube A Seringueira para o Carioca Club, já bastante conhecido dos fãs paulistas do Heavy Metal, trazia muitas dúvidas de como seria a apresentação dos alemães e se seria possível um local tão inferior em termos de tamanho suportar os fãs dos alemães, especialmente com as expectativas que cercavam mais um show de grande público, como foi o dos ingleses do Saxon no final de março.

A banda entrou no palco pouco antes das 19h30min, totalizando quase 30 minutos de atraso – algo já comum e bastante típico em todos os shows. Uma plateia lotada recepcionou a banda que iniciou o show já explodindo o público. A qualidade do som do Carioca Club estava invejável, e a troca de local neste ponto foi imperceptível.

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O Accept carregou o público nas unhas. Mark Tornillo, se ainda dava a alguns dos fãs alguma dúvida sobre suas capacidades, sem dúvidas mostrou desta vez a capacidade esperada para carregar o legado da banda. A grande prova foram os sucessos da banda dos álbuns da década de 80, que foram muito bem representados por um vocalista com bastante energia e vocal extremamente contagiante.

Outro muito bem afinado era o guitarrista Wolf Hoffmann. Com suas poses contagiantes e um som único de guitarra, Wolf comandou a banda e mostrou que continua o mesmo guitarrista que iniciou o Accept na década de 80. Seus solos foram ponto alto durante o show, demonstrando uma técnica impecável e os motivos de ser o verdadeiro “motorzinho” da banda.

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Solos, inclusive, não faltaram. Sendo entre uma música e outra, sendo alongando extremamente os solos no meio das canções, o Accept veio aqui para solar. Além de Wolf Hoffmann, que fez pra lá de meia dúzia de solos, Herman Frank e até o baixista Peter Baltes também não tiveram problemas em mostrar suas capacidades técnicas. Os solos empolgaram o público e foram o ponto alto do show no início e no meio do espetáculo.

O repertório também não perdeu em nada para os solos. A banda soube dividir bem suas músicas e as intercalar com grande harmonia, especialmente no meio do show onde juntou as músicas mais “calmas” – se podemos considerar que uma banda como o Accept tem músicas calmas – com as suas músicas mais rápidas e eletrizantes.

A banda trouxe os sucessos dos seus dois últimos lançamentos desde o retorno da banda, “Blood of the Nations” e “Stalingrad”. Músicas como “No Shelter”, “Pandemic” e “Stalingrad” animaram o público, que mostrou conhecer os novos sucessos e aprovar a nova formação do Accept com Mark Tornillo. Não apenas pelas capacidades como vocalista, mas também pois Wolf Hoffmann e Peter Baltes parecem ter encontrado nele um grande parceiro de composição.

Os sucessos da década de 80 também não ficaram de fora. O maior destaque do show foi no grande sucesso “Fast as a Shark”, logo antes da saída para o bis. A banda cantou junto a abertura e gritou com o ânimo por uma das mais esperadas do show.

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A banda saiu para o bis e não demorou muito a voltar, já que o limite para o fim do show estava chegando. Não esperaram nem sequer os pedidos do público. Depois de mais uma nova introdução, a banda tocou o grande hit “Metal Heart”, que foi seguido pelo sucesso “Teutonic Terror”, grande música da nova fase da banda, e a música mais conhecida da banda de todos os tempos, “Balls to the Wall”. Sem dúvidas o bis foi o ponto mais alto do espetáculo, pois trouxe três músicas das mais esperadas do público. A banda ainda teria, na última música, tempo para dar mais um grande solo de guitarra, antes de se despedirem do público e agradecerem a presença de todos.

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O show, porém, não foi totalmente as mil maravilhas. Muitas reclamações cercaram a apresentação, em especial dadas à lotação exacerbada do local. Muitas pessoas espremidas em toda a pista e até mesmo nos camarotes mostraram a falta de capacidade do Carioca Club em portar um show deste tamanho e em geral um prejuízo de conforto a todos os presentes. Muitas pessoas subindo nos bancos no camarote e diversas outras até se enganchando nas laterais do palco, não podendo ir até a área da pista.

Críticas deste tipo são totalmente válidas, e a ira de muitos dos presentes sem dúvidas é justificada. Porém, temos que ter em mente que também temos hoje uma grande falta de locais para shows em São Paulo, que precisa logo ser suprida para garantir que todos os shows das bandas de metal possam tocar em locais onde os seus públicos caibam. O cancelamento de shows n’A Seringueira fugiu ao controle dos produtores, e o Carioca Club parece que foi a opção mais aceitável. Se ela era a melhor opção, não posso dizer, mas o que mais importou – a qualidade do show – foi definitivamente algo que ficará marcado.

Setlist:
1. Hung, Drawn and Quartered
2. Hellfire
3. Restless and Wild
4. Losers and Winners
5. Stalingrad
6. Breaker
7. Bucket Full of Hate
8. Monsterman
9. Shadow Soldiers
10. Neon Nights
11. Bulletproof
12. Aiming High
13. Princess of the Dawn
14. Up to the Limit
15. No Shelter
16. Pandemic
17. Fast as a Shark
Bis:
18. Metal Heart
19. Teutonic Terror
20. Balls to the Wall

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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