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Vinte e cinco músicas.
Duas horas e meia de show.
Celebração dos 25 anos de uma das melhores bandas de heavy metal da Europa.
Gravação de um DVD ao vivo.
Uma “performance” especial.
Um “set” que englobaria toda a extensa carreira desta talentosa banda, com músicas de todos os álbuns, além da divulgação do excelente e recém lançado (recém mesmo, pois por problemas admnistrativos a primeira prensagem do cd foi vendida no show) “The Last Supper”.
O que mais você queria saber para estar presente neste grande show?
A nova turnê do Grave Digger prometia muito, mas muito. Dava até para esquecer o preço meio salgado do ingresso, como 2800 fãs fizeram, comparecendo num sábado gelado, para assistir esta, que prometia ser uma “performance” histórica de Chirs Botendahl (vocais), Manni Schimdt (guitarra), Jens Becker (baixo), Stefan Arnold (bateria) e Hans Peter (teclados).
Por problemas de força maior perdemos o show de abertura dos curitibanos do Child of Flames, e ao invés de ficarmos colhendo opiniões pela platéia deixamos o espaço do fórum livre para qualquer usuário dar sua própria opinião sobre este show. Ficam nossas desculpas ao pessoal da banda, e a promessa de que cobriremos um show da mesma, assim que for possível.
Por volta de 22hs, as luzes se apagaram e pudemos perceber que ao invés de uma mega-produção de palco a banda optou por algo mais simples. Não havia nenhum artefato especial, ou sequer um pano de fundo com capa do novo cd. Era apenas a banda e um eficientíssimo jogo de luzes. “Passion” (intro do novo cd) começou a rolar e a galera foi ao delírio (tudo devidamente registrado por diversas câmeras), quando o folclórico tecladista Hans Peter (desta feita com olhos estilo “laser” avermelhados ao invés da tradicional maquiagem) tomou seu lugar, num elevado a esquerda da bateria. Seguiu-se a entrada de Stefan, Manni e Jens que começaram a detonar tudo com “The Last Supper”. Mr Botendahl apareceu e foi o líder de sempre, levando a galera a loucura (por sinal esta música ficou excelente ao vivo). “Desert Rose”, do mesmo cd, veio em seguida, juntamente com “The Grave Dancer”,”Shoot Her Down”, “Reaper” e “Paradise”.
Entre um berro e outro da platéia, pudemos notar como a banda estava em grande fase. A começar por Chris, que se já sente os efeitos da idade, ainda sabe agitar como poucos e mostrar o quão feliz estava por poder registrar aquele momento em DVD (“vocês agora são parte da história do Grave Digger” , disse o mesmo). Em dado momento, duas bandeiras brasileiras foram jogadas ao palco. Chris, em sinal de respeito, montou um “mini-altar” em frente a bateria de Stefan. Precisa dizer qual foi a reação do público.
Mas o show estava apenas no início: “Excalibur” é executada, além de “The House”, “Circle of Witches” e “Valhalla” (um dos pontos altos). Curiosamente a diversidade do “set-list”, que realmente foi abrangente e bem escolhido, ressaltou um fato curioso: enquanto alguns fãs se esgoelavam cantando todas as músicas, alguns cantavam apenas as mais recentes (leia-se “Knights of the Cross” para frente, além de algumas do recém re-lançado “Heavy Metal Breakdown”). Mas isso não afetou o clima fantástico que pairava no DirecTV, e ficou cada vez mais alto com “Son of Evil”, “The Battle of Bannockburn”, “The Course of Jacques” e a nova “Grave in no man’s Land”. Vale ressaltar o excelente trabalho da cozinha de Jens e Stefan, e a habilidade de Manni (que só peca por ser pouco interativo com o público, mas compensa com sua técnica apurada), tanto nos temas novos como nas músicas antigas. Já Hans Peter é “a figura”. Estático, parado em frente a seu teclado, em nível mais alto do que a bateria, o mesmo consegue ser presente, discreto, e eficiente.
A balada “Yesterday” veio em seguida, sendo um dos pontos fracos do “set”, seguida por “Morgane Lefay”, “Symphony of Death”, a clássica “Witchunter”, “The Dark of the Sun”, e duas pedradas que mexeram com a galera: “Knights of the Cross” e “Twilight of the Gods”, encerrando o “set” normal.
Passados alguns minutos, aonde nem o forte ar condicionado do DirecTV conseguia resolver o pequeno problema da “sauna” presente, a banda retorna com força total, executando “Rebellion” (teve neguinho se matando nessa” e a nova e já clássica “The Grave Digger”, do cd de mesmo nome. Outra rápida pausa, e mais três pedradas: “Rheingold”, “The Round Table” e a mística “Heavy Metal Breakdown”, que encerrou um “set” abrangente, coeso e empolgante. As duas horas e meia passaram como se fossem 40 minutos, e neste momento víamos que se a banda resolvesse emendar mais duas horas a galera ainda teria fôlego. Nesta mesma hora, Chris anunciava que a banda ainda tocaria no dia 8 na Led Slay, num show extra.
Um grande show. Uma grande banda, com sua melhor formação (digo sem medo) e que gravou um excelente DVD, comprovando que o Grave Digger é como um bom vinho. Quem esteve presente se deu bem e ainda vai lembrar de tudo quando assistir o mesmo. Já quem não esteve... vai sentar e chorar...
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Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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