Resenha - Ted Poley (Manifesto Bar, São Paulo, 10/08/2007)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Em se tratando de Hard Rock, mais uma vez o Manifesto Bar foi o ponto de encontro escolhido para a apresentação de uma das grandes vozes do estilo nos anos 80. Dessa vez, os fãs foram presenteados com ninguém menos do que Ted Poley, conhecido por ter sido o vocalista original da banda DANGER DANGER, gravando os álbuns de maior sucesso do grupo, como o homônimo “Danger Danger” e “Screw It”.

A festa, intitulada de “Hard Party”, ainda contou com a abertura do grupo WATCHMEN, uma grata surpresa vinda da Argentina. Isso mesmo, nossos “hermanos” mandaram muito bem e foram recebidos de braços abertos pelos ali presentes, deixando a rivalidade existente no futebol bem longe do Manifesto Bar naquela noite.

Promovendo seu primeiro álbum, lançado em 2006, o auto-intitulado, “Watchmen”, a banda iniciou seu show com músicas como “Take Me Higher” e “Hang On”, mostrando logo de cara um Hard Rock direto, agradando a todos, sendo um ótimo aperitivo para o “prato principal” que viria logo a seguir. O som do grupo lembra bastante o WHITESNAKE, evidência essa que pôde ser confirmada durante a execução das músicas “Not Enough” e “Safe”.

Mais adiante, solucionados alguns pequenos problemas no baixo, seguiu-se o show com uma balada de letras e linhas de guitarra marcantes, a bonita “One Step From Heaven”, dedicada pelo vocalista a todas as “mujeres” da casa, segundo suas próprias palavras. A exemplo do que fazem muitas bandas de abertura, o WATCHMEN também reservou ao público um cover, da música “Still Of The Night”, do WHITESNAKE, comprovando ainda mais a influência dos caras pelo som tirado por David Coverdale e sua turma. O set list foi fechado com “Time Is Over” (música de trabalho da banda) e “Maniac” (outro cover, do hit pop gravado originalmente por Michael Sembello, para o filme “Flashdance”, executado no show com uma roupagem mais Hard Rock).

Se a idéia era esquentar o clima para o show que viria a seguir, o WATCHMEN conseguiu. Ivan Sencion (vocal), Emmanuel Lopez (guitarra – claramente influenciado por Malmsteen e Steve Vai), Germain Leth (baixo), Leonardo Palmieri (teclado) e Dukke (bateria) certamente saíram do palco com o sentimento de “missão cumprida”. E depois ainda desceram à pista para interagir com o público.

Passado um intervalo de pouco mais de uma hora, para montagem e ajustes dos instrumentos, o momento mais esperado da noite então chegou: faltando 15 minutos para as duas da manhã, Ted subiu ao palco.

Estampando um sorriso de “orelha a orelha”, cumprimentou a todos os presentes, correndo de um lado ao outro do palco, iniciando seu set com “Boys Will Be Boys”, o primeiro de muitos clássicos do DANGER DANGER que seriam tocados naquela noite de sexta-feira. Só essa abertura já foi suficiente para “incendiar” o Manifesto, com vários dos presentes claramente emocionados diante do que estavam vendo.

Na seqüência, foi a vez da intensa “Beat The Bullet”, do álbum “Screw It”, seguida pela introdução de teclado que levou à canção “Under The Gun”, cantada em uníssono por todo o público.

A essa altura Ted Poley já estava visivelmente mais à vontade do que nunca em terras paulistanas – interagia com o público a todo o momento, cumprimentando aqueles posicionados na beira do palco, jogando bandanas, toalhas, palhetas e inclusive abaixando para tirar fotos de si próprio com alguns felizardos fãs da primeira fileira. Dando continuidade ao show, Ted reservou ao público um momento mais do que especial, mandando ver duas das principais baladas do DANGER DANGER, “Don`t Walk Away”, do primeiro álbum homônimo da banda, e “I Still Think About You”, do disco “Screw It”, ambas carregadas de emoção. Realmente de deixar qualquer um arrepiado.

