Em 06/05/2011 | Resenha - Helloween & Stratovarius (Credicard Hall, SP, 06/05/11)

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Resenha - Helloween & Stratovarius (Credicard Hall, SP, 06/05/11)


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Quando os alemães do HELLOWEEN anunciaram a turnê em conjunto com os finlandeses do STRATOVARIUS, os fãs de Metal Melódico ao redor do mundo comemoram muito, e aqui no Brasil, não foi diferente. O que nem todos esperavam é que dessa união sairia um show épico como foi o realizado em São Paulo no Credicard Hall.

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

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As filas tomaram conta da casa de shows que pontualmente as 20:30h abriu as portas. Os mais fanáticos logo correram para assegurar os melhores lugares. Os mais tranquilos aproveitaram o tempo para beber uma cerveja ou comprar uma das várias camisetas vendidas enquanto os atrasados tentavam retirar seus ingressos na bilheteria. Por volta das 22h as luzes se apagaram e o espetáculo se iniciou.

Assim como em 2008, quando o GAMMA RAY foi convidado especial do Helloween na turnê e fez uma abertura de tirar o folêgo, o Stratovarius não deixou por menos e fez um show impecável com pouco mais de uma hora de duração. “Infernal Maze” (do recém lançado álbum “Elysium”) deu inicio a apresentação. Música rápida, caracterizada pela pegada típica dos finlandeses. Os primeiros a subirem ao palco foram JENS JOHANSSON (teclado), JÖRG MICHAEL (bateria), LAURI PORRA (baixo) e MATIAS KUPIAINEN (guitarra), seguido de TIMO KOTIPELTO (vocalista) que surgiu para cantar os primeiros versos. Na sequência a banda tocou três músicas bem conhecidas e aclamadas pelo público: “Eagleheart”, “Phoenix” e “The Kiss Of Judas” (do aclamado álbum “Visions”) cujo refrão foi cantado em coro. O público, que na maioria era composto por fãs da atração principal da noite, estava pouco animado durante o show de abertura, deixando o agito por conta dos fãs exclusivos do Stratovarius.

Para dar um descanso a esses fãs veio a “Winter Skies”, uma balada, cuja introdução ficou por conta de Jens. A música pertence ao álbum “Polaris” de 2009, o primeiro trabalho lançado pelo grupo após a saída de seu fundador, TIMO TOLKI (SYMFONIA). “Under Flaming Skies” (outra do novo álbum), agitou o público novamente e o preparou para a música mais esperada pelos fãs dos finlandeses na noite: “Paradise” (do já citado, “Visions”). Uma espécie de hino do Stratovarius a canção sempre está presente no set-list da banda e todos a cantam do inicio ao fim. O pique do show se manteve com a execução do carro-chefe do último lançamento, “Darkest Hours” que demonstra que a banda está em plena forma, mantendo o nível de seus discos anteriores.

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A surpresa da noite ficou por conta da “Speed Of Light”, anunciada pela tradicional fala do vocalista sobre “músicas rápidas”. Essa canção faz jus ao nome pois não deixou ninguém ficar parado. Foi mais um ponto alto do show. Ainda houve tempo para “Hunting High and Low”, precedida por Lauri Porra cantarolando uma música típica finlandesa. Para fechar o show de abertura com chave de ouro (isso mesmo, ainda estou falando do primeiro show!), Timo anunciou a próxima música e “passou a bola” para Jens Johansson que introduziu “Black Diamond”, outra clássica do tão aclamado álbum “Visions”. A banda, que interagiu com o público o tempo todo, agradeceu a todos e deixou o palco. A noite para o Stratovarius terminava, mas para o público ainda não.

