Resenha - Metal Total 6 (Volkana, São Bernardo do Campo, 05/06/2004)

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Por Bruno Sanchez
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Fotos por Carlos Eduardo Corrales

Matéria originalmente publicada no site
Delfos - Diversão e cultura
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Na gelada (e bota gelada nisso) noite de sábado (dia 5/6), fomos conferir de perto o Volkana Metal Total 6, um mini-festival de Heavy Metal que já está se tornando tradição na região do ABC. O Volkana é um bar pequeno, mas muito simpático em São Bernardo do Campo, e recebeu um bom público para a apresentação das bandas Nightwish Cover, Helloween Cover, Harppia, Synthesys e Holy Sagga.

Infelizmente, o som da casa estava prejudicado pois, aparentemente, um dos amplificadores estourou pouco antes das apresentações começarem deixando todos os roadies de cabelo em pé para tentar arrumar o equipamento a tempo e atrasando bastante o início do espetáculo que estava marcado para começar às 22hs.

O problema teve uma repercussão maior do que se imaginava e não pôde ser resolvido fazendo com que os vocais de todas as bandas ficassem bem baixos se comparado com o restante do instrumental. Para piorar, pelo tempo perdido, todos tiveram de cortar uma ou duas músicas de suas apresentações para que os shows não acabassem às 8 da matina. A ordem das bandas também acabou sendo alterada de última hora e as bandas covers se apresentaram depois das bandas principais.

Com as mudanças na ordem, os paulistas de Santo André do Synthesis foram os responsáveis pela abertura do evento e mandaram bem, com um som que mistura com inteligência o Power Metal Europeu com algo do Thrash e Death americano. As músicas, normalmente, utilizam dois vocais com Marcel Inhauser fazendo a parte limpa e o baixista Victor Prospero fazendo o gutural. Outro que se destaca é o veterano baterista Marcelo Rocha, que já tocou no Portrait e no Avantgard.

A banda fez um set-list curto e, infelizmente, não pode tocar algumas músicas próprias e uma cover do Metal Church que já estavam planejadas, mas apresentaram composições bem trabalhadas, com destaque para a versão de Edge of Thorns do Savatage, com um belo vocal de Marcel, e a composição própria Bionest que fechou a apresentação. Algumas músicas são excessivamente longas mas, no geral, o Synthesis deixou uma boa impressão nos fãs presentes. Eles devem lançar o primeiro EP, Paroxysmal Frontier, em breve e vale a pena ficar de olho em mais esta promessa brasileira.

Uma pausa para a troca de equipamentos (essa parte era bem legal nos intervalos, pois os próprios integrantes das bandas ajudavam na desmontagem e montagem dos equipamentos no pequeno palco do Volkana, mostrando um clima de união e respeito entre os músicos) e os paulistanos do Holy Sagga sobem ao palco detonando o seu Power Metal e já abrindo com a bela música Dagger of Words, faixa bônus do CD da banda, Planetude, e presente também no projeto Hamlet. Apesar do som do microfone baixo, a banda não se abalou e fizeram um set-list misto onde apresentaram praticamente todas as músicas do Planetude e alguns covers, todas tocadas de maneira impecável por Maurício Queiroz (vocais), Anderson Carlo (guitarra), Gustavo Duarte (baixo), Gabriel Lobitsky (bateria) e José Cardillo (teclados).

As versões ao vivo de Searching For The Sun, Fight For Survival (que no CD tem a participação especial de Andre Matos do Shaman), Fly Away e a instrumental Planetude ficaram muito legais e os músicos realmente pareciam se divertir no palco com a interação da platéia e a ótima resposta a todas as músicas executadas.

E por falar nas músicas, os caras ainda mandaram versões fantásticas de A Little Time do Helloween, Hail And Kill do Manowar (eles são a única banda brasileira presente no tributo ao Manowar lançado pela gravadora Nuclear Blast), Symphony Of Destruction do Megadeth (onde os integrantes trocaram os equipamentos e o baixista Gustavo virou o vocalista em um momento muito divertido do show onde nem os próprios músicos conseguiam parar de rir com a performance), e fecharam com o cover matador de Flight of Icarus do Iron Maiden. Uma ótima apresentação, parabéns aos músicos pela empolgação contagiante e estamos todos ansiosos pelo lançamento do segundo CD. Depois de um show desses, não resisti e fui até a chapelaria do Volkana comprar o CD dos caras.

