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30 Seconds to Mars: Muita vida neste planeta Marte

Resenha - 30 Seconds to Mars (HSBC Brasil, São Paulo, 27/03/2011)

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Por Ana Clara Salles Xavier
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Era uma vez um mocinho moreno dos olhos verdes chamado JARED LETO. Ele era um ator que fez filmes como Réquiem para um sonho, Alexandre e Clube da Luta. Mas um belo dia ele resolveu se dedicar a música e montou o 30 SECONDS TO MARS. Com 3 CD's lançados e visitando diversos países, a ‘nave’ de LETO aterrissou aqui em São Paulo no último dia 27.

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Diferente do planeta Marte de verdade, o de JARED fazia muito calor. Com o HSBC Brasil com sua lotação máxima e as temperaturas da cidade nas alturas – pelo menos para o outono – era de se esperar que os equipamentos de ar-condicionado da casa não dessem conta. Muitos passaram mal e desmaiaram. Em vários momentos do show, LETO parou a música no meio perguntando se estavam todos bem e dizendo que se ‘você não estiver legal, peça para a pessoa ao seu lado te ajudar’.
Mesmo assim, os visitantes desse novo planeta Marte obedeciam prontamente ao seu general, quando este pedia para que eles pulassem o mais alto que conseguissem.

Havia muita gritaria no planeta de LETO. Desde o momento em que se apagaram as luzes e começou a introdução “Escape” seguida de “Night of the Hunter”, os visitantes desse novo Marte não paravam de cantar e de gritar pelo nome dos integrantes. Alguns chegavam a chorar de emoção.

Os fundadores desse novo planeta Marte falavam uma língua que seus visitantes entendiam perfeitamente. Sendo assim, JARED LETO conversou muito com o público, dizendo o quanto amava o Brasil, São Paulo, samba e açaí. Chegou a arriscar uma ou duas palavras da língua natal e até alguns passos da dança das mulatas do Carnaval.

Infelizmente, os fundadores desse planeta também ficam doentes de vez em quando. JARED LETO pediu desculpas por não estar cantando como deveria, pois não estava tão bem quanto gostaria. Mesmo assim, disse ele, não havia a possibilidade de cancelar essa visita tão amistosa ao nosso país. Lógico que isso fez todo mundo ir ao delírio. Com um violão em punhos, LETO tocou versões acústicas de “From yesterday” e “Alibi”.

Um elemento que pelo visto tem de sobra nesse planeta é fumaça. E outro que estava em escassez foi a luz. Com o palco o tempo todo muito escuro, ficava difícil de visualizar a movimentação de JARED LETO, SHANNON LETO (baterista e irmão do integrante principal) e TOMO MILICEVIC (guitarra/ sintetizadores /teclados). Isso também dificultou bastante aqueles que estavam lá para fazer registros fotográficos.

Outro ponto negativo desse planeta 30 SECONDS foi a vergonha alheia da abertura. Com um DJ no centro do palco e uma gostosa de mini vestido rebolando no palco e “cantando” musiquinhas de discoteca, aquilo durou mais que o necessário. O som estava baixo demais, as versões eletrônicas para músicas como “I kissed a girl” (KATY PERRY) foram patéticas. Quem estava lá, não parava de gritar “this is war”, enquanto a dupla tentava entreter os presentes. KURT COBAIN deve ter se revirado no túmulo quando rolou uma pseudo versão de “Smell like teen spirits”. Tentei saber o nome da dita-cuja, mas ninguém sabia quem era.

A interação entre os fundadores do 30 SECONDS TO MARS e o público foi muito além do já comentado “olá” na língua natal e os pedidos de “jump”, “jump”, “jump”. Vários fãs assistiram ao show inteiro de cima do palco. Antes da última música, “Kings and queens”, JARED LETO ainda escolheu mais gente da platéia para ficar perto da banda.

JARED LETO carregou consigo quase que o show inteiro uma imensa bandeira do país que estava visitando, com direito a haste e tudo mais. Era como fosse aqueles conquistadores de novas terras, que quando chegam ao seu destino final, fincam a bandeira no solo mostrando que aquele território já pertence a eles. E diante da reação do público, realmente os brasileiros foram conquistados pelo 30 SECONDS TO MARS.

Pelo menos nesse planeta Marte fundado pela banda, existe sim vida. Muita vida.

SET LIST:
Escape
Night of the Hunter
A Beautiful Lie
This Is War
100 Suns
Attack
Search And Destroy
Vox Populi
From Yesterday
Alibi
The Kill
Hurricane
Closer To The Edge
Kings and Queens

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Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

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