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A passagem da banda Nightwish pelo Brasil pode ser descrita como um sucesso absoluto. Casa cheia em quase todas as cidades, fãs com empolgação a mil, uma banda coesa e bem entrosada, e a vocalista Tarja Turunen cada vez mais perfeita em suas interpretações. Mas um momento especial deve ser creditado à primeira visita desta banda à cidade maravilhosa. A empolgação da banda, que tinha viajado durante quatro horas na noite anterior, somada à loucura e ao “frenesi” dos fãs, provocou uma química perfeita, empolgante, e até emocionante.


Às 15 horas, dito e feito: Nightwish no Rio. Tarja, Tuomas, Jukka, Emppu e Marco chegavam à Hard N'Heavy. A emoção foi total. Fãs em estado de êxtase gritavam o nome da banda e o nome da vocalista e dos demais integrantes. A entrada na loja teve que ser rápida. Mas tão logo os finlandeses adentraram o recinto, percebeu-se a emoção de muitas pessoas. Muitos fãs chegavam a chorar, só de ter visto a banda passar.


Terminada a tarde de autógrafos, vamos ao show: O Atl Hall, recém reformado, teve sua capacidade reduzida para 7000 pagantes. O show teve 3500 a 4000 pessoas, o que para um show de metal no Rio de janeiro é algo muito inspirador. Os portões foram abertos às 20h30, sendo que o show de abertura começaria as 21h00, o que motivou a formação de uma fila gigantesca na entrada, mas tudo correu sem maiores rebuliços (além dos que são comuns a qualquer evento).
Às 21h00, a banda de Manaus, Glory Opera, subiu ao palco para aquecer as turbinas para a grande noite. Executaram 5 temas em 30 minutos, sendo um cover do Symphony X e outro do Angra (“Nothing to Say”). A banda é competente, o vocalista tem um timbre de voz potente, muito inspirado em Michael Kiske, o baixista e os guitarristas são virtuoses. Mas em seus temas a banda demonstra um excesso de virtuosismo que algumas vezes chegou a ser entediante. Temas que começavam rápidos e empolgantes descambavam para solos intermináveis de guitarra e teclado, e para diversas quebradas de andamento por toda a música. Se abandonassem um pouco o excesso de vituosismo e tocassem mais “direto”, o show seria perfeito, pois a banda soube agitar os fãs, que berravam o tempo todo “Cadê o cd! Cadê o cd!”. Um show mediano, mas que serviu para aquecer a galera para o que estava para vir.

“End of All Hope”, também do novo cd é a seguinte, e o heavy metal com influências clássicas da banda conquista a galera de vez, que canta as músicas em uníssono. Músicas como “Come Cover Me” e “Kinslayer” do cd “Wishmaster” agradam em cheio a multidão, e rodas começam a serem abertas, para que todos possam por para fora sua empolgação. Outros temas de “Wishmaster”, como “Deep Silent Complete”, “Sleeping Sun” e a faixa título (a última, que arrancou urros da platéia, que a pedia a todo instante) também funcionaram muito bem ao vivo, assim como as faixas “10th Man Down” e o cover de “Over the Hills and Far Away” (que incendiou a galera, sendo berrado por todos).

O fim do show, com “Wishmaster”, acabou com a maratona de “10 dias e meio” no Brasil, que Marco declarou a platéia, prestando, junto com Tarja uma justa homenagem à equipe técnica, que cumpriu bem seu serviço, dando à banda condições de luz e som muito boas, com exceção imperdoável dos vocais de Tarja nas duas primeiras músicas.

Agradecimentos:
A Beto Rabelo, da Top Link, Alexandre Vilela e Paulo Sondermann da Hard N'Heavy, e principalmente a Tarja Turunen, Jukka Nevalainen, Emppu Vourinen, Marco Heitala e Tuomas Holopainen, por nos propiciarem momentos fantásticos.


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Fotógrafo do site, também finaliza o bacharelado e licenciatura em História na PUC-Rio. É uma figura conhecida na cena carioca, mais odiado do que amado. Gosta de incomodar, assim como também gosta de HammerFall, Rammstein, Ivory Tower, Accept, Soilwork,Scorpions e Grave Digger.
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