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No dia anterior ao segundo turno das eleições para eleger o novo presidente do Brasil, a cidade de Magé recebeu mais uma vez o Metal Overdrive, que pelo que sei, agora é periódico, ou seja, é mais um espaço aberto para as bandas de Metal do RJ, e futuramente, de todo país.
Abrindo a noite, veio a banda mageense de Hardcore/Crossover G~NOVEVA, que evoluiu muito em relação a última vez que pude vê-los ao vivo. O agora quinteto, que estreou seu segundo guitarrista (Uallace ‘Peitinho’), está mais coeso musicalmente falando, e só precisa um pouco mais de estrada para sanar o único ponto carente da banda: postura de palco. Desfilando covers de MATANZA, RAIMUNDOS e GAROTOS PODRES, a banda ainda mostrou seu trabalho autoral em músicas como ‘Pura Diversão’, ‘Notícía Boa’ e ‘Rumo ao que é Bom’. Mais um os dois shows e estarão em um nível muito bom, e espero ansioso por um testemunho em CD de seu trabalho próprio.
Seguindo a noite, os fluminenses do UNLIVER chegaram, viram e conquistaram.
Fazendo um som impossível de ser rotulado, tamanho o bojo de influências sonoras que possuem, a banda é coesa, firme e cheia de energia ao vivo, graças a excelente postura de palco que os anos de estrada e a vontade de fazer Metal de bom gosto que eles possuem. O vocalista Marcos Rufino é muito carismático e não pára um segundo sequer, sem perder o fôlego ou deixar de cantar, alternado vocais rasgados, gritados e normais muito bem, assim como Phill Drigues, que é uma casa de força nas baquetas, e sinceramente, um dos melhores bateras nacionais. Quem ver um de seus shows, comprovará a veracidade de minhas palavras. O set foi composto em 99% de composições próprias (que estão em seu segundo demo CD e em seu primeiro CD, ‘Unexpected Sonic Violence... Proud to be Unconventional’, e algumas novas que estarão em seu próximo full length), como ‘Convinction’, a ótima ‘Elevation’, ‘Sin Miedo’, e a ótima versão para ‘Ace of Spades’, do MOTORHEAD. Quem tiver a oportunidade, veja-os em um de seus shows.
O PRIEST OF DEATH, da cidade do Rio de Janeiro, foi o próximo, e detonou seu Thrash Metal direto, mas bem feito, cheio de garra e energia, que mostra as claras influências da banda (SLAYER, METALLICA e TESTAMENT), mas sem ser outra banda a fazer ‘mais do mesmo’, e o público começou a agitar insanamente, abrindo rodas de slam dancing. Performance de palco perfeita, bem agitada, e o guitarrista/vocalista André Cruz é também muito comunicativo, interagindo bem com o público, e o baixista Danilo Costa agita o tempo todo. Canções de seu primeiro trampo, o EP ‘Soluções Violentas’, e do CD que já está em processo de gravação, como ‘Extinction’, ‘Same Shit, Another God’, ‘Queen of Sodomy’, ‘Soluções Violentas’ e o cover para ‘South of Heaven’ deixaram o público em delírio, e espero poder ver a banda outras vezes.
Com chave de ouro, a banda STEELFIST, de Campo Grande (RJ), fechou a noite, e me permitam dizer algo: a banda é excelente!
A banda realmente ganhou mais fãs nesta noite, pois além de ter um nível de profissionalismo alto, o carisma e simpatia deles cativaram os presentes. Detonando um Heavy Metal Tradicional sem firulas, pesado, bem direto e melodioso, na linha de bandas como MANOWAR, JUDAS PRIEST, e aquela leva de bandas do estilo dos EUA e Inglaterra dos anos 80-85, eles mostraram que possuem futuro brilhante. Fosse em canções próprias como ‘The Crow’ e ‘The Evil’s Coming’, no medley do BLACK SABBATH ou nos covers para ‘Stand Up and Shout’ e ‘Holy Diver’ (em homenagem ao mestre Ronnie James DIO), e na clássica ‘Warriors of the World’ (do MANOWAR), os rapazes mostram firmeza e competência. Jheison é um baixista muito bom e firme, e com o batera Cássio ‘Voraz’ Tavares formam uma cozinha de muito peso; Jullius Leddy segue uma linha bem Rhoads/Downing/Tipton de riffs e solos, e Edu Gomes é, sem sombra de dúvidas, o melhor vocalista do Metal Tradicional brasileiro. E garanto que não estou exagerando em minhas palavras.
Após 3 encores, a banda se reuniu em frente ao palco e cumprimentou o público de forma educada, mostrando que o Metal é feito pelo público e para o público.
Uma noite memorável, e que desejo que se propague por tempos e tempos...
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Nascido em 1970, sendo que ouve Rock desde os 5 anos e Metal desde os 13, se dedicando ao Heavy Metal e Rock e todas as suas vertentes. Bacharel e Licenciado em Física, baixista, professor, escritor e colaborador de sites e zines, aprecia todas as subdivisões de Metal, tem sempre carinho pelas bandas nacionais mais jovens e desconhecidas, e acredita no Underground como forma de cultura alternativa à regras sociais tradicionalistas. Sem perder suas raízes, calcadas em Iron Maiden, Black Sabbath e Mercyful Fate/King Diamond, ouve de Bon Jovi a Marduk, de Jethro Tull a Angel Corpse.
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