Os próximos a se apresentarem, foram os veteranos do Harppia, que mais uma vez deram um show de carisma e competência, e não deixaram ninguém ficar parado com vários clássicos do Heavy tradicional brazuca.

Uma pena que os vocais de Jack Santiago também foram bem prejudicados pelo problema com o amplificador e convenhamos, não conseguir entender nenhuma palavra no show de uma banda que canta em português é um problema gravíssimo. O set já começou com a clássica Metal Comando (da época em que a banda teve um troca-troca de integrantes com o Centúrias) e seguiu com a mais recente Vampiros e a antiga composição do primeiro trabalho, Náufrago. A banda faz uma pequena pausa e o vocalista Jack Santiago explica que a próxima música é uma adaptação de um clássico do Judas Priest, e começaram a tocar Neste Deserto, uma versão em português para Desert Plains que já é bem conhecida e querida pelos fãs, dos quais faço parte.

A apresentação seguiu com a música Guardiães da Mente, já da nova fase e que vai estar presente no próximo CD a ser lançado até o final do ano. O próximo número seria o mais novo hino da banda, Metal Para Sempre (e que deve ser o nome do próximo CD também) mas, infelizmente e para o lamento de muitos dos presentes - e eu me incluo nisso - a música acabou sendo cortada do set pela falta de tempo e eles fecharam a apresentação com os dois maiores clássicos seguidos, A Ferro e Fogo e Salém fechando a apresentação com chave de ouro.

Foi mais uma grande apresentação do Harppia que saiu do palco bem aplaudido e mostrou mais uma vez que os veteranos do Metal brasileiros estão mais vivos do que nunca.

Após as apresentações, os músicos de todas as bandas, em uma atitude exemplar, se misturaram com o público, distribuíram autógrafos, tiraram fotos e conversaram bastante com os presentes. São as vantagens das apresentações mais reservadas que permitem um maior contato entre a banda e seus fãs. Todos estão de parabéns por essa atitude e tomara que todas as bandas brasileiras sigam o exemplo de simpatia dos integrantes do Synthesis, Holly Sagga e Harppia.

Encerradas as três primeiras apresentações, o Helloween Cover subiu ao palco já com um dos maiores clássicos do Power Metal, Eagle Fly Free, tocada de maneira impecável e já emendaram com Dr. Stein e Kids of the Century. Um belo começo, mas já eram 4 da matina e, como ninguém é de ferro, acabamos indo embora antes do fim da apresentação do Helloween Cover e do início do show do Nightwish Cover. Fica para a próxima uma resenha mais detalhada das duas bandas. Posso dizer que, do lado de fora, ainda pudemos ouvir e reconhecer as clássicas Future World e Power, que parecem ter ficado bem legais.

Não posso deixar de comentar um fato lamentável que aconteceu nas imediações do Volkana, onde alguns carros tiveram seus vidros quebrados e alguns objetos roubados. O bar poderia providenciar um serviço de manobristas ou um estacionamento próprio com segurança para que isso não volte a acontecer e os freqüentadores possam apreciar os shows sem maiores preocupações.

Mas isso não estraga a belíssima iniciativa do Volkana em promover festivais com grandes nomes do Metal nacional no ABC. Conseguiram o impossível e esquentaram uma noite glacial em São Bernardo. Valeu a noite mal dormida.

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Sobre Bruno Sanchez

Paulistano, 26 anos, Administrador de Empresas e amante de História. Bruno é colaborador do Whiplash! desde 2003, mas seus textos e resenhas já constavam na parte de usuários em 1998. Foi levado ao Rock e Metal pelos seus pais através de Beatles, Byrds e Animals. Com o tempo, descobriu o Metallica ainda nos anos 80 e sua vida nunca mais foi a mesma. Suas bandas preferidas são Beatles, Metallica, Iron Maiden, Judas Priest, Slayer, Venom, Cream, Blind Guardian e Gamma Ray.

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