Em dia de muitas opções de shows de Rock e Metal para uma mesma noite, posso afirmar tranquilamente que quem escolheu ver o BLACK LABEL SOCIETY fez uma boa escolha (na mesma noite, CREED e ARCH ENEMY tocaram também em São Paulo). Quando há boas opções de shows e as datas coincidem, o jeito é escolher uma delas e torcer para acertar na escolha.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.
Fotos por Leandro Anhelli
O HSBC Brasil não ficou completamente lotado, mas o público compareceu em peso para ver novamente a banda liderada pelo guitarrista ZAKK WYLDE, famoso por ter integrado a banda de OZZY OSBOURNE por muitos anos.

Marcado para 20hs, ZAKK apareceu no palco com pouquíssimos minutos de atraso, para vibração geral. “Godspeed Hellbound” abriu o concerto, para dar início à execução de um set list incomum, como já vinha sendo divulgado anteriormente.

Apesar da ausência de canções como “Fire It Up”, o público agitou bastante e pôde acompanhar de perto cada palhetada de ZAKK, graças aos dois telões instalados nas laterais do palco, que traziam imagens sobrepostas muito interessantes.
Em “Bleed For Me”, ZAKK apareceu com sua tradicional Gibson “Bulls-eye” branca e preta e essa música foi um dos pontos altos da noite. O guitarrista pediu ajuda da plateia para cantar o refrão e foi prontamente atendido.

Aliás, foi nessa canção que o som do microfone de ZAKK melhorou, pois durante boa parte do show sua voz acabou ficando ligeiramente abafada em meio às guitarras, ao baixo e à bateria. A qualidade do som estava ótima e se ouvia bem todos os instrumentos, mas o volume do microfone de ZAKK oscilou bastante.
Trocando constantemente de guitarra durante as músicas (com um modelo customizado mais legal que outro, vale ressaltar!), ZAKK também foi para o teclado, no momento mais calmo da noite. “In This River” foi tocada por ele, quando duas bandeiras com imagens do falecido guitarrista Dimebag Darrell (PANTERA) foram penduradas no palco. Uma merecida homenagem a esse músico extraordinário que faleceu tragicamente em 2004 e que era grande amigo de ZAKK.

WYLDE toca com muito feeling e tem ao seu lado o fiel escudeiro Nick Catanese, guitarrista que não cansou de sorrir e jogar palhetas para o público. Junte-se a eles ainda o baixista John DeServio, também há bastante tempo na banda e o baterista Jeff Fabb (IN THIS MOMENT), recém integrado ao grupo para tocar na turnê.
ZAKK e seus parceiros de banda estavam em grande noite e o som pesado produzido pela banda ecoou por todo o HSBC Brasil durante uma hora e meia, até o encerramento do set com “Stillborn”. Show direto e reto, sem intervalos, sem muita conversa, música seguida de música e sem parada nem para o bis.
Ao final, ZAKK foi de um lado ao outro do palco para agradecer a presença dos fãs, batendo com as duas mãos no peito, expressando praticamente um gesto do que poderia se denominar um homem das cavernas do século 21, graças ao visual do guitarrista.

Em São Paulo, fez mais uma grande apresentação, encerrando sua turnê pela América do Sul, provando mais uma vez porque é um verdadeiro Guitar Hero, mundialmente respeitado e conhecido.
Agradecimentos a Damaris Hoffman (Top Link Music) e Cristiane Batista (HSBC Brasil) pela atenção e credenciamento.
Banda:
Zakk Wylde – vocal, guitarra, teclado
Nick Catanese – guitarra
John DeServio – baixo
Jeff Fabb - bateria
Set List:
1. Godspeed Hellbound
2. Destruction Overdrive
3. Bored to Tears
4. Berserkers
5. Bleed for Me
6. The Rose Petalled Garden
7. In This River
8. Forever Down
9. Solo Guitarra
10. Parade of the Dead
11. Overlord
12.The Blessed Hellride
13. Suicide Messiah
14. Concrete Jungle
15. Stillborn





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Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.
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