The Byrds Celebration: Rock'n'Roll, simpatia e humildade

Resenha - The Byrds Celebration (Estúdio M, São Paulo, 14/05/2011)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Eduardo Bianchi Rolim
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Após minha chegada, vi um lugar infelizmente vazio e, até o final da noite, com certeza não chegávamos a 50 pessoas na casa (contando a banda). A cidade recebia outros shows naquele sábado e talvez isso tenha atrapalhado um pouco.

Guitarras: as 10 melhores guitarristas de todos os temposNamore um cara que goste de Metal

O público presente era composto por, basicamente, pessoas mais experientes – que provavelmente viram a (rápida) ascendência da banda em uma época onde a concorrência era desleal – simplesmente os Beatles estavam “nas paradas” e ter atenção naquela época era uma missão praticamente impossível.

Falando em Beatles, na abertura dos trabalhos, a competente “Fenícios – Banda Quem”, composto por músicos profissionais e com som de boa qualidade, coverizou uma dos Fab Four, Can’t Buy Me Love, clássico de 1964, em um set que contou também com Rock das Aranhas, Blue Suede Shoes, do genial Carl Perkins (1955) e que depois ganhou o mundo com Elvis Presley. Esta música foi usada pela banda para apresentação dos músicos, também.

Imagem

Pouco tempo depois, o the Byrds Celebration ganha o palco. O som da casa continuou bom, apesar de alguns problemas na terceira música, após a abertura com I’ll Fell A Whole Lot Better e o que mais marcou o set da banda – músicas de Bob Dylan. A banda apresenta The Times They Are A-Changin, de Bob Dylan, comentando que “hoje a música faz muito mais sentido”. Durante os problemas com som, fizeram questão de brincar com o público com a palavra “problema” em português e interagir com as pessoas que estavam tranquilamente sentadas nas mesinhas próximas ao palco, onde eu estava também.

Imagem

Com o som voltando a ficar bom (aliás, tudo correu rápido e o som voltou a ficar muito bom), a banda foi apresentando sucessos de sua rápida ascensão nos anos 60, entre elas Mr. Tambourine Man, música do primeiro LP da banda de 1965.

Antes de iniciar “Night Road”, como carinhosamente a chamam, comentam que é uma música de Michael, do irmão falecido. A atual formação da banda presta uma bonita homenagem antes de informar que a próxima é para quem gosta de moto! Vamos para 1968 com talvez uma das músicas mais conhecidas da carreira da banda, Easy Rider, onde o baterista aproveita para fotografar a plateia!

“Agora uma história onde o amor prevalece”, lido em Português, abre “Southern Cross” e seu contagiante refrão, quando a banda anuncia que a próxima era uma música de Clark: Gipsy Rider, outro sucesso.

Scott pega uma guitarra de 12 cordas e o baixista introduz a banda para Turn! Turn! Turn! (to Everything There Is a Season), que fez sucesso com o The Byrds em 1965, mas que a banda faz questão de lembrar e creditar a música a Pete Seeger, lá em 1959. Aqui talvez o ponto mais alto do show, o público cantava alto e muitos ficaram de pé para curtir e dançar.

“So You Wanna Be A Rock “N” Roll Star?”. Pausa. A música de 1967 da banda é, na verdade, uma resposta que a banda faz questão de mencionar no show ao The Who – “The Who, então vocês querem ser astros do rock?”. Outro grande momento da noite, com a plateia interagindo bastante. (N.R.: e não é que o The Who foi mesmo?)

Hora do momento mais “psicodélico” do show, com Eight Miles High, com diversos solos de guitarra e de bateria. A guitarra de Scott está carregada de efeitos, lembrando muito aquela fase onde todos estavam experimentando e criando (aqui quero dizer apenas musicalmente, ok? – hehehe) a base do que hoje chamamos de rock progressivo. O show ganha em peso nesta música, com alguns acordes mais, digamos, metal, culminando em um lindo (e longo) solo de guitarra de Scott.

