Resenha - West Rock Zone 2012 (Rio de Janeiro, 15/09/12)

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Resenha - West Rock Zone 2012 (Rio de Janeiro, 15/09/12)


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É com muito prazer que publico esta primeira colaboração da Lygia Maranhão, colega e amiga, jornalista recém saída do forno. Ganhei da Mari Torres um ingresso VIP pro West Rock Zone, mas não podia ir de jeito nenhum. Mas sabe que foi bom? Olha o texto bacana que ela escreveu. Acho que eu não teria feito melhor...

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Que noite!

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Bolsa pronta, recomendações decoradas e o percurso anotado em um pedaço de papel amarelo que eu perdi. Assim começou minha jornada até ao West Rock Zone, 2012. Não que eu seja super fã do gênero musical, mas o convite de uma amiga me fez topar o desafio, desafio mesmo, pois estava indo sozinha. É, sou corajosa, eu sei.

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Sabia mais ou menos como chegar ao local do show. Às 14:20 h, eu estava no metrô (a recomendação era para que eu fosse de ônibus), enfim, de metrô também chegaria lá... Assim esperava. Pois bem, depois de 23 estações, ainda precisei pegar uma van e depois um ônibus para alcançar a “terra prometida”.

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Com essa minha mania de chegar cedo aos compromissos, aguardei alguns minutos até que a primeira banda subisse ao palco - Tamuya Trash Tribe; ótimo som, gostei muito da banda. Não sou conhecedora de bandas de Rock, estou bem longe disso. Me desculpem o comentário superficial, mas é como posso avaliar, só na base do “gostei” ou “não gostei”.

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Cheguei por volta das 17:00h, o festival ainda estava tomando forma, aos pouco os fãs iam chegando e eu ia tirando fotos; andava de um lado para o outro, só observando a movimentação, na verdade eu queria mesmo era conversar com alguém; puxei assunto com um segurança, que confessou preferir um sambinha, a conversa rendeu algumas risadas. A segunda banda foi Scatha que em meio a cabelos esvoaçantes, também tocou muito, alias, que voz!

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Até mais ou menos 21:40, outras bandas já tinham subido ao palco como Lástima e Khaos Inside e mais outras que mostraram seu talento e estava tudo correndo bem, achei o evento organizado. A noite prometia, mas infelizmente àquela hora, não cumpriu pra mim (foi o que eu pensei). Como tinha chegado cedo, estava cansada e por estar sozinha, desanimei de continuar no show, decidi ir embora; fui tentar a sorte e esperar o ônibus em frente ao sítio, só que do outro lado da calçada.

Vinte minutos depois e já de saco cheio de ficar em pé, percebi que chegaram três viaturas da PM e os policiais armados pararam em frente ao local, bem ao meu lado. Achei aquilo estranho, percebi que pessoas que estavam chegando àquela hora, não entravam, ficavam paradas do lado de fora, pareciam estar esperando alguma coisa, mas fiquei na minha, continuei lá, na esperança que ainda teria ônibus para eu voltar. De repente, vejo as pessoas que estavam no show saírem. Algumas revoltadas, falando alto e indignadas. Como sou curiosa, resolvi me aproximar para saber o que tinha acontecido.

- O Show foi cancelado, mandaram parar tudo! Foi o que ouvi de alguns.

Bom, a tragédia sempre une as pessoas, né?! Conheci algumas e o tempo foi passando e nada de ônibus. Por coincidência, conheci os integrantes da banda Red Front que fariam o show de abertura do Matanza. Aliás, devo elogiar a postura da banda que me impressionou. Apesar de terem vindo de longe, foram calmos e compreensivos com a situação.

Papo vai, papo vem, acabei voltando para o sítio. Conseguiram uma carona pra mim até a rodoviária, mas eu precisaria esperar até que o pessoal da produção terminasse de arrumar algumas coisas no local. Por vontade própria recolhi algumas cadeiras e mesas também, pra ajudar. Tive a oportunidade de conversar sobre o que tinha acontecido, ouvi a versão deles, mas não cabe a mim expor aqui o que foi dito, tampouco julgar o que deu errado, foi prejuízo para muita gente. Vi como isso tudo abalou as pessoas envolvidas. Realmente foi uma pena, mas acontece. Agora é questão de aprender com o que aconteceu.

Quando foi 03:00 da manhã, todos estavam exaustos, resolvemos dormir por ali mesmo e só voltar quando amanhecesse. Forramos o chão apenas com um toldo preto onde couberam eu mais 5 pessoas. Sem ter nada para nos cobrir, senti um frio do cão! Falando em cão... Tinha um no sítio ao lado que ficou o tempo todo latindo, sem contar o Funk que rolou por um bom tempo.

Bom, a minha querida amiga brincou comigo dizendo que eu voltaria para casa cheia de tatuagem e um piercing na língua. Na verdade voltei mesmo com uma baita dor nas costas. Vlw Sigried!

Mas acho que posso arriscar ir a um próximo evento, quem sabe um show do Red Front, mas isto será uma outra história.

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Sobre Sigried Neutzling Buchweitz

Sou arquiteta e urbanista, blogueira nas horas vagas, apaixonada por novidades sonoras. Por isso edito o blog Rio de Metal, pra ajudar a divulgar eventos e bandas (autorais) independentes de rock pesado que acontecem no estado do Rio de Janeiro. De vez em quando, falo de outros assuntos ligados a esse som poderoso que é o Metal, tipo arquitetura, decoração, humor... Gosto muito quando os leitores participam com comentários!

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