Resenha - Amon Amarth (Citibank Hall, São Paulo, 10/05/2009)

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Por Thiago Fuganti
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O Amon Amarth, umas das mais queridas e aguardadas bandas de Death Metal Melódico - ou Viking Metal se assim você preferir -, se apresentou em São Paulo no último domingo, fechando a invasão Sueca que assolou o Brasil nesse primeiro semestre de 2009 ( a relembrar: In Flames, Opeth, Arch Enemy e Amon Amarth).

Fotos: Alexandre Cardoso

Quem foi não presenciou apenas um show de metal, mas sim uma verdadeira celebração a este estilo apaixonante de música!

Eram cerca de 20h00 e o Citibank Hall estava lotado de bangers não só da capital paulista, mas de muitas outras cidades do país, aguardando ansiosamente pelos suecos. Ao som da intro, a banda entra no palco, furtivamente, e começa o ataque com “Twilight Of The Thunder God” música que faz parte do último disco. Foi o suficiente pra público e banda entrarem em uma espécie de êxtase coletivo, e a noite estava apenas começando.

Antes da próxima, “Free will Sacrifice”, o vocalista Johan Hegg soltou em português um “Boa noite São Paulo! Como Vai?” Sendo prontamente respondido em coro pelo público. E por falar em público, este deu um show a parte, cantando a plenos pulmões todos os refrões, e acompanhando com os tradicionais “ô ô ô” a maioria dos riffs de guitarra. A banda estava visivelmente surpresa com a recepção pra lá de calorosa dos fãs brasileiros. O vocalista Johan Hegg que o diga, pois passou o show inteiro sorrindo, meio que incrédulo com o que via.

O show seguiu com “Asator”, “Versus the World” , “Varyags of Miklagaard” e “Guardians of Asgaard”e a temperatura do local beirou o insuportável. No palco várias cervejas para a banda, e em um momento cômico, todos, incluindo o baterista, se juntam para um brinde.

Ver um show do Amon Amarth é uma experiência única, os suecos sabem dominar o palco como poucas bandas, preenchendo todo o espaço – vale ressaltar que não usaram amplificadores no fundo do palco, deixando assim um espaço extra pra se posicionarem em ambos os lados da bateria – e girando suas cabeças em perfeita sincronia, de um modo insano!

O set-list abrangeu todas as fases da banda e com certeza agradou a todos.

As próximas foram “The Last With Pagan Blood” ,“Live for the kill“ “Fate of Norns” e “Masters of War”, e tiveram uma execução perfeita por parte da banda, que praticamente emendava as músicas, uma na outra, durante todo o show. Também pudera, pois tocaram 19 músicas ao todo.

“Ride for Vengeance”, “Where Silent Gods Stand Guard”, a clássica “Runes To My Memory” , “Death In Fire” e ”Valhalla Awaits Me” dão seqüência ao show, e após “Victorius March” a banda toda sai do palco, indicando que o show já estava pra terminar.

Uma nova intro com sons de corvos indicou que a banda estava voltando para o BIS, o que não demorou a acontecer. Os suecos retornam ao palco tocando “Cry of The Black Birds” e encerram com o hino “The Pursuit Of Vikings”, que foi o ponto alto da noite! Todos cantando seu riff em uníssono, e no refrão banda e público se fundem, fazendo com que o espetáculo atingisse seu ápice.

Eis que era chegada a hora de se despedir, e parece que a banda não estava muito a vontade de sair, pois ficaram saudando o público e jogando tudo o que podiam para a galera, baquetas, palhetas, munhequeiras e até as folhas com o set-list.

Todos saem, com exceção de Johan Hegg, que fica no palco sem saber o que fazer, enrolado em uma bandeira do Brasil, olhando o público. Passam alguns instantes e ele sai, levando consigo a bandeira.

Com certeza esses Vikings levaram nossa bandeira como recordação e pensaram: “Mais um terra conquistada! Não vemos a hora de retornar”. E se depender do público que lotou o Citibank Hall, poderão retornar quantas vezes quiserem!

1 - Twilight Of The Thunder God
2 - Free will sacrifice
3 - Asator
4 - Versus the World
5 - Varyags of Miklagaard
6 - Guardians of Asgaard
7 - The Last With Pagan Blood
8 - Live for the kill
9 - Fate of Norns
10 - Masters of War
11 - Ride for Vengeance
12 - Where Silent Gods Stand Guard
13 - Runes To My Memory
14 - Death In Fire
15 - Valhalla Awaits Me
16 - Victorius March

Bis

18 - Cry of The Black Birds
19 - The Pursuit Of Vikings

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Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

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