Por volta das 20hs a movimentação de carros e pessoas nos arredores do HSBC Brasil já indicava que seria uma noite de casa cheia. Não era para menos, afinal um dos ícones das seis cordas estava em São Paulo para o show da turnê de promoção de seu primeiro álbum solo, intitulado apenas “Slash”.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

O aquecimento do público ficou a cargo da competente banda da Hard Rock brasileira TEMPESTT, que tocou por aproximadamente meia hora, trazendo principalmente músicas do álbum “Bring 'Em On” até o fechamento do show com o cover de “Back In Black”, do AC/DC, às 21hs.
Começou então a movimentação dos roadies e uma enorme bandeira que reproduzia a capa do mais recente álbum do SLASH foi baixada no fundo do palco, o que já foi suficiente para gerar manifestações do público.


E se uma bandeira foi capaz de agitar os fãs presentes, quando a execução do hino nacional brasileiro foi iniciada e as luzes se apagaram, pontualmente às 21:30hs, todos sabiam que havia chegado o tão aguardado momento de ver SLASH e sua banda solo ao vivo.
O hino nacional foi interrompido alguns segundos depois pelo som da bateria e dos riffs iniciais de “Ghost”, faixa de abertura de seu álbum solo. SLASH, empunhando sua Gibson Les Paul, de óculos escuros e, é claro, com sua famosa cartola preta na cabeça, enfim estava no palco para delírio geral.


Já pelas quatro primeiras músicas do show era possível perceber que SLASH havia reservado para o público paulistano um verdadeiro “passeio” por canções de toda sua carreira: além da citada “Ghost”, de seu álbum solo, vieram a agitada “Mean Bone”, da sua antiga banda SLASH’S SNAKE PIT, “Sucker Train Blues”, do VELVET REVOLVER e “Nightrain”, do GUNS N’ ROSES. Uma música de cada fase de sua carreira.
Sem intervalo para conversa entre as canções, SLASH somente veio ao microfone para introduzir a execução de “Civil War”, outra do GUNS N’ ROSES, quando aproveitou também para arranhar um “obrigado” em português carregado de sotaque. Em outra oportunidade também aproveitou para dedicar “Starlight” aos japoneses, devido às últimas tragédias ocorridas no país.

Com o som do HSBC Brasil em volume bastante alto, o show de SLASH e sua banda transcorreu exatamente como iniciado, com músicas de suas ex-bandas, do atualmente suspenso VELVET REVOLVER e de seu recente trabalho solo.
A banda que acompanhou o guitarrista mostrou-se extremamente entrosada: o vocalista Myles Kennedy provou que a sua escolha para a turnê foi certeira; o baixista Todd Kerns agitou do começo ao fim e teve performance impecável, assumindo inclusive o vocal em “We´re All Gonna Die”; o baterista Brent Fitz justificou o fato de já ter participado de tantas bandas e projetos com grandes nomes do Hard Rock; e o guitarrista Bobby Schneck, embora um pouco estático no palco, também deu conta do recado.
Apesar de ser o dono da noite, SLASH não fez de seu show uma apresentação cheia de solos individuais, muito pelo contrário. Somente apareceu no centro do palco para abusar de sua técnica durante a música “Godfather Theme”, trilha sonora do filme “O Poderoso Chefão”, que foi seguida por um dos riffs mais conhecidos do mundo – o riff de introdução da música “Sweet Child O`Mine”, do GUNS N’ ROSES. Um momento único da apresentação, com o público agitando bastante.


Depois da tradicional parada para o esperado bis, SLASH retornou para encerrar suas mais de 2 horas de show da forma como começou: executando um hino. Mas dessa vez não foi o brasileiro, mas sim um dos hinos do Hard Rock mundial: a música “Paradise City”, do GUNS N’ ROSES. Fechamento emocionante para uma noite que deixará lembranças boas para os fãs presentes.
Se GUNS N’ ROSES encabeçado por Axl Rose esteve no Brasil em março de 2010, foi a vez de SLASH passar por aqui agora em abril de 2011 e não cabem comparações entre as duas apresentações. Ambos os músicos, Axl e SLASH, seguem caminhos diversos (infelizmente para muitos!) e uma reunião da formação original parece totalmente improvável, só restando mesmo aos fãs aproveitar o que de melhor eles têm a apresentar separadamente.

Pelo menos fica a certeza de que quem esteve no HSBC Brasil para ver o guitarrista SLASH saiu satisfeito e o balanço da noite foi extremamente positivo.
Banda:
Slash – guitarra
Myles Kennedy – vocal
Bobby Schneck – guitarra
Todd Kerns – baixo e vocal
Brent Fitz – bateria
Set List:
1. Ghost
2. Mean Bone (Slash´s Snake Pit)
3. Sucker Train Blues (Velvet Revolver)
4. Nightrain (Guns N´Roses)
5. Rocket Queen (Guns N´Roses)
6. Civil War (Guns N´Roses)
7. Back From Cali
8. Starlight
9. Nothing To Say
10. Beautiful Dangerous
11. We’re All Gonna Die
12. Just Like Anything (Slash´s Snake Pit)
13. My Michelle (Guns N´Roses)
14. Fall To Pieces (Velvet Revolver)
15. Godfather Theme
16. Sweet Child O’ Mine (Guns N´Roses)
17. Slither (Velvet Revolver)
Bis
18. By The Sword
19. Mr.Brownstone (Guns N´Roses)
20. Paradise City (Guns N´Roses)


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Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.
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