Resenha - Evanescence (Riocentro, Rio de Janeiro, 22/04/2007)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Rodrigo Simas
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Era grande a ansiedade dos quase 17.000 mil fãs que encheram o Riocentro na noite de domingo (segunda era feriado no Rio). Amy Lee e seus companheiros de Evanescence eram aguardados desde o lançamento de seu primeiro CD, o multi-platinado “Fallen”, quando a banda ainda tinha Ben Moody como guitarrista. Depois de muitos clipes na MTV, vários singles nas rádios e uma exposição grande em todos tipos de mídia, chegou a vez dos brasileiros (no caso, dos cariocas) conferirem o grupo de perto.

Fotos: Marcelo Rossi

Com pouco mais de meia hora de atraso, “Cemetery Gates” (do Pantera – como uma homenagem ao falecido Dimebag Darrel, a música é uma introdução antes de todos últimos shows do Evanescence) ecoa nos auto-falantes e o Evanescence entra em cena, com Amy Lee sempre à frente da banda. Fato que tem um motivo óbvio e já fica claro na primeira música: o resto do grupo está muito mais pra acompanhar a cantora do que pra qualquer outra coisa.

O som não estava alto suficiente para um lugar como o Riocentro, que é aberto, e praticamente se ouvia só a voz de Amy e a bateria de Rocky Gray. Desde o início com “Sweet Sacrifice”, passando pelo sucesso “Going Under” (com uma recepção estrondosa do público) e a balada “Lithium” (a primeira com o piano), a vocalista comanda o show e segura a onda em todos os momentos, conseguindo reproduzir com perfeição as difíceis melodias gravadas em estúdio. Ponto pra ela, que ainda tem uma presença de palco – mesmo que meio batida – empolgante e honesta. Ela pareceu feliz com a recepção da platéia e várias vezes não poupou elogios para o Brasil e para o Rio de Janeiro em particular.

O problema mesmo é o resto da banda. Porque dois guitarristas? O som das guitarras estava muito ruim e não se ouviu nenhum solo decente de nenhum deles. As músicas se parecem bastante entre si e o trabalho das guitarras só deixa isso mais evidente. Ainda mais ao vivo. O baixo, para completar, estava completamente inaudível. Pareciam figurantes batendo a cabeça de maneira forçada, tocando riffs e mais riffs que não saíam do mesmo lugar.

A produção de palco foi simples, mas eficiente. O palco, decorado com alguns detalhes do encarte do último CD “The Open Door” e o logo da banda no fundo, dava o clima certo para a apresentação. Mesmo com um problema nas luzes na já citada “Lithium”, o resto do show seguiu sem maiores problemas e com uma boa resposta do público, principalmente nos maiores sucessos, como “Call Me When You’re Sober”. Bases pré-gravadas deram o toque grandioso de algumas músicas, como em “Lacrymosa” (que fecha o show antes do bis), que em CD tem uma orquestra real. Se não tem o mesmo impacto que em estúdio, o pequeno “playback” quebra o galho ao vivo.

No Bis, Amy e banda voltam para tocar mais duas músicas: “My Immortal” (cantada pela maioria esmagadora do público presente) e a mais obscura “Your Star” (uma escolha estranha pra fechar o show, mesmo sendo uma das melhores faixas de “The Open Door”). Com aproximadamente 1h20 de show (um show bastante curto, principalmente se levarmos em conta que a banda nunca havia tocado no Brasil e a grande quantidade de pessoas presentes), o Evanescence deixou o palco do Riocentro. Para os fãs, provavelmente um show memorável. Para quem só estava lá para ver um show de rock, provavelmente apenas mais um show.

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Evanescence
"Bring Me To Life" não representa o que sinto hoje, diz Amy Lee

Amy Lee: ouça "Speak To Me", da trilha "Voice From The Stone"Evanescence: ouça faixa inédita lançada em nova compilaçãoAmy Lee: "Love Exists" é o novo single soloEvanescence: sempre quis provar ser mais que um rostinho bonitoTodas as matérias e notícias sobre "Evanescence"

Evanescence
Estranha criatura em foto de Amy Lee com seu filho

Heavy Metal
"Cristãos podem aprender muito com o gênero"

Semelhança
Amy Lee e a atriz pornô Shione Cooper

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Evanescence"

Iron Maiden
O equipamento de palco da World Slavery Tour

Max sobre reunião
"Falei pro Andreas 'vamos fazer esta porra, cara'"

Lemmy Kilmister
A emocionante despedida de seu amigo Slash

Dimebag Darrell: em 1993, citando suas 12 músicas favoritasRitchie Blackmore: ele está gordo e tocando mal, diz baixista do AerosmithVinil: maior coleção do mundo está à venda - mas ninguém querBrian May: "eu não sabia que Freddie era Gay"Black Sabbath: filósofo escreve livro sobre as letrasElton John: músico diz que os Rolling Stones não são relevantes

Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

Mais informações sobre Rodrigo Simas

Mais matérias de Rodrigo Simas no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online