Resenha - Ummagumma (Chevrolet Hall, Belo Horizonte, 01/07/12)

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Resenha - Ummagumma (Chevrolet Hall, Belo Horizonte, 01/07/12)


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Canhões de luz em diferentes cores e tons, lasers, enorme globo espelhado no teto, avião em queda livre e, é claro, os maiores clássicos do Pink Floyd executados com perfeição. Com todos estes atrativos, nem precisaria escrever aqui que o Chevrolet Hall estava completamente lotado para o show da banda Ummagumma.

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

Pouco mais de 21h00m e as filas começavam a se formar na porta do Chevrolet Hall, região centro-sul de Belo Horizonte. Na área interna, o ginásio vai sendo tomado aos poucos pelo público. A divisão por setores foi feita da seguinte forma: “arquibancada e pista” e “cadeiras numeradas”. As cadeiras numeradas ficaram posicionadas à frente na pista. Quem comprou ingresso de arquibancada e pista tinha as arquibancadas liberadas e parte de trás da pista para circular.

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O relógio marcava 22h30 e o público já lotava todos os cantos da casa. Apenas poucas cadeiras ficaram vazias (aparentemente, menos de um terço) no setor privilegiado por estar na frente. Considerando os minutos de atraso para início da apresentação, o público fazia muito barulho e batia palmas. Esse comportamento mostrava a ansiedade dos presentes para assistir ao tão elogiado show do Ummagumma. Depois disso, não demorou 10 minutos para os primeiros acordes de Shine On You Crazy Diamond fazerem todos soltarem a voz e comemorar o início do show com um grande clássico do disco “Wish You Were Here”. Welcome To The Machine foi a segunda que antecedeu a maravilhosa Have a Cigar, composição de Waters também do disco supracitado.

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Neste momento, o vocalista e guitarrista Bruno Morais fez agradecimentos ao público de Belo Horizonte que encheu a casa. Segundo o “David Gilmour do Ummagumma”, Belo Horizonte se tornou a segunda casa do grupo natural de Três Pontas, no sul do estado de Minas Gerais. Além dos cumprimentos aos espectadores, Bruno avisou que iriam voltar à primeira fase do Pink Floyd. Ele não falou isso à toa. As duas próximas músicas foram um retorno aos anos 1960, ou seja, aos primórdios do grupo britânico. See Emily Play, single de 1967, e Summer ’68, lançada em 1970, pegaram o público de surpresa. Um início de show fabuloso.

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O disco Animals foi representado muito bem por duas de suas faixas. O som do violão se destacou em Pigs on the Wing e Dogs fez o público ir ao delírio com seus tradicionais solos. Another Brick in the Wall Part II dispensa qualquer tipo de apresentação. Outra coisa que também é dispensável são relatos da euforia do público ao ouvir um dos maiores clássicos da história da música. Seguida de Mother então... o show só melhora. Vale ressaltar que Mother tirou lágrimas de emoção dos olhos de muita gente, inclusive de marmanjos. Mas é possível entender tal reação frente a uma música com temática que envolve a relação de um filho com sua mãe superprotetora aliada ao clima criado pela grandiosa produção da banda Ummagumma. Foi de arrepiar, em vários momentos!

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Mais uma do disco “The Wall”, Hey You faz o público soltar a voz. The Gunner’s Dream, do disco “The Final Cut” antecedeu mais um clássico do Pink Floyd: Time. The Great Gig In The Sky trouxe ao centro do palco Isabela Morais para apresentar uma incrível atuação vocal. Esta performance ficou famosa nas vozes de Clare Torry, na gravação original do disco “Dark Side of the Moon”, em 1973, e de outras vocalistas que se apresentaram ao vivo com a banda ao longo do tempo. Aplaudida de pé por todos, Isabela voltou para o posto de backing vocal. Muito animada, ela dançou o tempo todo durante a música seguinte. Não é necessário dizer o nome de uma música do Pink Floyd que inicia com a contagem de moedas.

Sorrow e Echoes, esta última tocada quase em sua versão completa, antecenderam o bis. Mas a banda nem mesmo saiu do palco. Bruno Morais novamente agradeceu muito ao público e também aos apoiadores, patrocinadores e deu merecida ênfase à equipe que trabalha nos bastidores do espetáculo do Ummagumma. A grandiosidade e perfeição da apresentação requerem cuidados extremos e muita dedicação de todos os envolvidos, tanto dos que estão no palco quanto dos que trabalham atrás dele.

Após a interação com o público, os primeiros acordes anunciavam, talvez, o momento maior do show com Wish You Were Here. Foi quando o público acendeu os visores dos celulares para criar o clima que antigamente criavam os isqueiros. Uma pausa para apresentar os integrantes do grupo e a continuação do show com a bela Comfortably Numb. Neste momento, um globo espelhado pendurado no teto do Chevrolet Hall recebeu dois grandes feixes de luz criando incríveis efeitos.

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O fim do show se aproximava e Run Like Hell foi executada para alegria dos fanáticos pelo disco “The Wall”. Mas ela não foi esta não foi a responsável por encerrar o show, um avião em queda e com as duas turbinas estouradas desceu do teto do ginásio em um cabo até o palco durante In The Flesh que fechou a apresentação alucinante do Ummagumma.

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Para os que gostam de números, a apresentação durou cerca de 2h40m, o setlist foi composto por 20 músicas e aconteceu exatamente um ano após o show feito no Palácio das Artes, no centro da capital mineira, em 1º de julho de 2011 (àquela altura a meia-noite já tinha passado). Inclusive, este show no grande teatro do Palácio das Artes foi lançado em DVD. Um belíssimo material. Obrigatório tanto para quem foi e quer reviver os momentos, quanto para quem ainda não assistiu ao show do Ummagumma e quer conhecer este grande espetáculo.

O setlist da noite foi:

1. Shine on You Crazy Diamond
2. Welcome to the Machine
3. Have a Cigar
4. See Emily Play
5. Summer ‘68
6. Pigs on the Wing
7. Dogs
8. Another Brick in the Wall Pt II
9. Mother
10. Hey You
11. The Gunner’s Dream
12. Time
13. The Great Gig in the Sky
14. Money
15. Sorrow
16. Echoes
Bis
17. Wish You Were Here
18. Comfortably Numb

Bis
19. Run Like Hell
20. In The Flesh

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