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Resenha - Amorphis (Carioca Club, 07/02/12)

Foram quase dois anos e meio de espera desde a última passagem dos finlandeses do AMORPHIS pelo país, mas esta segunda visita gerava uma melhor expectativa. Explico. Em setembro de 2009 a noite contou também com o Children of Bodom, o que gerou à época algumas reclamações por parte do público, que achou o set-list de ambos muito curto. Cheguei a mencionar tal fato ao entrevistar o atual tecladista Santeri Kallio poucos dias antes. Veja o que ele comentou, dentre outros temas, logo abaixo.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Amorphis: os reis do "melodeath" falam ao Whiplash.Net

Texto por Durr Campos/ Fotos por Pierre Cortes

Pouco antes da atração principal a banda PERCEPTION fez um eficiente opening act, especialmente para os apreciadores de prog metal na linha do Redemption, Glory Opera e Symphony X. Ótimos guitarristas e um vocalista que sabe usar seus atributos contribuíram para que fossem tão bem recebidos. A título de informação, o conjunto já coleciona apresentações ao lado de bandas como Mindflow e Evergrey.

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O domingo extremamente quente na capital paulista contrastava com a sonoridade característica dos filhos da “terra dos mil lagos”, mas eles não pareciam se importar muito com isso tamanha empolgação com a qual adentraram o palco de um Carioca Club não tão lotado como eu particularmente imaginava. O início com a intro “Battle for the Light”, seguida da excelente “Song of the Sage”, faixa de abertura de The Beginning of Times, mais recente de estúdio, levantou até quem parecia exaurido por conta da alta temperatura. “Toward and Against” só piorou – no melhor sentido possível – a situação, assim como “The Smoke”, certamente uma das favoritas daqueles que acompanham o AMORPHIS desde sempre e apreciam a fase pós-Eclipse, debut com o atual vocalista Tomi Joutsen.

Por falar nele, o cara teve a plateia durante toda a noite nas mãos. Sua postura cênica, acrescida do impacto gerado por seus imensos dreadlocks e, lógico, de sua voz incrível, nos fazem até esquecer de que ali do lado, entoando uma guitarra-base de respeito, está ninguém menos que Tomi Koivusaari, co-fundador do AMORPHIS e responsável também pelos vocais guturais nos três primeiros e seminais álbuns The Karelian Isthmus (1992), Tales from the Thousand Lakes (1994) e Elegy (1996). Daí, se ainda havia algum mortal insatisfeito no recinto, certamente calou-se na trinca seguinte com a clássica “On Rich and Poor”, “You I Need” e, provavelmente, a minha favorita da era Joutsen: “Sampo”, do delicioso Skyforger (2009). Deste registro ainda fomos brindados com “Majestic Beast”, “Silver Bride” e “Sky is Mine”. O jogo estava ganho ou não?

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Em seguida, as primeiras notas de “Karelia”, instrumental do já citado trabalho de estreia “The Karelian Isthmus” me enganou, pois eu jurava que “The Gathering” viria na cola. Na verdade, pra lá de empolgado, até pensei que “Grail’s Mysteries” também entraria no pacote. Enfim, a estrela solitária foi “Vulgar Necrolatry”, cover dos pioneiros finlandeses do Abhorrence, banda da qual Tomi Koivusaari fez parte antes de montar, em 1990, o AMORPHIS junto ao guitarrista Esa Holopainen e ao baterista Jan Rechberger. O hino “Into Hiding” acabou me fazendo por esquecer a ausência de mais canções do debut.

A derradeira parte da apresentação reservou algumas das mais aplaudidas, começando pela obrigatória “Black Winter Day”, cantada em uníssono, passando pelo hit “My Kentele” e encerrando de vez com outra de Eclipse, “House of Sleep”, perfeita para um grand finale. Em tempo, destaco as performances individuais de Niclas Etelävuori e Santeri Kallio, mencionado no início deste texto, ambos perfeitos para os postos de baixista e tecladista, respectivamente. O verão brasileiro nunca se viu tão acinzentado.

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Set-list do Amorphis

1. Battle for Light Intro / Song of the Sage
2. Towards and Against
3. The Smoke
4. On Rich and Poor
5. Sky Is Mine
6. You I Need
7. Sampo
8. Majestic Beast
9. Karelia
10. Vulgar Necrolatry
11. Into Hiding
12. Alone
13. Black Winter Day
14. Skyforger Intro /Silver Bride
15. My Kantele
16. House of Sleep

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Sobre Durval M. C. Ringel

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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