Lynyrd Skynyrd: ainda com muitos anos de vida pela frente

Resenha - Lynyrd Skynyrd (O2 Brixton Academy, Londres, 31/05/2009)

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Por Vitor Flisch Cavalanti, Fonte: Rock Dinasty Blog
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Com muita ansiedade, fui para a Europa já sabendo da turnê do LYNYRD SKYNYRD que passaria pela Grã-Bretanha, e inclui propositalmente no meu itinerário uma passagem por Londres, cidade que eu não conhecia ainda, com fortes intenções em realizar o sonho de ver essa banda que tem mais de 30 anos de existência e passou e têm passado por poucas e boas desde 1977, quando parte da banda faleceu em um acidente aéreo enquanto sobrevoavam os Estados Unidos em turnê de um de seus mais aclamados discos, o “Street Survivors”.

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Haviam grandes dúvidas se a banda continuaria sua turnê, já que em Janeiro desse ano perdeu um dos membros fundadores Billy Powell (tecladista) e mais recentemente ainda em Junho, faleceu vítima de câncer o baixista Ean Evans. Mas a banda passou por cima de tudo isso, chamando Peter Keys e Robert Kearns para os respectivos cargos de tecladista e baixista.

Desde algum tempo, os ingressos já estavam esgotados e eu não tinha conseguido o meu ainda, fui para lá na esperança de encontrar algum cambista que não fosse muito extorsivo se aproveitando da minha sede por rock ´n roll e me cobrasse um preço relativamente honesto, mesmo sabendo que para um país que funciona na base da Libra, isso seria um tanto difícil de acontecer.

Na véspera do show, no sábado 30/06/09, fui até o local do show, verificar se realmente os ingressos haviam acabado, e a fachada do O2 Brixton Academy já anunciava “Sold out”, e a bilheteria estava realmente fechada. Me restou somente passar em um dos inúmeros pubs londrinos, tomar uma bela pint, e seguir em frente na esperança de encontrar algum cambista generoso no dia do show. Dito e feito, no dia seguinte, após um passeio pra lá de agradável por todo o centro de Londres, fui para o show com certa antecedência e não demorei muito a conseguir comprar meu ingresso praticamente 80% super-valorizado. Perdi 30 libras (cerca de R$100,00) na brincadeira, mas garanto... foram muito bem recompensadas.
Estando com o ingresso na mão, e faltando mais ou menos 2 horas para o show, era a hora de ir “bebemorar” e com razão dessa vez.

Faltando cerca de 30 minutos para o espetáculo começar, me dirigi ao local do show, e ao adentrar a casa sem muita confusão, já avistei a barraca de merchandise oficial e fui ainda mais ao delírio ao perceber que aceitavam cartão de crédito. Resumo da ópera: 3 camisetas oficiais e uma bandeira sulista linda, com as escritas: “Southern by the Grace of God” e o logo da banda abaixo. A casa de show era pequena mas muito bem estruturada, a pista num formato de rampa permitia ótima visualização do palco de praticamente qualquer lugar da casa. Não sou muito bom para estimar a quantidade de pessoas, mas acredito que menos de 3 mil pessoas estavam no local. A abertura ficou por conta de uma banda local, a qual não consegui descobrir o nome ainda, mas o guitarrista e vocalista é um ótimo músico e fez seu papel muito bem, apesar do tipo de som da banda não me agradar muito.

Após a abertura, sobem ao palco o LYNYRD SKYNYRD e as emoções vêem a tona. Lembro de toda a história da banda e dos contratempos que atrapalharam e atrapalham a trajetória desse ícone do Southern Rock, e mesmo assim como uma lição de superação e amor à música eles prosseguem seus caminhos.

Passando basicamente pelos 5 primeiros discos da banda, o setlist é impecável, com grandes destaques para as minhas favoritas “That Smell”, “Workin for MCA”, “What´s your Name”, “Saturday Night Special” e é claro a emocionante “Free Bird”, que possui um dos melhores e maiores solos de guitarra da história do Rock ´n Roll. Além dessas também tocaram “I Ain´t no One”, “Gimme Back My Bullets”, um Medley numa paulada só passando por “Whiskey Rock-a-Roller”, “Down South Jukin´”, “Needle and the Spoon”, “Double Trouble” e “Tuesday Gone”. Na seqüência veio “Gimme Tree Steps”, “Call me the Breeze”, e as clássicas “Simple Man” e “Sweet Home Alabama”.

Para não falar que não senti falta de nenhuma música, faltou somente “Swamp Music”. A banda está em ótima forma, Rickey Medlocke estava muito animado, sorridente e não parou um segundo, ficava andando por todo o palco, fazendo brincadeiras com as backing vocals e se mostrou muito à vontade, assim como toda a banda, incluindo os novos membros, o que mostra que a banda tem muita energia para queimar e diferente do que muitos pensam, eles ainda possuem muitos anos de vida pela frente.

“'Cause I'm as free as a bird now,
And this bird you can not change,
Lord knows, I can't change”

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