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Fotos por Pedro Fraga Bomfim

Com um atraso de pouco mais de meia hora, entra em palco um dos maiores showman do rock. Vestido em uma capa de vinil, usando um capacete com visores e holofotes (isso sem contar com diversos apetrechos que piscavam e emitiam lasers), Steve inicia mais um dos seus sempre geniais shows.
Divulgando o já não tão novo álbum The Ultra Zone, Vai começa essa maratona guitarrística com Here I Am, música na qual também canta, seguida imediatamente da música título, The Ultra Zone (que gerou revolta de fãs por ter uma batida meio techno), já mostrando o que ocorreria depois: domínio e fascínio completo do público.
Pois Steve Vai não é humano. Ele deve ter vindo de algum planeta onde as pessoas tocam guitarra, tem mãos enormes e uma musicalidade aprimoradíssima. Ou isso ou ele conviveu com Frank Zappa (eheheh :o)).

Vai desenterra Salamanders In The Sun, do seu primeiro álbum, em contraste com a música seguinte, a “stevierayniana” (que expressão horrível ...) Jiboom.
Momento de alívio para todos os guitarristas: solo de bateria. Chris Frazier manda ver, mostrando porque é um dos bateristas que Vai escolhe para gravar as poucas faixas de seus álbuns que não contam com bateria programada.
Vai retorna ao palco com outra belíssima música, Window To The Soul. Aching Hunger (outra das que ele assume os vocais) vem em seguida, fazendo ponte para The Blood And Tears (a maravilhosa música de abertura do Ultra Zone). Vai retorna ao microfone para Little Alligator (óbvio que sem abandonar as seis cordas) e ainda toca violão de forma assombrosa em uma parte da Fire Garden Suite.

Outro grande momento do show: Voodoo Acid. Vai traz ao palco uma tradutora, para poder explicar a história dessa música. Ele simula a reação de uma garota que é convidada a ir a um show dele pelo namorado : “Quem diabos é Steve Vai? Aaahh, é aquele cara que tocou no Whitesnake e com o Dave Lee Roth, né ? (nesse momento a banda começa a executar Jump, fazendo o público todo cair na gargalhada) Ah, eu não vou não, deve ser só barulho de guitarra! Eu quero ver é o Rick Martin !”

Vai prova ser um músico completo (pra quem ainda duvidava) e generoso, dividindo o palco com David Welner (guitarra), Eric Goldberg (teclados), Philip Bynoe (baixo) e o já citado Chris Frazier, dando espaço para todos aparecerem. Só que mesmo assim, ninguém consegue, nem por um milésimo de segundo, causar sombra sobre o brilho e genialidade do maior guitarrista do planeta.
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