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Resenha - Epica (Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 29/09/12)

Por Renan Ambrozzi | Fonte: Steelmade MB |

Comemorando 10 anos de banda e na turnê do mais novo álbum “Requiem For The Indifferent”, finalmente vemos EPICA voltando não só ao Brasil mas também ao Rio de Janeiro. Nesta noite de sábado, dia 29 de Setembro, fãs de uma das bandas de Metal sinfônico mais renomadas se reuniram na Fundição Progresso para um show emocionante.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

A abertura ficou por conta da DREADNOX, banda já das antigas no cenário do Metal underground carioca formada em 1993, voltando recentemente aos palcos após 5 anos.

O show começou por volta das 21:30hrs, naquela tensão pré-show, palco todo escuro e ansiedade dominando todos presentes. Assim que luzes no palco acenderam veio também a música de introdução, “Karma”, onde pouco a pouco os membros da banda surgiram, em meio a gritos de fãs. Baterista, tecladista, guitarristas e baixista um a um se posicionavam e já começaram “Monopoly On Truth” fazendo a entrada de Simone Simmons ainda mais esperada.

Com a entrada de Simone o show ganhou cada vez mais beleza e força, a música partiu para seu clímax e os fãs sempre contribuindo com palmas e urros. Então, já emendando, veio “Sensorium” pra acalmar um pouco e relembrar o 1º álbum “The Phantom Agony”, e também mostrando a potência da voz de Simone, que ecoava pela casa numa clareza impressionante. Bem no finalzinho da música, Simone recebeu um presente de um fã da platéia.

Depois de declarações de amor de Simone ao povo brasileiro o show continuou na nostalgia com “Unleashed”, dando doses de headbanging e líricos poderosos da grande cantora ruiva. E sem descanso o show seguiu com “Martyr Of The Free World” matando o público com aquela intro de bateria e o solo sensacional de Isaac Delahaye, e com um curto bate-papo com o público, pra levantar a moral dos cariocas, anunciam a próxima música “Serenade Of Self-Destruction”.

Com muitos guturais e líricos, essa foi uma das músicas que mais se sentia a presença na voz de Simone, que soava forte por toda Fundição Progresso, principalmente nos refrões. Terminando a música com umas fanfarras musicais e com um convite feito pela vocalista, que queria ver todos no headbanging.

Então foi anunciada “The Obsessive Devotion” que, na minha opinião, foi o marco da ascensão do show, a partir dela o show não parava de animar mais e mais. Fãs batendo cabeça, gritando, cantando, batendo palmas, e sem comentar quando entra o riff de Delahaye e nas partes de instrumental puro, terminando em salvas de palmas e um rápido agradecimento pra então vir o single “Storm The Sorrow” onde alguns fãs organizaram uma homenagem à banda com uma chuva de balões pretos e brancos, simbolizando a ideia da própria música.

Ao fim da música, a chuva de bolas gerou até uma piadinha de Jansen com um balão feito de camisinha que foi parar no palco. Meio que ignorando a brincadeira, Simone seguiu com o agradecimento e pediu por luzes da platéia para a próxima música, “Delirium” que, apesar de mais lenta, foi muito forte e transmitiu muita emoção com a voz de Simone junto do teclado e do violão que Delahaye assumiu em parte da canção antes do belíssimo solo.

Continuando o show veio mais uma das clássicas, “Blank Infinity” para muito gosto do público e com uma demostração do vocal incrível de Simone ao final da música segurando a última nota. Com um agradecimento a banda traz uma das mais esperadas da noite, “Cry For The Moon”, que foi cantada por um coro da platéia e regada de batidas de cabeças, palmas e mais coros de início, meio e fim da música.

Antes da próxima música, veio uma pequena jam de Delahaye seguida de um solo espetacular de bateria, um rápido agradecimento de Jansen pelos 10 anos de banda e então fechando o setlist oficial com “The Phantom Agony” numa versão um pouco diferente, mais dançante e alegre, quase uma baladinha.

Assim as luzes apagam, a banda sai e cada vez mais o palco é tomado pelo som do público pedindo por mais e, em poucos segundos, a platéia é atendida. Volta Mark Jansen perguntando se querem mais, resposta mais que óbvia e respondida com “Quietus” com toda a emoção dos fãs.

Dando espaço para descontração, Simone propõe um concurso (claro, não antes de tocarem um pedaço de “Ai Se Eu Te Pego” de Michael Teló, para horror dos headbangers), ao som da bateria e do dj da casa, o fã mais animado subiria no palco. Um vencedor escolhido e o cabeludo subiu ao palco, quando começou “Sancta Terra”.

A música foi animada não só pela banda mas pelo fã escolhido que mostrou bastante presença de palco. E, como tudo que é bom acaba, o show foi se encerrando com “Consign To Oblivion”, marcando bem a noite carioca e fazendo todos presentes voltarem para casa com EPICA nos ouvidos.

Como impressões gerais posso dizer que a banda toda foi sensacional, muito energética no palco, obviamente muito talento e também bastante comunicativa por parte dos vocais Simone e Jansen, sempre conversando, brincando e agradecendo ao público. Com certeza um show inesquecível, todos deveriam ir a um show do EPICA pelo menos uma vez na vida. Passei desde o último instante do show até essas minhas últimas palavras nesta resenha pensando e ouvindo a música ecoar pelos meus ouvidos.

Setlist:

01. Karma
02. Monopoly On Truth
03. Sensorium
04. Unleashed
05. Martyr Of The Free Word
06. Serenade Of Self-Destruction
07. The Obsessive Devotion
08. Storm The Sorrow
09. Delirium
10. Blank Infinity
11. Cry For The Moon
12. The Phantom Agony

Encore:
13. Quietus
14. Sancta Terra
15. Consign To Oblivion

www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.

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