Resenha - Motorhead (Via Funchal, São Paulo, 29/04/2007)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Promovendo o seu mais recente álbum – “Kiss of Death” – a lendária banda Motorhead trouxe mais uma vez a São Paulo seus sucessos de mais de 30 anos de carreira, demonstrando que simpatiza com o público brasileiro – foi a terceira visita dos ingleses ao país nos últimos sete anos (houve apresentações em 2000, no Credicard Hall e 2004, também no Via Funchal).

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Embora marcado inicialmente para 20h, nesse horário era a banda Matanza que ainda estava no palco fazendo a abertura da noite, animando bastante o público presente, graças ao metal bem executado pelo grupo e às letras engraçadas e divertidas de suas músicas.

Somente às 21h20 é que Lemmy e sua trupe apareceram no palco, dando início ao espetáculo principal da noite, para um Via Funchal praticamente lotado, apesar do feriado do Dia do Trabalho. Perto das 20h, os estacionamentos já estavam lotados, ainda havia filas para compra de ingressos e para credenciamento de imprensa.

Com a frase “We are Motorhead”, Lemmy introduziu o show e deu início à execução da música de abertura, “Dr. Rock”, seguida por “Stay Clean”, dois grandes clássicos da banda, o que já foi suficiente para “incendiar” o Via Funchal.

Desde o início, tanto Lemmy Kilmister (baixo e vocal), quanto Phil Campbell (guitarra) e Mikkey Dee (bateria), mostraram-se animados e muito empolgados com mais esse show em território paulistano, interagindo com o público a todo o momento, seja para pedir aplausos, seja conversando e incitando os presentes a gritar e cantar alto.

Como a turnê atual serve para promover o álbum “Kiss of Death”, músicas deste disco também estiveram no set list, como “Be My Baby” e “Sword of Glory”, misturadas a outras mais conhecidas do público, como “Metropolis” e “Over The Top” (essa última uma das mais legais para se ouvir ao vivo).

Um grande momento do show foi a execução de “Sacrifice”, com uma interrupção para o solo fantástico de Mikkey Dee. O cara estava simplesmente matador no comando das baquetas, mostrando excelente forma e a técnica apurada de sempre. As luzes do palco também contribuíram para dar maior destaque ainda ao brilhante solo de bateria. Um verdadeiro show à parte.

Para os fãs mais ávidos pelos clássicos imortalizados da banda, a parte final da apresentação foi especial. Seguiram-se “Going To Brazil”, homenagem aos brasileiros e música integrante do álbum “1916”; “Killed By Death”, outro grande destaque do show, excelente ao vivo; e a poderosa “Iron Fist”, que fechou, às 22:35h, a primeira parte do show.
Luzes apagadas e cinco minutos de espera, até o trio voltar para surpreender a todos os presentes com “Whorehouse Blues”, do álbum “Inferno”, com Phil e Mikkey tocando violões e sentados em banquinhos. Lemmy, além de cantar, ainda tocou gaita. Finalmente, agora para fechar de vez o show, os músicos voltaram aos seus postos para detonar o hino “Ace of Spades” e a rápida “Overkill”, em uma versão arrasadora, com diversas paradas e retomadas, lavando a alma de todos os então presentes com o mais puro Rock n` Roll ao estilo Motorhead de tocar.

Apenas o som dos vocais (inclusive o de Lemmy) é que ficou um tanto prejudicado em alguns momentos da apresentação, talvez até mesmo em razão do volume alto da guitarra, do baixo e da bateria. Mas nada que tenha manchado mais esse ótimo e empolgante espetáculo da banda em São Paulo.

Quanto ao set list, é aquela velha história de sempre: muitos fãs esperavam (e eu me incluo nessa) algumas músicas que passaram longe desse show, como “No Class”, “Motorhead”, “Born To Raise Hell”, “Orgasmatron” (música especial para o público brasileiro) e, principalmente, “Bomber”. Enfim, o Motorhead é a típica banda que possui uma lista de clássicos tão grande que somente umas 5 horas de show bastariam para agradar todos os fãs presentes, o que infelizmente não é possível.

De qualquer forma, pela média de apresentações realizadas no Brasil nos últimos tempos, basta aguardar mais uns anos que, provavelmente em meados de 2010, essa lendária banda inglesa passará pelo Brasil novamente, quem sabe tocando alguns clássicos que ficaram de fora dessa vez. É esperar e torcer.

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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