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Resenha - Iron Maiden (Autódromo de Interlagos, São Paulo, 15/03/09)

Domingo, verão, chuva à tarde, nada de incomum em São Paulo não fosse um detalhe, uma das maiores e mais queridas bandas da história do Heavy Metal estaria fazendo mais um show na cidade.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Fotos: Igor Bineli

Por volta das 19h, Lauren Harris sobe ao palco para fazer uma curta e não muito empolgante apresentação, que durou pouco mais de 30 minutos. O Iron Maiden estava programado para começar o show às 20h00, mas tamanha era a quantidade de gente ao lado de fora do Autódromo, que um membro da organização e o empresário Rod Smallwood sobem ao palco para ler um "comunicado oficial da banda" dizendo que atrasariam o show até que todos entrassem. Na sequência Rod tenta falar, é ovacionado pelo público e prossegue, pedindo desculpas pelo atraso, dizendo que São Paulo é a capital mundial do metal e que aquele deveria ser o maior publico de um show apenas do Iron Maiden. Nesta hora, o barranco ao lado esquerdo do palco já havia sido invadido por centenas de fãs, enquanto mais e mais pessoas chegavam à pista.

Por volta das 21h "Doctor Doctor", do UFO começa a ecoar pelos PA's. Na sequencia a música "Transylvania" e imagens da banda em seu avião, até que sons de guerra e o famoso discurso de Winston Churchill, imortalizado no album "Live After Death" servem de intro para uma triunfante entrada com explosões e a música "Aces High". Interlagos inteiro canta a plenos pulmões o refrão, cobrindo até o vocal de Bruce Dickinson, que por problemas técnicos esteve um pouco baixo nas três primeiras músicas. Mas esse parecia não se importar, correndo por todos os lados e incendiando mais e mais o público. Na sequência "Wrathchild" e depois mais um clássico do album Powerslave, "Two Minutes to Midnight". Bruce então diz que esse era o maior publico que o Maiden já teve e exagera falando em 100 mil pessoas (segundo estimativas da organização, mais de 40 mil pessoas estiveram no Autódromo). A próxima Bruce diz que não costuma ser muito tocada e oferece a todos "Children of The Damned", do album "The Number of the Beast".

Os músicos veteranos tiveram o publico nas mãos o tempo inteiro, e com exceção dos guitarristas Adrian Smith e Dave Murray que foram um pouco mais contidos, agitaram e correram pelo palco o tempo inteiro (Janick Gers que o diga). A próxima foi a clássica e também pouco tocada em shows "Phantom of The Opera", do primeiro disco da banda, "Iron Maiden" de 1980, seguida por "The Trooper" e um Bruce em sua tradicional roupa de soldado agitando a bandeira inglesa.

Outro clássico incendeia o autódromo, "Wasted Years", sendo seguida da épica "Rime of The Ancient Mariner". Antes Bruce falou do show em Manaus e fez um alerta sobre a natureza. Durante a música houve alguns problemas com os efeitos pirotécnicos, dando a impressão que eles estavam literalmente caindo sobre a banda. "Powerslave" e Bruce com a famosa máscara foi a próxima. Um detalhe é que um roadie estava arrumando algo no baixo de Steve Harris enquanto a introdução dessa música rolava. Resultado: acabou a introdução e o roadie ainda estava lá, mas a um sinal de Steve para Nicko, a música começa.

"Run to The Hills", "Fear of The Dark" e "Hallowed Be Thy Name" antecedem a útima, "Iron Maiden". Nesta música um Eddie múmia gigante aparece por trás da bateria de Nicko, balançando e "cuspindo" fogo pelos olhos, em mais uma referência à turnê do disco “Powerslave”.

Hora do BIS e um retorno em alto estilo com a clássica 'The Number of the Beast". Essa musica contou com um imenso "Bode" do lado direito do palco e muitas explosões e fogos durante sua execução. Mais um clássico e única música do disco "Sevent Son of a Sevent Son", a música "The Evil That Men Do" teve a ingrata missão de ser a penúltima. "Sanctuary" foi a encarregada de fechar a apresentação. No meio da musica Bruce apresenta a banda, um a um. Na hora de apresentar Nicko, a galera começa com um coro de "Nicko, Nicko Nicko Nicko", em seguida Bruce faz uma brincadeira dançando uma musica meio alegre puxada pela guitarra, e o coro de "Olê, olê olê olê, Bruce, Bruce" ecoa pelos quatro cantos. O baixinho fez uma cara emocionada e o coro muda para "Olê, olê olê olê, Maiden, Maiden", a banda fica uns instantes parada, observando o publico, até que Bruce recomeça a cantar e a música (e o show) chega ao seu final, quase duas horas depois de começar.

Com certeza (tirando os problemas com a chuva e falta de organização dos promotores) essa foi uma das melhores passagens da banda pelo nosso país . Agora é só esperar porque segundo Bruce Dickinson, em 2011 tem mais. UP THE IRONS!!!!

Set List:

"Aces High"
"Wrathchild"
"Two Minutes to Midnight"
"Children of The Damned"
"Phantom of The Opera"
"The Trooper"
"Wasted Years"
"Rime of The Ancient Mariner"
"Powerslave"
"Run to The Hills"
"Fear of The Dark"
"Hallowed Be Thy Name"
"Iron Maiden"

Bis:
"The Number of The Beast"
"The Evil That Men Do"
"Sanctuary"

www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.

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Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

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