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Resenha - Bon Jovi (Tampa Bay Forum, Tampa, 12/03/13)

Por Mick Balboa |

Na sexta-feira, dia 1º de março, o Bon Jovi se apresentou durante quase 3 horas no Tampa Bay Times Forum lotado, misturando clássicos dos 30 anos de carreira com faixas do novo álbum What About Now.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Poucas bandas têm um público tão fiel quanto o Bon Jovi. Chegando à quarta década de atividade, os roqueiros de New Jersey ainda são capazes de lotar, sozinhos, arenas e estádios por todo o mundo, e, na sexta-feira, 1º de março, foi a vez da atual turnê da banda, “Because We Can”, passar por Tampa.

Pouco após as 19h30, o início do espetáculo foi anunciado por um mar de luzes e um ressoar de tambores. Subitamente, as luzes se apagaram e escutou-se o pegajoso refrão de “You Give Love a Bad Name”. Quando as luzes se reacenderam, Jon Bon Jovi e seus comandados já haviam tomado o palco para executar o primeiro clássico da noite. Na sequência veio a enérgica “Raise Your Hands”, outra canção do blockbuster Slippery When Wet, álbum de 1986 que já vendeu mais de 12 milhões de cópias só nos EUA.

O palco dessa turnê, uma semicircunferência adornada pelo logotipo da banda no solo, pode ser considerado pequeno e modesto se comparado à extravagância e à opulência exibida por outras bandas de rock, como Kiss, AC/DC ou Mötley Crüe. O pedestal do microfone de Jon fica bem na frente, centralizado. Outro pedestal fica à direita, com os pedais e equipamentos a serem usados pelo guitarrista Richie Sambora. O resto dos músicos, o baterista Tico Torres, o tecladista David Byran, e dois membros extraoficiais, o guitarrista Bobby Bandiera e o baixista Hugh McDonald, ficam limitados ao fundo do palco, perto de uma fileira de pilares de LED que surgem, somem e mudam de temática de acordo com a ocasião. Também não há nenhuma chuva de confetes ou explosões pirotécnicas no decorrer da apresentação.

Após “Lost Highway”, Jon cuprimentou a plateia e anunciou duas faixas do novo material: “Because We Can” (que dá nome a tour) e “What the Water Made of Me”. “It’s My Life” e “Runaway” vieram em sequência, elevando os ânimos. A faixa-título do novo álbum, dedicada por Jon a todos que vivem nos EUA atualmente, também foi muito aplaudida.

Às vésperas dos 51 anos (seu aniversário foi no dia seguinte), Jon Bon Jovi continua jovial. Trajando uma justa calça cinzenta e um casaco bem patriótico, o vocalista se mostrou meio contido no começo, mas, durante “We Got It Goin’ On”, movimentou-se durante todo o palco, usando pela primeira vez durante o concerto a passarela que avança pela plateia, circulando os Vips, e apresentando um pouco do seu vasto repertório de rebolados, poses e trejeitos que tanto agradaram a parcela feminina presente na arena. Outro momento de destaque da apresentação foi a versão estendida de “Keep the Faith”, com um jam da banda no final.

Após “Keep the Faith”, a banda saiu rapidamente do palco. Na volta, Jon, de roupa trocada, foi a até a passarela para cantar a balada introspectiva “Amen”, outra de What About Now, além das aguardadas “Bed of Roses” e “I’ll Be There for You” (quando Richie se juntou a ele na passarela). Depois veio a trinca formada pelas animadinhas "Captain Crash", "We Weren't orn to Follow" e "Someday I'll Be Saturday Night", todas bastante ovacionadas.

Botando todo mundo para pular de novo, veio "I'll Sleap When I'm Dead", seguida pela épica "Wanted Dead or Alive" e a otimista "Who Says You Can't Go Home". A excitação chega a um novo pico quando pergunta se há algum médico na casa, introduzindo "Bad Medicine". Jon percorre o palco inteiro, interagindo com os músicos e os fãs.

Outra saidinha da banda, outra troca de roupa de Jon. Na volta, a banda tocou a insossa "(You Want To) Make a Memory", a melódica "In These Arms" e a grudenta "Born to Be My Baby".

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Após outro intervalo, a banda demonstrou que ainda tinha fôlego para executar "Have a Nice Day" e a superclássica "Livin' on a Prayer" (com direito ao tradicional coro por parte do público). Jon apresenta os músicos e dá boa noite. No bis (no último, pelo menos), "Blood on Blood", com uma introdução acústica, e a puxa-saco "I Love This Town" fecharam a noite de espetáculos.

O Bon Jovi demonstrou ser um dos poucos atos no cenário musical atual que conseguem unir repertório e disposição para fazer shows de mais de duas horas. Bem encaixadas no meio dos clássicos, as canções do novo álbum receberam boa aceitação por parte do público. Instrumentalmente, a banda demonstra segurança e entrosamento. Também, pudera, os membros tocam juntos de 1983, tirando os extras Hugh McDonald e Bobby Bandiera, que acompanham a banda, respectivamente, desde 1994 e 2007.

O Bon Jovi é um exemplo de que a receita de lançar material novo com frequência e manter a formação o máximo possível parece ser a ideal para manter a relevância comercial de uma banda.

1. You Give Love A Bad Name
2. Raise Your Hands
3. Lost Highway
4. Because We Can
5. That's What The Water Made Me
6. It's My Life
7. Runaway
8. What About Now
9. We Got It Going On
10. Keep The Faith
11. Amen
12. Bed Of Roses
13. I'll Be There For You
14. Captain Crash & the Beauty Queen from Mars
15. We Weren't Born To Follow
16. Someday I'll Be Saturday Night
17. I'll Sleep When I'm Dead
18. Wanted Dead Or Alive
19. Who Says You Can't Go Home
20. Bad Medicine
21. (You Want To) Make A Memory
22. In These Arms
23. Born To Be My Baby
24. Have a Nice Day
25. Livin' On A Prayer
26. Blood On Blood
27. I Love This Town

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