Como não estava em São Paulo apenas de brincadeira, mas sim trabalhando, Ted não perdeu a oportunidade de divulgar seu novo material, o disco solo “Collateral Damage”, que estava sendo vendido na casa. E aproveitou para avisar ao público que executaria uma música desse seu último álbum. A escolhida foi “Maybe”, ainda mantendo um clima de balada no ar.

Uma rápida saída do palco e Ted logo estava de volta, para cantar a excelente “Bang Bang”, música rápida e de refrão pegajoso. Nova parada e enquanto Ted recuperava o fôlego, o guitarrista Bill Hudson (Cellador, The Supremacy) e o baixista Fernando Giovannetti (Aquaria, The Supremacy, Anime Friends e Live & Loud) promoveram uma espécie de duelo, intercalando riffs de guitarra e baixo.

O público, durante esses intervalos, ainda entoou o refrão de “Everybody Wants Some, Everybody Needs Some, Oh, Oh, Oh”, da música “Everybody Wants Some”, mas Ted reapareceu para cantar a não menos interessante “Rock America”. Os pedidos de músicas eram muitos, afinal acredito que ninguém gostaria de ver o show se encerrar tão cedo. Ted ainda emendou um trecho de “Crazy Nites”, mas não a cantou inteira.

Para fechar a sua primeira apresentação no Brasil, vieram duas daquelas que indiscutivelmente não poderiam mesmo faltar: “Monkey Business” e “Naughty Naughty”, esta última talvez o maior clássico da história do DANGER DANGER, com direito a pequeno solo de bateria de Nando Lima (Massacration, Slaytanic, Death Tribute). E assim se encerrou o curto, mas marcante set list da apresentação de Ted Poley aos paulistanos.

Havia muita expectativa em relação à banda que o acompanharia nesse show, afinal não vieram os músicos originais do DANGER DANGER, tampouco aqueles que o acompanharam em sua última gravação de estúdio, somando-se a isso o fato de que muitos dos escolhidos integram bandas de estilo musical completamente diferente do Hard Rock executado por Ted. Mas, no geral, todos eles deram conta do recado, sendo que, além dos já citados, a banda de apoio ainda contou com o sósia do Slash (Guns n` Roses), Eddie Brandoff (The Best GNR Cover, Laidback Bullets), na guitarra, e Carlos Ceroni (Kavla – Journey Cover), no teclado.

Mesmo que fisicamente Ted Poley não seja mais aquele garoto magro que liderou o DANGER DANGER no final da década de 80 – o cara realmente ganhou alguns quilos a mais nos últimos anos – ele continua com uma excelente voz, além de uma incrível energia e intensidade no palco, qualidades essas dignas de colocar muitos jovens no chinelo. Mostrou enorme carisma, agradando a todos e não escondendo de ninguém que estava realmente feliz em pisar em solo brasileiro, sendo extremamente comunicativo com o público, inclusive vindo até a pista em duas oportunidades, para agitar com a galera no chão mesmo.

Após o show, no segundo andar do Manifesto Bar, Ted Poley recebeu os fãs para autógrafos, fotos e abraços, tendo que driblar a desorganização da casa, pois foi uma verdadeira bagunça para os fãs conseguirem um contato mais próximo com Ted, assim como adquirir o material trazido por ele (nada de camisetas ou cds do DANGER DANGER, apenas cds de seus trabalhos paralelos e uma foto vendida a absurdos R$ 10,00). Com essa bagunça, somente quem foi paciente e não se incomodou com o amontoado de pessoas em um espaço tão pequeno (um verdadeiro desafio às leis da física, pois dois ou até três corpos ocuparam o mesmo espaço), teve a oportunidade de conseguir seu autógrafo ou sua foto.

De qualquer forma, seja pela presença de Ted Poley, seja pelos inúmeros clássicos do DANGER DANGER, foi uma noite para ser lembrada por todos os fãs de 80`s Hard Rock que compareceram, sem dúvida alguma.

Embora não tenha sido um show para um grande público, das duas uma, ou Ted Poley adorou estar no Brasil, pois transpareceu esse sentimento a todo instante, ou disfarçou muito bem (o que não creio seja o caso). Enfim, Ted Poley pode ficar tranqüilo, pois a alegria que ele demonstrou no palco foi a mesma sentida por todos os ali presentes.

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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