O Wacken Open Air é o maior festival voltado para a cena do Rock/Metal que existe, e com certeza o objetivo de muitas bandas, sendo conhecidas ou não. Aumentando as esperanças de realizar o sonho de tantas bandas, foi criado o “WOA: Metal Battle” em diversos países. Uma competição que leva uma banda vencedora de cada país participante para uma grande final no próprio W.O.A., na Alemanha.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.
Em 2007, a banda Torture Squad venceu a final na Alemanha. Provavelmente a vitória brasileira foi motivo de incentivo para um maior numero número de seletivas no Brasil em 2008. Na etapa de Porto Alegre, a disputa foi entre as bandas TierraMystica, Apocalypse, Magician, Hibria e Unmaker. Contando com uma apresentação especial da vencedora de Porto Alegre em 2007, a Distraught.
A palavra definitiva para o evento, realizado no Manara Bar em Porto Alegre, foi “atraso”. Atraso desde a abertura dos portões, seguindo para a apresentação das bandas e o encerramento da noite.
A primeira banda a subir ao palco era o TierraMystica, de Porto Alegre. Já com atraso de aproximadamente uma hora, subiram ao palco André Nascimento (vocal), Fabiano Müller e Alexandre Tellini (guitarras e violões), Rafael Martinelli (baixo), Luciano Thumé (teclado), Duca Gomes (bateria) e a participação de Ricardo Duran, do Toccata Magna (Charango). A banda traz ao publico uma mistura melódica e folk de composições próprias até bem agradáveis, mas pecaram em sincronia, perdendo o andamento da musica em vários momentos. Desde o término do primeiro show, a platéia já revelava sua preferência em um coro: “Hibria! Hibria! Hibria!”.

A segunda apresentação foram dos veteranos do Apocalypse, de Caxias do Sul, mostrando um rock progressivo de ótima qualidade que vem mantendo a banda ativa desde 1983. Eloy Fritsch (teclado), Gustavo Demarchi (vocal), Ruy Fritsch (guitarra), Magoo Wise (baixo) e Chico Fasoli (bateria) começam com a já conhecida “Cut”. Com uma apresentação um pouco mais destacável que a primeira, Apocalypse consegue fazer com que a platéia crie um coro no encerramento com “Crying For Help”.

Em seguida foi a vez do Magician, que iniciou o show com exibição de um vídeo produzido pela banda como Intro. O grupo formado por Dan Rubin (vocal), Renato Osório e Cristiano Schmidtt (guitarras), Elizandro Max (baixo) e Zé Bocchi (bateria) foi o primeiro a fazer uma apresentação realmente empolgante. Alto nível técnico de todos os membros (não que os anteriores não tivessem, mas estes souberam expor melhor), ótima presença de palco e muito carisma. Com todo o respeito às apresentações anteriores, foi à primeira banda em que os fãs realmente não queriam que o show terminasse.

Enquanto o palco era preparado para a próxima banda, o tumulto entre os fãs já começava na disputa pela grade que separa o palco do publico. Enfim, Iuri Samson (vocal), Diego Kasper e Abel Camargo (guitarras), Marco Panichi (baixo) e Eduardo Baldo (bateria) começaram o show da favorita da noite, o Hibria. O show começa numa explosão com “Steel Lord On Wheels” causando alvoroço em todos presentes, levando em conta que o Manara não estava lotado. Execução perfeita se não fossem alguns problemas técnicos na guitarra de Abel em vários momentos que atrapalharam bastante o show. Nenhuma musica do esperado novo álbum da banda foi tocada e os fãs tiveram de se contentar com musicas do CD Defying The Rules, incluindo “A Kingdom To Share”, “Livin Under Ice”, “Millenium Quest”, e a própria “Defying The Rules”.

Com a pista um pouco mais vazia, foi a vez dos únicos representantes do metal extremo em competição. A banda Unmaker, formada por Rafael Lubini e Ariel (guitarra), Clark (vocal), Marcelo (baixo) e Diego (bateria), sobem ao palco com camisetas sujas, representando sangue, e mostrando que não estão acoados por serem a única banda representando um som mais pesado que os já apresentados na noite. Impecáveis, foram responsáveis pelas únicas rodas (e infelizmente algumas brigas) na noite, e possibilitaram até alguns “moshes” mesmo com pouca gente na pista. Formada em 2005, a banda provou que inexperiência não é sinônimo de falta de qualidade.

Após o show da Unmaker, os jurados do evento se reuniram para escolher o vencedor, e foi anunciado que todos os pagantes poderiam também votar deixando seu ingresso na urna de sua banda favorita.
Enquanto o suspense para o resultado dominava, a banda convidada Distraught iniciou sua apresentação com um ótimo thrash metal e um pequeno problema não muito incentivador: o atraso fez com que a banda começasse sua apresentação por volta das 4 horas da manhã, o que tornou o show chato e cansativo, podendo prejudicá-los caso estivessem competindo. Quase metade das pessoas tinham ido embora desde o inicio da noite e a pista estava quase vazia. Ainda assim o Distraught não deu importância e concluiu o show com muita energia.

Ao fim de tudo, tentando criar um suspense quase inexistente, foi anunciada a vitória do Hibria, que deve representar o Rio Grande do Sul na final em São Paulo dia 11 de Maio no Manifesto Bar.
Fotos: Lucas Steinmetz (Moita)
Texto: Lucas Steinmetz (Moita)
http://www.pegazusmetal.com
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Cresceu com o Rock nacional, descobrindo bandas internacionais com doze anos. Estuda jornalismo e faz o possível para trabalhar na mídia favorecendo a boa música. Já foi colaborador de grandes sites de Rock e Heavy Metal, trabalha como cinegrafista, fotógrafo, redator e ¨tour reporter¨. Atualmente tem um programa em vídeo no endereço http://moitarock.blogspot.com. Siga no Twitter @MoitaRock www.twitter.com/MoitaRock.
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