Statik Majik e Kill: bom show para público reduzido no Rio

Resenha - Statik Majik e Kill (Audio Rebel, Rio de Janeiro, 02/10/2010)

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Por Marcos Garcia
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Final de tarde chuvoso na cidade do Rio de Janeiro, véspera da eleição, pouquíssimo público, já que menos de 50 pessoas estiveram presentes no espaço Áudio Rebel, em Botafogo, e ainda por cima, uma das bandas do evento não compareceu, por motivos que ainda não foram divulgados. Ou seja, na visão de qualquer pessoa, o show seria horrível, certo?

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ERRADO, pois o evento foi muito bom mesmo!

O pouco público e a falta de uma das bandas permitiram as duas que tocaram ter um clima mais intimista, mais tranqüilo e sem pressa.

O KILL, power trio de Thrash Metal, sobe ao palco e abre a noite em uma performance segura, despejando um set forte com músicas próprias, como a ótima ‘Burning in the Tire’ (com o guitarra Paulo Guedes arrasando nas bases e solos) e ‘Annihilate Everyone’ (a cozinha do baixista/vocalista Bruno Torricini e do baterista Leonardo Costa estava afiadíssima), e várias versões de hinos do Metal, como ‘Into the Pit’ (TESTAMENT), ‘Walk’ (PANTERA), ‘Tornado of Souls’ (MEGADETH) e ‘Ace of Spades’ (MOTORHEAD). A banda é muito boa, e seu som não é nem clichê e muito menos datado, mas pode melhorar ainda mais, especialmente na postura de palco, que para ser bem sincero, não foi muito boa devido ao palco ser um pouco pequeno. O futuro é bem promissor para eles.

O STATIK MAJIK, outro power trio, só que mais Stoner/Hard’n’Heavy, é uma banda veterana, com vários lançamentos, sejam singles, demos, EP e CD, e transparece isso no palco, com uma performance segura, carismática e cheia de energia, já que possui tesão pela música que fazem e tocam, o que fica claro pela postura e carisma de seus membros, em especial por conta do baixista/vocalista Thiago Demogorgoth, que esbanja energia e simpatia. O set foi baseado quase todo em músicas do recém lançado CD “Stoned on Musik”, como as ótimas ‘Damned’ e ‘Shadows of Hope’, onde o batera Luiz Carlos não faz questão de complicar, e na sua simplicidade, fez muito bonito e mostrou garra e peso. Houveram covers, mas os destaques ficaram para o medley do Black Sabbath, com os hinos ‘Black Sabbath’, esta sendo cantada pelo novo guitarrista, Thiago D’Lopes, que fazia sua estréia na banda, e ‘Sabbath Bloody Sabbath’, fora um inusitado cover para ‘Love Shock’, da outra banda do guitarrista Thiago, GREAZY LIZZARD, e este rapaz tem técnica e ‘feeling’ absurdos! Basta ver shows dele e entenderão.

Uma ótima noite, que muitos infelizmente perderam.

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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