A voz dos vocais 'death' crus bomba através de um microfone numa casa de shows local de Long Island enquanto a plateia comprometidamente canta junto com a letra de um clássico do Soulfly, “Prophecy”. Quando o refrão está pra tocar, o vocalista Max Cavalera joga seus braços pra cima no ar e se move em direção à plateia. O público envolto num delírio fervoroso canta em uníssono “This is the prophecy!” e é claro que as coisas estão prestes a ficar loucas! O Soulfly levou muita pancada ao longo da última década e ainda assim, quando a banda entra no palco, não se faz de rogada por seu som de bater cabeça, heavy metal, música para abrir o mosh... e eles certamente não fazem prisioneiros.
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Abaixo, resenha da apresentação do Soulfly no clube The Crazy Donkey, realizada na noite do último dia 23 de Março. O texto original é de Kristin Tully, da revista CWG.
A banda, liderada pelo frontman e guitarrista Max Cavalera, passou por diversas mudanças na formação mas é claro, a julgar pela reação da plateia, a atual formação é a galinha dos ovos de ouro. Enquanto a voz pesada de Max é geralmente o ponto de foco do som da banda, e certamente um dos traços mais reconhecíveis do Soulfly, o resto da atual formação definitivamente prova a que veio ao vivo. Esmerilhando sua B.C. Rich Stealth Pro, Marc Rizzo dá um trato em sua guitarra, tocando como se sua vida dependesse disso, enquanto o baixista Bobby Burns poderia matar os espectadores com seu olhar maligno. E apoiando o resto da banda está o baterista, Joe Nunez, que não economiza quando o assunto é arrancar uma batida matadora por detrás do instrumento.
O Soulfly tocou favoritas como “Back To The Primitive” e “Seek N Strike” que, claro, deixaram a plateia louca enquanto abriam o mosh e gritavam junto em êxtase metálico. A banda também resgatou suas raízes com faixas mais velhas como “Fire” de seu disco de estreia de 1998. Mas eles certificaram-se de trazer algumas canções mais atuais como “Doom” e “Mars”. Foi uma boa mistura de novas, velhas e conhecidas favoritas do Soulfly para um público que variava de adolescentes punks até amantes do metal de meia-idade.
No fim das contas, se você não experimentou o Soulfly ao vivo, você não experimentou o Soulfly. A banda, cuja discografia abrange sete discos, soa melhor ao vivo do que qualquer um dos discos deles possa sugerir. A energia deles da canção de abertura, “Blood Fire War Hate” até a última nota de seu set é tudo que é o Metal. É duro, é alto, é pesado... é o Soulfly e é algo que você tem que ver.
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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