Os admiradores de rock pesado de Curitiba tiveram a oportunidade de presenciar o show de uma das lendas da guitarra elétrica. O sueco Yngwie Malmsteen esteve na casa noturna Hellooch, no dia 05 de dezembro, quarta-feira, para apresentar canções de todas as fases de sua carreira, incluindo temas instrumentais.
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Por ser realizado em uma quarta-feira, Malmsteen subiu ao palco cedo, aproximadamente às 23h30. A apresentação começou com o vocalista de sua banda, Doogie White, cumprimentando o público de maneira eufórica. “Boa noite Curitiba”, disse em um português sem sotaque estrangeiro. O cantor demonstrou estar à vontade. Não foi a primeira vez que se apresentou na capital paranaense. A primeira foi na metade da década de 90, ao lado do guitarrista Ritchie Blackmore, com a banda Rainbow na extinta casa de shows “Aeroanta”.
Ao contrário do show do Steve Vai, que os curitibanos presenciaram há poucas semanas, o espetáculo de Malmsteen é rústico, sem grandes iluminações. Percebe-se que o músico prioriza a performance em cima do palco e sua música.
Em relação ao som, pode-se considerar bom, mas extremamente alto, o que não interfere na qualidade. O estilo de Malmsteen deve ser percebido em uma música alta, com excesso de notas e, principalmente, malabarismos. Entre um solo e outro, o músico exibe diversas coreografias com suas fenders.
A banda que acompanha o guitarrista atendeu a expectativa do público. O baterista Patrick Johansson demonstrou domínio no pedal duplo e vigor nas levadas que executou. O baixista Mick Servino, que já acompanhou o Blackmore`s Night, poderia ter sido mais notado se o volume de seu instrumento não estivesse tão inferior ao da guitarra e da bateria. Mesmo assim, soube acompanhar Malmsteen na medida certa. Já o tecladista Zeljko "Nick" Marinovic foi o músico que menos apareceu, se limitando a executar os temas básicos.
O vocalista Doogie White é a expressão de simpatia da banda. Ao apresentar Malmsteen disse: “agora, o mágico das fenders”.
O guitarrista que sustenta fama de ter personalidade difícil também foi simpático com os curitibanos. Ele cumprimentava constantemente quem estava na primeira fila e deu diversas palhetas aos seus fãs. Em algumas canções não só tocou, como também cantou.
Na apresentação, todas as canções tiveram boa receptividade dos fãs, que esboçavam pouca reação, mas não tiravam os olhos do palco. As músicas mais aplaudidas foram “Black Star” e “Far Beyond The Sun”, do disco de estréia “Rising Force”, além de canções mais recentes como “Locked & Loaded”, “Crown of Thorns” e “Cherokee Warrior”, do CD “Unleashed The Fury”, de 2005.
Set-list:
01. Rising Force
02. Demon Driver
03. Bedinere
04. Cracking The Whip
05. Adagio
06. Far Beyond The Sun
07. Paraphrase
08. Dreaming
09. Gates Of Babylon
10. Baraque And Roll
11. Exile
12. Crown Of Thorns
13. Trilogy Suite
14. Red House Blues
15. Fugue
16. You Don`t Tremender
17. Locked And Loaded/Masquerade
18. Acoustic
19. Black Star
20. Cherokee
21. I`ll See The Light
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André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.
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