O Via Funchal estava completamente cheio para receber os californianos que então fariam sua primeira apresentação em São Paulo e segunda no Brasil (o grupo passou por aqui na última edição do Rock in Rio).
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Em noite agitada, os paulistas da banda Adrem abriram um dos shows mais esperados do ano. O grupo, porém, não agradou e só conseguiu agitar em covers como os do Coal Chamber e Slipknot. Enquanto tocavam voava de tudo no palco, entre CDs, camisetas e até tênis. A atitude do público talvez fosse resultado da ansiedade, mas não justificável. Uma pena.
O Deftones prometia um grande show no país, e cumpriram com a palavra. Foram exatas 2 horas de performance e um set list recheado com os sucessos da carreira.
Porém, o grupo não deixou de tocar sons de seu último trabalho, “Saturday Night Wrist” de 2006, que apresenta uma pegada bem mais leve do que a de costume e até algumas músicas lentas. Talvez por esse fato tenha ocorrido uma maior popularização da banda recentemente. Pode-se afirmar isso pela grande variedade de estilos de pessoas no sábado. Via-se de tudo: dos jovens fãs de new metal, passando por emos, até senhoras comportadas.
A apresentação dos californianos teve início às 22h, já com uma de suas músicas mais conhecidas, “Korea”, do CD “White Pony”, seguida de “Knife Party” e “Back to School”.
Como prometido, eles também tocaram “Feiticeira”. Pra quem não sabe, a música foi feita em homenagem à então dançarina do programa de TV do Luciano Huck (na época em que ainda não tomava anabolizantes, com certeza), que o grupo conheceu ao assisti-lo em sua primeira passagem por aqui. Devem ter gostado mesmo.
O set seguiu com músicas bem conhecidas como “Be Quiet and Drive”, “My Own Summer” e “Bored”. A performance dos músicos foi muito boa e Chino agitou sem parar um minuto, porém, o som da casa realmente deixou a desejar. Introduções de algumas músicas eram praticamente impossíveis de se identificar e a sensação era que os graves do baixo cobriam todo o som. Além disso, o volume era tão alto que após dois dias ainda sentia seus efeitos.
Além desse detalhe, a essa altura o calor era tão infernal que muita gente já havia sido retirada da pista, por ter passado mal, e outros tantos desfilavam sem camisetas, torciam as camisas e faziam fila no bar à procura de água. Difícil entender o que aconteceu, mas era nítido que o ar-condicionado estava desligado! De qualquer forma, não foi o suficiente para parar os fãs, que agitaram do início ao fim.
Para terminar, o grupo ainda tocou “Change (In The House of Flies)”, uma de suas mais belas músicas, e fechou com “Head Up”, gravada originalmente com Max Cavalera. É preciso dizer mais alguma coisa? A casa praticamente veio abaixo.
Foi uma grande noite e um bom show, que só não foi melhor, novamente, por alguns “probleminhas” técnicos.
Set List:
Korea
Knife Prty
Back to School
Feiticeira
Digital Bath
Be Quiet and Drive (Far Away)
My Own Summer
Around the Fur
Nosebleed
Engine nº9
Beware
Passenger
Bloody Cape
Hole in The Earth
Xerces
Rats Rats Rats!
Bored
Minerva
Root
7 Words/Birthmark/7 Words
Change (In The House of Flies)
HeadUp
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Assessor de imprensa, nascido em 1982. Músico nas horas vagas, sua história com o rock começou aos 7 anos de idade. Na época, fazia reuniões com os amigos para ouvir Guns, Rolling Stones, Beatles e afins. Aos 12 se tornou fã do estilo Grunge e, como muitos jovens rockeiros, logo passou a ouvir metal, graças ao Iron Maiden. Hoje é bastante eclético. Escuta de tudo um pouco, de rock progressivo setentão a Black Metal. Desde 1996 (ano da criação do Whiplash!) acompanhou o crescimento e desenvolvimento do site e hoje se sente feliz por fazer parte dessa família. Sempre disposto a conhecer bandas novas e discutir sobre os rumos da música, vive em busca de contribuir para a evolução do rock brasileiro.
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