Para ser claro e direto: a audiência que lotou e esgotou os ingressos do Hangar 110 na noite de 16 de março teve o prazer de ver uma apresentação impecável e de ótimo gosto. Anneke e companhia entregaram um repertório novo com as músicas do último disco, sem perder os clássicos do The Gathering e o ecletismo e variedade do repertório.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.


Fotos: Diego Camara e Laís Silva.
Muitas pessoas aguardavam já na entrada do Hangar 110 às 19 horas. A pequena fila cresceu durante o tempo apesar da chuva que começou fraca e tornou-se mais forte próximo a abertura dos portões. Apesar da demora que ocorreu, deixando muitos dos espectadores bastante nervosos e molhados, a entrada na casa ocorreu bem e demonstrou a ótima organização dos profissionais do Hangar 110.
Já lá dentro o clima era de ânimo e ansiedade. Próximo às 21 horas o público parecia não poder mais aguardar pela oportunidade de ver o artista entrar no palco. As 21h30min, com um pequeno atraso, Anneke entrou no palco com seus companheiros e tocou “Feel Alive”, grande sucesso de seu último álbum, arrancando aplausos e gritos do público que lotou a casa de shows, deixando pessoas desoladas do lado de fora.


Anneke agradeceu a presença do público, bastante animada com a quantidade de pessoas presentes, falou em holandês e brincou com a plateia antes de tocar as próximas músicas: “My Boy” e “Take me Home”, ambas do último álbum. Com “Beautiful One”, a plateia cantou junto ajudando a vocalista – não que ela obviamente precisasse, já que seu desempenho vocal foi, como em todos os shows que fez pelo Brasil, impecável. Demonstrou ser, mais uma vez, aquele tipo de cantora que não muda das performances nos discos, feitas em estúdio, para as performances no palco, frente ao público.
O resto da banda, apesar de meros coadjuvantes em geral no show pelo domínio do palco da vocalista, mostrou grande qualidade e souberam levantar a plateia com um som de ótima qualidade. Os equipamentos da casa e a equipe de som também estavam afinadas, e trouxeram um som que durante todo o tempo estava cheio, bem dividido, e era possível ouvir todos os instrumentos claramente.


A banda soube mixar bem o repertório do show, formado em grande maioria pelas músicas do último álbum, “Everything is Changing”. Trouxe também “Saturnine e Strange Machines”, grandes sucessos do The Gathering, que foram muito bem tocados e empolgaram até os fãs mais novos da banda, com uma pegada pesada que não é comum de ouvir nas novas músicas dela, demonstrando assim uma conciliação entre sua antiga carreira, focada no Heavy Metal, e a nova carreira, focada no Rock. No final tocou “Hyperdrive!”, do artista canadense Devin Townsend, pouco conhecido no Brasil mas grande sucesso especialmente nos Estados Unidos. Arrancou aplausos do público e a surpresa de algumas pessoas presentes.
Após isto, lançou mão de sua banda e fez uma sessão acústica, onde tocou dois grandes sucessos da banda: “Hey Okay!” e “Sunny Side Up”. Em uma tocada bem intimista, arrancou sorrisos da plateia, que ficou calada e aproveitou bem o som simples que saia do violão da cantora. Ela sorriu, demonstrou alguns erros, disse não estar se sentindo tão bem por causa de um jetlag, nada que pudesse mudar a opinião da plateia, que já estava totalmente apaixonada naquele instante do show: Anneke não podia arrancar nada além de sorrisos e olhares bobos da plateia.


Finalizando o show, a banda retornou a foi apresentada pela vocalista. Tocaram “Witnesses”, sucesso do “Air”, novamente no mesmo pique e na ótima performance do show. Quando a música terminou, as luzes se acenderam, as portas se abriram e fecharam as cortinas. Alguns aguardaram por um bis, que não veio, deixando parte da plateia confusa. Mas era isto mesmo: o show havia acabado e, apesar de mais de 01h30minh de música sem parar, o público deixou o palco com um gostinho de quero mais. Fora, claro, saudades da vocalista e uma vontade de que ela retorne em 2014 para mais uma performance que somente ela pode produzir.
Setlist:
1. Feel Alive
2. My Boy
3. Take Me Home
4. Beautiful One
5. Fury
6. You Want To Be Free
7. Circles
8. Here Comes The Rain Again
9. Saturnine
10. Stay
11. 1000 Miles Away From Home
12. Strange Machines
13. Hope Pray Dance Play
14. Hyperdrive!
15. Sessão Acústica (com 3 músicas)
16. Witnesses










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Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.
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