Resenha - Hard 'N Heavy Party (Espaço Hakka, São Paulo, 26/10/2007)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Após um hiato de três anos, novamente o público paulistano teve oportunidade de conferir mais uma edição da Hard `N Heavy Party, dessa vez com a presença de duas atrações internacionais: o renomado Glenn Hughes e a banda Pink Cream 69.

O local escolhido para a festa, apesar de incomum (o Espaço Hakka é destinado a eventos e palestras, não é casa de shows), acabou por abrigar muito bem todos os fãs presentes, afinal sobrou bastante espaço, em razão do público mediano.

Contrariando as expectativas, Glenn Hughes foi o primeiro a se apresentar, iniciando seu show pouco depois das 23hs. Glenn, conhecido como “A Voz do Rock”, tem em seu extenso currículo trabalhos importantes com sua primeira banda, o Trapeze, além do Deep Purple e Black Sabbath, dentre muitos outros trabalhos solos, projetos e participações como músico convidado. Não há como negar que esse cinqüentão tem bastante história na música, sendo uma escolha sempre interessante para constar em qualquer evento de Rock.

Por ser um músico que iniciou sua carreira nos idos da década de 70, muitos fãs das antigas foram atraídos por sua presença em São Paulo e compareceram ao show. Mas, em sua maioria, o público presente foi composto por pessoas na faixa dos 30 anos de idade.

E Glenn escolheu para o repertório apenas músicas de álbuns do Deep Purple e de seus trabalhos-solos, os mais recentes “Soul Mover” e “Music From The Divine”. Nada de canções do Trapeze, tampouco do álbum “Seveth Star”, do Black Sabbath.

O baixista, desde a abertura do show, com “Stormbringer”, passeou por clássicos do álbum “Burn”, como “Might Just Take Your Life” e “Mistreated”, e também do álbum “Come Taste The Band”, como “Gettin` Tigger” e “You Keep On Moving”, ambos os discos lançados pelo Deep Purple.

Hughes está cantando como nunca, mantendo a voz que sempre o caracterizou como um dos vocalistas mais respeitados no meio musical, mostrando estar em plena forma.

De sua carreira solo, rolou “Land Of The Livin`”, “You Got Soul”, “Steppin` On” e “Don`t Let Me Bleed”, esta última introduzida especialmente por Glenn, que explicou ser a composição resultado de uma frustração amorosa, pois uma ex-namorada sua teria fugido com um amigo seu no passado.

Para o “bis” ficou a música “Soul Mover” e, como não podia ser diferente, a clássica “Burn”, do Deep Purple, foi a responsável por fechar o show com chave de ouro, com a surpresa da participação de Jeff Scott Soto comandando o microfone (que, aliás, apresentou uma falha no seu funcionamento, sendo superado esse contratempo no decorrer da música).

Apesar do set list curto, Glenn conseguiu tocar durante quase duas horas, devido a diversas interseções nas músicas, com solos de bateria, guitarra e teclado, além de conversas com o público e ainda muitos momentos de cantoria a cappella, o que, embora tenha servido para mostrar toda a qualidade vocal do baixista, acabou por se tornar um pouco cansativo em alguns momentos.

Acompanharam Glenn na visita a São Paulo os competentes músicos JJ Marsh (guitarra), Stephen Stevens (bateria) e ainda Ed Roth (teclado), que foi escalado algumas vezes para falar português com o público, em razão de ser filho de mãe brasileira.

Terminada esta primeira apresentação da noite, foi a vez do anúncio do concurso de biquínis, oportunidade para cinco garotas mostrarem seus dotes ao som de Ratt, Kiss, Mötley Crüe, entre outros. Dentre os jurados, a presença de Jeff Scott Soto que, aliás, foi bastante crítico ao julgar as performances das garotas, distribuindo notas não muito altas às candidatas.

Dando seqüência, pouco antes das 3 horas da manhã, o Pink Cream 69 subiu ao palco, abrindo o show logo de cara com a música “Children Of The Dawn”, do seu mais recente álbum, “In10sity” (lançado no Brasil, pela Hellion).

A essa altura do campeonato, boa parte do público (que já não era grande) havia deixado o local, o que resultou numa apresentação do Pink Cream 69 para muito pouca gente, infelizmente.

Apesar disso, David Readman (vocal) e sua turma não se importaram com isso e fizeram um show como se estivessem tocando para 10 mil pessoas, o que demonstrou todo o profissionalismo e caráter dos músicos. E o pouco público, em resposta a todo esse respeito da banda, retribuiu agitando bastante ao longo da apresentação.

Seguiram diversas músicas do último CD, o citado “In10sity”, com muitos presentes cantando junto com a banda inclusive essas canções mais novas, como “I`m Not Afraid”, “New Religion” e a boa “Wanna Hear Your Rock”.

Também não faltaram as ótimas composições do primeiro álbum da banda, o homônimo “Pink Cream 69”, que na época do lançamento ainda contava com Andi Deris no vocal (posteriormente, vocalista do Helloween). Foram elas: “Welcome The Night” e a excelente e de refrão pegajoso “One Step Into Paradise”, tocadas em seqüência no meio do show.

O repertório extenso escolhido para a noite ainda contou com muitos outros destaques, como “Shame”, “Do You Like It Like That”, “Livin`My Life For You” e canções do álbum “Sonic Dynamite”, lançado no mercado nacional em 2000, com faixa-bônus, um ano após a primeira vinda da banda ao Brasil, em 1999 – “Lost In Illusions” e “Seas Of Madness”.

Todos os músicos se mostraram muito felizes de tocar novamente em território brasileiro após tantos anos, executando todas as músicas com muita competência e qualidade, confirmando o motivo de ser considerada umas das ótimas bandas de Melodic Hard Rock.

Para o fechamento da apresentação, lá pelas 4 da manhã, restaram “No Way Out”, música rápida e intensa do álbum novo, e “So Lonely”, cover do The Police. Grande apresentação.

Enfim, foi um evento muito interessante, com a presença de duas atrações de alto nível, deixando essa edição da Hard `N Heavy Party a sua marca em São Paulo, mesmo que o público tenha sido pequeno (ingressos com descontos não puderam ser vendidos, em razão do concurso de biquínis descaracterizar o evento como mero show musical).

Glenn prometeu voltar em 2008 – é esperar para ver. E torcer também para o Pink Cream 69 tocar novamente no Brasil, de preferência para um público maior, pois é o que essa ótima banda merece.

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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