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Fotos por Anderson Guimarães

O fato de terem feito um show com uma parafernália técnica muito exigente em São Paulo e a forte chuva contribuíram para um atraso de 50 minutos na apresentação, que se iniciou às 21:20 com a intro “Ancient Winds” e o público indo à loucura. Notamos logo de início que não haveria os efeitos na mesma escala do show de SP, por motivos óbvios. Seguiram-se “Here I Am”, “Distant Thunder” e “For Tomorrow”, na mesma seqüência do show anterior, só que com uma sensível diferença. A banda está muito mais entrosada desta feita, com André cada vez mais um verdadeiro agitador, acompanhado pela empolgação de Hugo e Luís, e Ricardo com suas batidas massacrantes. O público desta vez cantava todas as letras, o que motivou muitos agradecimentos por parte de André, visivelmente emocionado. “Time Will Come” seguiu no pique e em seqüência tivemos um excelente e muito bem executado “medley” de músicas do Angra, com “Silence and Distance” (o público ficou maluco), Carolina IV (em parte), “Time” (que também levou o público à loucura), um pedacinho da introdução de “Wings of Reality”, emendada com “Lisbon” na íntegra, cantada em uníssono pela platéia.

O Shaman volta à sua formação básica para a execução das músicas “Blind Spell” e “Ritual”, com um público que não parava de agitar, e André apresenta mais um convidado, o guitarrista e produtor Sascha Paeth, e a banda emenda “Crazy Me?” do projeto de Sascha e André, Virgo. Particularmente não gosto do Virgo, mas a música foi muito bem executada pela banda. Sai Sascha, mas entra mais um convidado, e esse provoca loucura nos presentes: Mr. Tobbias Sammet, vocalista do Edguy. André assume o teclado e os dois levam “Inside”, do projeto Avantasia, fazendo o público urrar. Outra do Avantasia, “Sign of the Cross” (com um público ensandecido) e André assume sua função de líder religioso, conclamando todos “a rezarem pela salvação de suas almas” (Luís aproveitou para fazer o símbolo dos chifres com as mãos) e junto com Tobbias levam “Pride”, aonde André aproveitou para criticar a “chamada rivalidade que existiria entre as bandas de metal”. Noto que as músicas do Shaman ficaram mais agressivas, com algumas camadas de teclados dando lugar ao peso das guitarras de Hugo, o que ficou muito bom mesmo, a banda se acertou e fazia um show impecável.

André aproveita para se desculpar, pois não foi possível trazer os outros artistas convidados (Michael Weikath e Andi Deris do Helloween) devido a compromissos assumidos anteriormente, mas avisa que “o Tobbias sabe cantar esta música”) e levam “Eagle Fly Free”, que ficou bem executada, com André e Tobbias dividindo os vocais. Sem malhar Mr. Sammet, André mostrou porque é uma das melhores vozes do metal nesta música. O final foi apoteótico, com todos os convidados juntos tocando “Breaking the Law” do Judas Priest.

Ainda pude bater um bom papo com Sascha Paeth, que comentou que atualmente se dedica mais a produção, e que o Heavens Gate poderá voltar um dia, aproveitando para dizer que músicas novas do Virgo sairão em breve. Tobbias também foi muito gentil com todos, mostrando sua felicidade em tocar no Rio, prometendo voltar com sua banda (que já tem seis músicas finalizadas para um novo cd) no final do Ano.


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Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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