O BIS é marcado por um solinho de flauta (ok, não resisto – “óóó Suzana, não chores por mim, eu vou pro Alabama, comendo amendoim” – não tenho como não lembrar do desenho do Pica Pau!) mas, brincadeiras a parte, tudo para abrir o clássico de Bob Dylan, Knockin’ On Heavens Door, coverizada por tantos e tantos até hoje – e como o Guns N’ Roses usa e abusa desse direito, hehehe – e com louvor, diga-se de passagem!

A versão executada pela banda é das mais longas e, se me recordo bem, teve mais de 10 minutos de muita diversão rock and roll, fechando o show!

Em uma demonstração de muita humildade e carinho pelos presentes, a banda fez questão de cumprimentar, autografar e tirar fotografias com todos que estavam presentes, sem qualquer pressa. Ainda deu tempo de uma conversa informal com eles sobre o Brasil e sobre rock and roll (fotos no final do post).

Mas uma das coisas que mais me marcou foi um pouco antes do parágrafo de cima acontecer: ao final do show, enquanto alguns se levantavam já em direção a saída, eu fui até a grade do palco acompanhar a movimentação – eu sempre vou perto do palco nos finais de shows. Acontece que a própria banda estava desmontando seus equipamentos e guardando-os, com a ajuda da banda de abertura e outras pessoas. Quando digo “guardando”, não é apenas o instrumento: estou falando de tirar as fitas do show, enrolar cabos…

Das fotos que vocês verão no caprichado slideshow abaixo, todas foram conseguidas por mim após um papo com o próprio Scott que, ainda no palco, fez questão de me ouvir enquanto eu pedia por um setlist. Ele olhou para o chão e não achou nenhum. Pediu para que eu esperasse que ele ia para o backstage e voltaria. Ali fiquei. Cerca de 3 minutos depois, lá vem ele me procurando com o setlist em mãos e outras folhas, que eram justamente as frases deles anotadas em Português e outros lembretes a serem falados no show. Ele me agradeceu bastante, ainda no palco, e pediu para que eu ficasse mais um tempinho para um papo, fotos e autógrafos.

Enfim, muita simpatia e humildade de todos, sob o conforto de um clássico rock and roll. O que mais eu quero da vida?

Setlist:

Imagem

Para curtir um generoso slideshow de fotos desta noite, acesse o Minuto HM:

http://minutohm.com/2011/06/18/cobertura-minuto-hm-credencia...

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Todas as matérias e notícias sobre "Byrds"

The Beatles
As 10 canções mais (injustamente) subestimadas

Dinheiro não é tudo mas ajuda
5 Rock Stars que nasceram ricos

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Byrds"

Guitarras
As 10 melhores guitarristas de todos os tempos

Humor
Namorar um headbanger é sair da zona de conforto

Evanescence
Estranha criatura em foto de Amy Lee com seu filho

Evanescence: estranha criatura em foto de Amy Lee com seu filhoAerosmith: Tyler tem mesmo um salsichão ou Adler mentiu?Dave Mustaine: aquela foi a pior "Master of Puppets" que ele já ouviuJustin Bieber: convidado para participar de show do Dark FuneralIron Maiden: banda não estava preparada quando chegou ao estúdioBehemoth: Nergal e sua relação com as mulheres

Sobre Eduardo Bianchi Rolim

Paulistano, nascido em 1982, bacharel em Sistemas de Informação pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV. Tem como paixão as bandas Iron Maiden e MetallicA, mas é fã de rock e metal internacional em geral. Alguns hobbies são: acompanhar o time do coração, Corinthians; doente por Back To The Future e Indiana Jones; viajar; Playstation; jogar o eterno Duke Nukem 3D. Carros em geral e F1 em especial. Tudo que pode ser relacionado à tecnologia (software e hardware). Ama os velhos receivers valvulados e aquelas maravilhosas caixas pesadas e potentes. Fã do Whiplash desde os primórdios. Criador e administrador do Minuto HM (www.minutohm.com), o blog da família do Heavy Metal (Twitter: @minutohm).

Mais matérias de Eduardo Bianchi Rolim no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online