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Embora a vontade de ver um concerto desse tipo fosse grande, pouco mais de 400 fãs estiveram presentes ao clube Atlético Santista para prestigiar o Grave Digger. O evento que estava programado para ter os portões abertos às 18 horas acabou tendo um atraso de duas horas. Com o público comportado do lado de fora a entrada foi tranqüila e organizada. O salão do clube era muito grande, o que gerou uma impressão maior de casa vazia... mas tudo isso foi superado com a empolgação do público, que embora pequeno, agitava muito.
A primeira banda a subir no palco foi o Sagitta, que faz um Heavy Metal melódico bem semelhante ao do Stratovarius. A banda quebrou o gelo com algumas músicas bem feitas, que agradaram a maioria. Fizeram o cover do clássico “Rainbow in the Dark” do Dio e no final do show de pouco mais de 30 minutos, tiveram “problemas” com o som que foi desligado de forma precoce. Sem demorar muito, a já conhecida banda “Dragonheart” subiu ao palco para fazer um show impecável, porém também curto. Com o público já devidamente aquecido, os músicos conseguiram cativar os fãs santistas. A apresentação foi encerrada com o cover de “Into The Storm” da banda alemã Blind Guardian. Ficou no ar aquela vontade de ver uma apresentação maior do Dragonheart no litoral.
Às 22 horas o público já se apertava próximo ao palco, esperando a entrada da principal atração da noite: Grave Digger. Dez minutos depois já tocava a introdução “The Ring”, do álbum “Rheingold”, enquanto o tecladista desfilava pelo palco, com uma capa e todo maquiado. O show começou com a faixa título do álbum mais recente, “Rheingold”. Interessante que embora não seja uma banda tão popular, a grande maioria dos que estavam presentes no local conhecia as músicas de cor e agitava muito. Chris Boltendahl com um grande carisma andava de um lado para o outro do palco, com uma presença invejável, porém, o que mais impressionava mesmo era o baterista Stefan Arnold, dono de uma grande precisão! Impressionante a forma que ele tocava, fazendo malabarismos com as baquetas quase o show todo. O setlist teve músicas como “The Dark Of Sun”, “Son Of Evil”, “Lionheart” na seqüência.
A faixa “Valhalla” obteve uma grande aceitação dos fãs e foi cantada por todos – sinal de que o disco novo agradou. Apesar de ser uma tour do álbum “Rheingold”, a banda despejava músicas de discos anteriores, como “Maidens Of War” e “Witch Hunter”, mas foi em “Excalibur” que a galera soltou a voz e sacudiu (literalmente) o chão do clube. Algo parecido com isso só aconteceu quando Chris anunciou como última música da noite o maior clássico da banda: “Rebellion”. Manni Schmidt (g) e Jens Becker (b) cuidaram para manter o peso dessa música que ficou bem semelhante à versão original, já que o público fazia o refrão (em coro) de forma ímpar.
Ao coro de “Digger, Digger...” os integrantes voltaram ao palco para tocar a belíssima “Twilight Of The Gods”, do novo álbum. A segunda faixa do bis foi “The Round Table” que dava a impressão de fim show. Mais uma vez a banda saiu e voltou para fechar a apresentação com o hino “The Grave Digger” e com o clássico absoluto “Heavy Metal Breakdown” que foi festejada pelos fãs.
Uma noite em Santos que parecia que seria um fracasso acabou transformando-se em algo memorável. Foi provado que a cidade tem um bom cenário para o Heavy Metal internacional e que tem condições de fazer shows bem organizados. Que venham mais bandas para o litoral paulista!
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Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.
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