O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.
A segunda passagem dos finlandeses do Children of Bodom pelo Brasil veio em boa hora. Num ano que está sendo bem abastecido por shows, a turnê da banda, divulgando seu mais recente cd “Hate Crew Deathroll”, é um fato a ser comemorado, pois desta feita a mesma foi bem mais abrangente que a anterior, que teve menor número de shows e menor divulgação. Esta não. Os shows foram anunciados com boa antecedência e bem divulgados, o que não justifica a pouca quantidade de fãs presentes na quarta-feira do dia 10 de agosto no Scala. Nem o preço podia ser considerado salgado, visto que o ingresso vinha sendo vendido em valor promocional até no dia do evento. Mas infelizmente, nem tal fato colaborou e menos de 900 pessoas compareceram ao Scala (que depois de um hiato de mais de 4 anos voltava a abrigar um show de metal) para conferir o poder de fogo de Alex Laiho e cia.
Perto das 22:30 (com cerca de 45 minutos de atraso), as luzes se apagam e uma introdução no estilo “Três Patetas” (me corrijam se eu estiver errado, mas foi o que me pareceu) começa a soar na casa, com a banda entrando e emendando de cara “Hate Me!”, “Chockenhold (Chocked’n’Loaded)” e “Hatebreeder”. A galera agitava alucinadamente e Alex e seus comparsas mostravam um entrosamento magnífico. Os únicos problemas ficavam por conta do som (emboladíssimo e confuso) e pela performance da banda, que parecia apenas estar “suando a camisa” em mais um dia de trabalho.
Uma pausa para Alex se comunicar com a platéia (nada além do tradicional “How the F* are you doing?”) e emendar “Silent Night, Bodom Night” e “Bodom After Midnight”. Uma curiosidade é que um dia antes Alex havia ficado famoso pelas suas cusparadas no show de São Paulo, e neste ele parecia mais contido, cuspindo para o alto e não em direção a platéia, que alternava momentos de total agitação e momentos de pura observação.
“Sixpinder”, “Angels Don’t Kill” e a excelente “Needled 24/7” ajudaram a esquentar o clima no Scala, cuja acústica provou-se totalmente inadequada para um show de metal extremo. Mais algumas intervenções de Alex, inclusive uma animada “luta” entre ele e o tecladista Janne Wirman (aonde ambos realmente pareciam estar se divertindo, com Janne brincando com “Eagleheart” do Stratovarius) e “Deadnight Warrior” é tocada, seguida por “Towards Dead End” e um desnecessário solo de bateria, fraco e inútil.
Novamente cito a falta de entusiasmo por parte da banda. Toda a agitação soava “sem sal” e isso era perceptível a todos. Embora o peso do Bodom seja assustador, vide “Bodom Beach Terror”, “Kissing the Shadows” e “Everytime I Die”, não havia aquela energia entre público e banda. O show, que teve exatos 75 minutos, foi encerrado com “Downfall”. De nada adiantou trazer o novo guit\\arrista, Roope Latvala, já que a maioria dos solos são feitos por Alex, que realmente é um excelente guitarrista. Roope fica em segundo plano, enquanto Alex coloca-se no centro do palco, sempre com uma cara de mal-encarado, tentando desfazer sua pose de barbie do metal.
Podem pensar que o show foi ruim... mas não foi. Ficou apenas a sensação de que o Bodom estava ali apenas para cumprir uma data... se fosse por isso seria melhor ter ficado em casa. Mas valeu... afinal é mais um show de metal pesado e muito bem tocado, e isso já vale muito.
www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.
Todas as matérias da seção Resenhas de Shows
Todas as matérias sobre Children Of Bodom
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
Mais matérias de Rafael Carnovale no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.