Jeff Scott Soto: o público paulistano presenteado

Resenha - Jeff Scott Soto (Blackmore Rock Bar, São Paulo, 19/06/2009)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Em comemoração ao aniversário do Blackmore Rock Bar, várias atrações foram agendadas para o mês de junho, tendo como destaque a presença de JEFF SCOTT SOTO e sua banda, para mais um show em território brasileiro, como parte da turnê “Beautiful Mess Tour”.

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Jeff já declarou seu amor pelo público brasileiro, tendo se apresentado diversas vezes por aqui, sempre trazendo boa música, simpatia, empolgação e repertório variado – Jeff, aos 43 anos, tem em seu currículo trabalhos com YNGWIE MALMSTEEN, JOURNEY, AXEL RUDI PELL, TALISMAN, além de músicas para a trilha sonora do filme “Rockstar”, álbuns solo, dentre outros inúmeros projetos, parcerias e contribuições.

Para o show de São Paulo, a abertura ficaria por conta de uma banda cover do MR. BIG. Mas por problemas com um dos músicos, o “esquenta” para a atração principal da noite foi improvisado e ficou a cargo de dois músicos que tocaram sucessos do BON JOVI, OZZY OSBOURNE e WINGER em versões acústicas de voz e violão. Passado esse “pocket show” inicial, poucos minutos depois de 1 da manhã começou a tocar uma introdução editada com diversos trechos de músicas da carreira de JEFF SCOTT SOTO, até que o vocalista entrou no palco, usando óculos escuros e tocando guitarra, para a primeira canção da noite, “21st Century”, de seu mais recente álbum – o “Beautiful Mess”.

Acompanhado dos espanhóis Jorge Salan (guitarra) e Fernando Mainer (baixo) e dos brasileiros BJ (guitarra e teclado) e Edu Cominato (bateria), logo de início Jeff empolgou o público presente, executando na seqüência “Colour My XTC”, da banda TALISMAN e mais duas músicas do seu novo álbum, “Soul Divine” e “Our Song”.

Passada essa seqüência inicial, Jeff agradeceu o público presente, anunciando que estava “com uma nova banda e com novas roupas” para a apresentação daquela noite. Veio então a dobradinha “Drowning”/“Mountain”, com um mini solo de bateria no meio. Jeff pegou a guitarra novamente e anunciou que seria a hora do que chamou de “Caipirosca Time”. Isso mesmo, aqueles que acompanham a carreira do vocalista e já tiveram a oportunidade de vê-lo ao vivo no Brasil sabem o que isso significa: Jeff é fã de carteirinha de caipirosca, tanto que o pessoal do Blackmore disponibilizou alguns copos no palco (nessa hora Jeff ainda afirmou que seu recorde era de 12 caipiroscas numa noite).

“Eyes Of Love”, música do álbum “Prism”, bem ao estilo Hard Rock, foi a próxima a ser executada, seguida por mais três canções do novo álbum, “Testify”, “Broken Man” (com Jeff no teclado) e “Hey”.

Mantendo a empolgação alta, o vocalista mandou ver dois curiosos covers, que já fazem parte do set list de seus shows há bastante tempo: “Frozen”, da Madonna e “Crazy”, do Seal. E não é que Jeff e banda mandam bem até quando executam músicas que jamais se imaginaria em um show de Rock ou Metal.

Assumindo o teclado, Jeff então deu início ao que se pode chamar de “Piano Medley”, passando por canções próprias, do TALISMAN e do JOURNEY, merecendo destaque o momento em que Soto trocou propositalmente a letra de “Just Between Us”, cantando “Oh, Caipirosca”, ao invés de “Oh, just between us”. Hilário.

Pra fechar, a nova “Gin & Tonic Sky” e uma das mais esperadas por todos, “I`ll Be Waiting”, quando Jeff deixa o palco pela primeira vez.

Para o bis, o vocalista retornou vestindo uma camisa do time de basquete Los Angeles Lakers e puxou o refrão de “We Are The Champions”, do QUEEN, fazendo referência ao título que os jogadores do Lakers ganharam na NBA no último dia 14 de junho.

Depois sentou na bateria para tocar as primeiras batidas da próxima música da noite: a clássica balada “Stand Up”, trilha composta para a banda Steel Dragon, do filme “Rockstar”. Música certamente muito esperada e cantada por todos os presentes. Perguntou se o público queria mais músicas do filme e emendou outra trilha de “Rockstar”, a canção “Livin` The Life”, Hard Rock com riffs rápidos e com uma pegada incrível. Uma grata surpresa para a noite.

O vocalista ainda cantou algumas estrofes de “We Will Rock You”, do QUEEN e seguiu para a última parte de seu show, já muito conhecida e tradicional em suas apresentações: um “medley” com músicas variadas de Rock, Pop e Disco, que foram sucesso nos anos 70/80. Um passeio por canções como “Play That Funky Music”, do WILD CHERRY, “Another One Bites The Dust”, do QUEEN, “Stayin` Alive”, do BEE GEES e até mesmo “Ice Ice Baby”, do Vanilla Ice e “Macho Man”, do Village People. Muito engraçado e divertido, para fechar o show e deixar todos os presentes com sorrisos estampados no rosto, já por volta de 3 horas da manhã.

Como era de se esperar, uma boa parte do set list foi composta por músicas de seu álbum de divulgação, lançado recentemente. E vale o comentário: apesar de “Beautiful Mess” ser um álbum que mistura ritmos como Rock, Funk, Soul, Rhythm & Blues e Pop e, por esse motivo, não atrair aqueles fãs que preferem Jeff cantando Hard Rock, vale o registro de que as canções novas em versão ao vivo ficaram muito legais e, pode se dizer, até mais “rockeiras” e “pesadas”.

No final, Jeff ainda esbanjou simpatia, atendendo fãs para fotos, autógrafos e abraços no andar de cima da casa.

Enfim, o aniversário foi do Blackmore Rock Bar, mas o público paulistano é que foi presenteado nessa madrugada de sexta-feira para sábado. Fica o desejo de que Jeff volte logo para mais caipiroscas e boa música em São Paulo. Afinal, não é sempre que se pode ver um vocalista talentoso, versátil, criativo e acima de tudo, carismático, como JEFF SCOTT SOTO.

Set List:
01. Intro
02. “21st Century”
03. “Colour My XTC”
04. “Soul Divine”
05. “Our Song”
06. “Drowning/Mountain”
07. “Eyes Of Love”
08. “Testify”
09. “Broken Man”
10. “Hey”
11. “Frozen”
12. “Crazy”
13. Medley: “If This Is The End”/“Holding On”/“Don`t Stop Believin`”/“Faithfully”/“Just Between Us”
14. “Gin & Tonic Sky”
15. “I`ll Be Waiting”
16. “Stand Up”
17. “Livin` The Life”
18. Funk/Disco/Pop Medley

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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