Wacken Open Air, Gods of Metal, Tuska Metal Festival, Ozzfest... Festivais conhecidos no exterior fazem a cabeça dos headbagers de todo o mundo. É praticamente o sonho de muitos loucos pelo metal ir um dia num lugar assim, mas, se a grana é curta, vale a pena ficar por aqui e aproveitar os shows por perto. Felizmente, a qualidade de algumas bandas, torna os festivais de Santa Catarina um sucesso, e na sétima edição do River Rock, não foi diferente.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.


A cada ano a organização tem demonstrado mais esforço para melhorar em estrutura, horários, espaço e propriamente a organização. Neste ano, o público que foi bem maior do que as edições passadas, pôde acompanhar 31 bandas de vários estilos entre o rock, metal e até um blues. O Motódromo de Indaial (SC) ficou repleto de barracas e gente, vinda de vários cantos do sul do país, para conferir algumas das atrações, ou até mesmo apenas para descansar, encontrar os amigos, beber um pouco (alguns nem tão pouco assim) e ouvir boa música. O que valia era a diversão. E o tempo colaborou para que isso fosse possível, tempo bom e calor não atrapalhou os planos de quem quis acampar.
Seria completamente antiético citar cinco ou seis bandas que se destacaram dentre as 31 do festival, até por que algumas delas tiveram horários “complicados”. Porém, como seria pouco atrativo citar detalhes de cada uma, então deixamos um registro especial parabenizando cada um dos grupos pela força de vontade e carinho com o público. Mesmo do ambiente do camping, percebia-se que no palco, todo mundo dava o melhor de si, independente do estilo.
Exceção: Atrações ditas como especiais deram conta de abrilhantar o festival. “Torture Squad” detonou ao som de Death Metal extremo e agitado. A “Cólera” (comemorando 25 anos de estrada) abriu a maior roda de mosh com hard core cheio de levadas, a “Ação Direta”, voltou a Indaial com a fama de ter feito um som eletrizante no ano passado e confirmou a expectativa. Ficaria para fechar o festival a banda “Monster”, mas por problemas na viagem não pôde estar presente no festival.
Como cada banda subia ao palco em seqüência, o espaço de tempo para descanso para quem realmente queria ver as atrações musicais, ficava comprometido. Cansaço e dor nas pernas foram sacrifícios válidos, ainda mais quando a galera é animada e colabora no quesito: dar risadas. Isso é um fator mais do que determinante para que o River Rock tenha chego a 7ª edição. A mistura de tribos, costumes, crenças e ideologias também vão além do que se pode pensar, portanto, é uma festa que você sempre quer voltar.
Infelizmente, grandes concentrações de gente, sempre geram percalços, cenas curiosas e espantosas. Organizadores administraram problemas e aparentemente tudo saiu bem, dentro do previsto. Sem grandes atrasos, filas ou demoras (exceto nos banheiros). O importante é que no final de semana do dia dos pais, a galera juntou-se para encontrar os amigos, beber umas cervejas e curtir um som bacana durante horas e horas no maior festival de metal de Santa Catarina.
Agradecimentos:
Mary Antunes (nefermary@gmail.com)
Rose, Adilson e todo o pessoal da organização.
Deivid e a galera do acampamento (que festa!!)
A todas as bandas, que fizeram o festival ser incrível.
www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.
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Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.
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