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Resenha - Amapá Hell Metal Friends (SINTRACOM, Macapá, Amapá, 19/01/13)

2013 promete uma enxurrada de shows de Metal pelo Brasil. No caso amapaense, começamos com o Reveillon do Liberdade ao Rock (ocorrido, como o nome indica, na madrugada do dia 31/12/2012 para o dia 01/01/2013).

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

No dia 19/01/2013, o mezanino do SINTRACOM (um sindicato de trabalhadores do comércio) serviu de palco para o Amapá Hell Metal Friends, organizado por Nilo, vocalista da banda DARK MAIDEN, que toca covers do lendário grupo de Metal inglês IRON MAIDEN.

Para alegria geral dos metalheads, tivemos o show de retorno de um dos maiores expoentes do Black Metal amapaense: BALZABOUTH. Antes um power trio formado por Alberto Martinez (bateria, ANONYMOUS HATE), Victor Figueiredo (baixo, ANONYMOUS HATE) e Tássio Godoy (guitarra), agora o grupo conta com Jorge Lee também na guitarra e dividindo os vocais com Alberto. Apesar de ser sua primeira apresentação, Lee mostrou-se bastante carismático e comunicativo, interagindo bastante com a platéia.

Embora, de início, o público estivesse tímido, a BALZABOUTH detonou em um set autoral, alternando entre músicas novas e de seu álbum Osbcurum Lacus. Black Metal pesado, veloz, ríspido e blasfemo, como o gênero exige. Em termos de performance, Tássio agita bastante, bangeando a maior parte do tempo. Alberto não fica atrás, demolindo cada peça da bateria sem dó, o bumbo a mil por hora. Destaque para a música Sinfonia Funeral. A banda também dedicou um cover do KATATONIA a um falecido amigo, Jorke.

Depois de uma pausa para troca de equipamentos, a ANONYMOUS HATE apresentou mais um show repleto de violência (no bom sentido) Grindcore. Sem alterações no set, a pancadaria começou com Profanation e seguiu com Anonymous Hate (clássico, a cara do grupo), Brazil Massacreland, Sea of Blood, a inédita Search for Power, o hino Worldead (como sempre, o refrão cantado em uníssono), Dead Shall Rise (TERRORIZER cover), Created to Kill e Red Khmer. Show da ANONYMOUS HATE também é sinônimo de bom humor, comandado por Victor Figueiredo (vocal), brincando a cada intervalo, seja com o público ou com seus colegas músicos.

Depois da passagem de som, era hora de Ravel Amanajás e sua KEONA SPIRIT "meterem fogo". O set continua abrangendo a proposta Heavy/Power Metal da banda (ultimamente está mais Power), que tocou Time, Lisbon e Angels Cry (ANGRA covers), Living for the Night (VIPER cover), Shadowlord (música autoral com bastante peso, melodia e intro marcante), Wasted Years (IRON MAIDEN, em preparação para o que viria a seguir), I Want Out (HELLOWEEN) e Futebol, Mulher & Rock n' Roll (DR. SIN).

No começo de Lisbon, o vocalista interrompeu a música para evitar que um rapaz (provavelmente alcoolizado) derrubasse um dos PAs. Atitude mais do que louvável, seguido do coro de aprovação "Keona! Keona! Keona!". O encrenqueiro foi retirado da casa e a apresentação prosseguiu normalmente. Destaque também para o desempenho de Dyuna Monteles, que atiçava os metalheads brandindo seu baixo (Gabriel Wetch saiu da banda em dezembro).

Após mais uma pausa, a headliner DARK MAIDEN começa seu tributo ao IRON MAIDEN. Todas as músicas do "Set Extreme Fucking From Hell List" (era assim que estava escrito no topo) foram dedicadas ao Jorke e abrangeram boa parte da discografia da donzela. Hinos como The Trooper, The Number of the Beast, Powerslave, Phantom of the Opera, Aces High e Fear of the Dark causaram uma chuva de cabelos esvoaçantes e moshes.

O tempo restante da casa não permitiu que a DARK MAIDEN tocasse todas as músicas do set, mas encerrou com a participação especial de Hana Paulino (vocal, HIDRAH) em Wasting Love. Hana, além de ser uma ótima vocalista, também esbanjou sensualidade.

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Sobre Bruno Blackened Monteiro

Metalhead, Gamer, Otaku e Jornalista. Essas são as palavras que me descrevem melhor. Um jovem que faz de tudo para apoiar o Heavy Metal, seja através de resenhas, artigos, fotos, reportagens, entrevistas ou mesmo estando assiduamente nos shows apoiando e bangueando ao som das bandas. Amo o Metal desde os 16 anos e minhas vertentes favoritas são Thrash, Death e Power Metal. Também gosto de Gothic, Doom e Black Metal, mas o Thrash é o que me move! THRASH!

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