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Pouco antes da meia-noite as luzes se apagaram novamente e chegou o momento do HELLOWEEN subir ao palco. “Are You Metal?” (do novo álbum “7 Sinners”) foi a música escolhida para a abertura. Com seu refrão marcante, a música conquistou os fãs e os fez pular e cantar o tempo todo. O quinteto alemão atualmente é formado por MICHAEL WEIKATH (guitarrista e co-fundador), MARKUS GROSSKOPF (baixista), ANDI DERIS (vocalista), SASCHA GERSTNER (guitarrista) e DANI LÖBLE (baterista). Essa formação já existe há um bom tempo e funciona tão bem nas músicas novas como nas antigas. Isso foi mostrado logo na segunda música do show, a saudosa “Eagle Fly Free”, da famosa fase dos “Keppers”. Nos primeiros acordes o público já a reconheceu e a cantou com intensidade praticamente encobrindo a voz de Andi nos refrões. A canção se tornou um clássico na voz de Michael Kiske e continua sendo na voz de Andi Deris. “Steel Tormentor” veio na sequência. Bem conhecida por uns, mas soando estranha aos ouvidos de outros, a música demonstrou parte do poder musical do álbum “Time Of The Oath”, considerado por muitos um dos melhores da fase “Deris”.

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Sascha, que estava com um visual militar, fez um solo de guitarra muito bem elaborado, mas um pouco desnecessário naquele momento do show. O público, que estava bem agitado, acabou se desanimando. O solo precedeu a introdução da “Where The Sinners Go” (faixa inicial do novo álbum) que contagiou novamente os presentes. “World Of Fantasy” veio em seguida. Mais uma do álbum atual, a canção melódica parece resgatar um pouco o começo da fase “Deris”. O show teve ainda mais um solo, dessa vez de bateria e bem mais empolgante que o anterior. Dani Löble conseguiu cativar o público demonstrando toda sua técnica com as baquetas ao comandar sua bateria de 4 (Quatro!) bumbos. Em seguida, “I'm Alive” da era “Keepers” surpreendeu os que ainda não sabiam que ela fazia parte do set-list. Apesar de originalmente também ter sido gravada por Kiske, Andi Deris conseguiu adaptá-la para sua voz fazendo com que os fãs mais assíduos a aprovassem. E “You Stupid Mankind” (do 7 Sinners), com sua pegada diferente como tantas outras que o Helloween possui.

O vocalista Andi Deris que interagiu com o público o tempo todo, contando histórias (inclusive de que Dani Löble misturou seu Whisky 20 anos com Coca-Cola), cumprimentando os fãs e fazendo um brinde com um copo de vinho, roubou ainda mais a atenção ao pegar um violão, e ao lado de Sascha, executar a balada “Forever And One” em versão acústica. Os fãs cantaram a música do inicio ao fim, deixando Andi impressionado. Já os membros mais antigos, Markus e Weikath, não tiveram espaços isolados no show, mas também, não foi necessário. O primeiro dominou as 4 cordas de seu contra-baixo com muita técnica e disposição. Se movimentou o tempo todo no palco, brincou com os outros integrantes, dividiu os backing-vocals com Deris, enfim, fez a festa. Já o segundo, com seu jeito todo sério, de cara fechada, se solta nas 6 cordas. Ele executou seus solos, fez suas caretas e ainda uma guerra particular de palhetas com o Sascha.

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“Handful Of Pain” deu continuação a noite épica. Foi a única do álbum “Better Than Raw” a ser executada no show. Após ela, Andi Deris anunciou que precisava tocar algumas músicas clássicas e longas em apenas 5 minutos, se referindo ao medley “Keeper Of The Seven Keys”, The King For a 1000 Years” e “Halloween”. A combinação das três músicas ficou bem elaborada pois se encaixaram perfeitamente. E por falar em perfeição, a noite que já era mágica, ainda reservara mais alguns momentos, pois outros clássicos ainda seriam executadas. “I Want Out” foi o primeiro deles. Também da era “Keepers”, levantou a galera que, mesmo após algumas horas de show, ainda tinha energias para vibrar durante a música toda.

