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Resenha - Vida; The Play of Change (Teatro Odisséia, Rio de Janeiro, 30/01/11)

O Teatro Odisséia, localizado na Lapa, no Rio de Janeiro, foi o espaço escolhido para o concerto que marcou o retorno à ativa de uma das bandas cariocas de maior expressão no undergroud brasileiro, o IMAGO MORTIS, que ganhou fama e respeito por meio de ‘Vida, the Play of Change’, CD de 2002, que foi recebido como um dos melhores discos de todos os tempos no Metal Nacional por várias revistas e sites especializados. E foi justamente um show com o CD tocado ao vivo na íntegra que chamou um ótimo público para este evento.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

O local é bem localizado, o espaço é muito bom, com condicionadores de ar estrategicamente bem postados, para que ninguém sofresse com as penúrias do verão carioca. E que seja aplaudida a organização do evento, que realizou um trabalho muito profissional e digno de elogios, pois a estrutura dada ao evento foi de um nível muito bom, com som digno da banda e a disponibilização de um telão, algo que tem se tornado cada vez mais comum.

Antes da banda subir ao palco, houve a apresentação do DJ americano Defiant, onde a maioria do público preferiu beber e conversar, embora uma boa parte estivesse observando e dançando.

Enfim, após muita expectativa, o telão da casa começa a mostrar vídeos com os depoimentos de várias pessoas que contribuíram para a história da banda, entre eles, Eliton Tomasi, Janaína Souza, Tufi Samy (ex-vocalista), para, logo depois, a banda entrar no palco e começar seu set com ‘Long River’, pesada, muito cadenciada e densa, levando o público presente ao delírio. Uma grande parte cantou junto com o vocalista Alex Voorhess, que não só canta bem, mas é um excelente intérprete e frontman, cativando a atenção de todos com sua performance, bem como André Delacroix, outro veterano do Metal, que é dono de uma técnica muito boa.

Os novos membros encaixaram como luvas na banda: o baixista Marcelo Val, além de tocar bem e ajudar com os backing vocals, agita o tempo todo, assim como o guitarrista Daemon Ross, que também ajuda nos backing vocals, já conhecido por sua ótima técnica. Ele tocou na primeira parte do show, sendo que, na segunda, entrou Rafael Rassam, outro que tem ótima postura e muito boa técnica; além do tecladista Marcos Ceia, que não só toca muito bem como agita bastante.

Tocaram ainda ‘Central Hospital’ e a ótima ‘Three Parchae’, esta, cantada em uníssono pelo público presente, com Alex tendo todos em suas mãos. Em ‘Pain’, a banda mostra uma face ainda mais agressiva, com muita agitação por parte do público, assim como ‘Envy’. Mas na ótima e climática ‘The Silent King’, a banda trouxe o público ao êxtase, deixando muitos com lágrimas nos olhos, tamanha a emoção e feeling que a banda esbanja no palco, coisa de quem, nas palavras de Alex, gosta mesmo do que faz.

Como divulgado, tocaram todas as músicas do ‘Vida’, sem cansar e esbanjando carisma, simpatia e pegada. Diferente de muitas, a banda retorna as atividades e pretende em breve gravar e lançar trabalhos, não ficar vivendo de seu passado glorioso, que bem merecem.

Fica aqui o testemunho de mais um grande show no Rio de Janeiro, e que venham cada vez mais ótimos shows assim.

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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