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O Helloween deixou o palco ao som dos gritos do público. Pouco tempo depois retornou para o “bis” iniciado pela poderosa “Ride The Sky”, única do álbum “Walls Of Jericho” presente no set. Boa parte do público a acompanhou somente no refrão, pois sua letra é difícil e sua melodia é bem rápida. Em compensação, a segunda música “Future World” - o verdadeiro hino do Helloween – mostrou que tem um poder impressionante sobre os fãs, todos cantaram, pularam e agitaram, mesmo o show já estando nos “45 minutos do segundo tempo”. E como em toda partida de futebol, ainda faltavam os acréscimos, que vieram com a clássica, e porque não, divertida, “Dr. Stein”. Os alemães coroaram a noite com a música do “cientista maluco”. Como vem ocorrendo nessa turnê, durante a execução da música, os fãs que estavam vestidos de “Dr. Stein” subiram ao palco e encerraram o show junto com a banda. Uma curiosidade: um dos “doutores” já havia estado no palco antes. Era o Lauri Porra, do Stratovarius, que arrumou um “jaleco” e se juntou a banda para finalizar a festa.

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Com certeza foi um encontro mais do que especial, com um Stratovarius renovado, querendo mostrar que está a todo vapor e um Helloween que parece ter encontrado o rumo novamente, após álbuns medianos como o “Rabbit Don’t Come Easy” (2003) e “Gambling with the Devil” (2007).

Um novo encontro como esse só o tempo (e o Helloween) para nos dizer. Qual será o próximo convidado especial? Hammerfall, Sonata Arctica, Rhapsody of Fire? Independente de qual banda seja, a fórmula funciona e os fãs agradecem.

Stratovarius:
Membros:
- Timo Kotipelto (voz)
- Jens Johansson (teclado)
- Jörg Michael (bateria)
- Lauri Porra (baixo)
- Matias Kupiainen (guitarra)

Set-list:
1. Infernal Maze
2. Eagleheart
3. Phoenix
4. The Kiss of Judas
5. Winter Skies
6. Flaming Skies
7. Paradise
8. Darkest Hours
9. Speed of Light
10. Hunting High and Low
11. Black Diamond

Helloween:
Membros:
- Andi Deris (voz)
- Michael Weikath (guitarra)
- Markus Grosskopf (baixo)
- Sascha Gerstner (guitarra)
- Dani Löble (bateria)

Set-list:
1. Are You Metal?
2. Eagle Fly Free
3. Steel Tormentor
4. Guitar Solo (Sascha Gerstner)
5. Where the Sinners Go
6. World of Fantasy
7. Drum Solo (Dani Löble)
8. I'm Alive
9. You Stupid Mankind
10. Forever and One (Neverland)(Acústica)
11. A Handful of Pain
12. Keeper of the Seven Keys/ The King for a 1000 Years/ Halloween
13. I Want Out

Bis 1:
15. Ride the Sky
16. Future World

Bis 2:
17. Dr. Stein

Informação importante: Infelizmente a produtora "Time 4 Fun" não autorizou o credenciamento de nosso fotógrafo Leandro Anhelli. Devido a esse lamentável fato, as fotos tiradas por Rafael Cervantes e editadas pelo Redator credenciado Luciano Correa, ficaram com a qualidade comprometida. O Whiplash agradece a compreensão de todos!

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Sobre Luciano Correa

Mais um do time dos músicos frustrados. Já teve sua banda de metal melódico - estilo preferido - no final dos anos 90, mas por motivos que incluem estudos e trabalhos, acabou se tornando um analista de sistemas na maior parte do tempo, mas não abandonando o metal por completo. Buscando recuperar o tempo perdido em relação ao Metal, passou a dedicar-se ao Whiplash! para estar sempre informado e envolvido com o estilo musical que une pessoas e gerações ao redor do mundo. Suas bandas preferidas vão desde Scorpions, Bon Jovi, Mötley Crüe, passando por Blind Guardian, Stratovarius, Sonata Arctica, Rammstein, até chegar em Metallica, Slayer, Pantera, Sepultura, entre muitas outras.

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