Nota: 7 






O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.
Muita expectativa me cercava antes desse show, afinal, foi divulgado que
haveria um set acústico, nova versão de Make Believe e músicas que não
tocavam há tempos.
"Never Understand" eu pensava, afinal, é minha música preferida do Angra e
eles nunca tocam ela ao vivo.
O show foi no Credicard Hall, nova casa de espetáculos em São Paulo, o lugar
é muito bom, o som estava excelente, um dos unicos lugares com ventilação
boa e quase boa localização, enfim, legal, mas ainda existe o Via Funchal.
Antes do show conheci mais alguns "whiplashers", mas isso não vem ao caso.
Após a introdução com o tema do Armageddom, cai as cortinas e a banda entra
no palco com Wings Of Reality, uma das melhores músicas do Fireworks.
Não consegui ouvir uma das guitarras, mas isso foi logo resolvido.
A banda ao vivo é impecável, junto a música, eu ouvia também "André, você é
lindo" mas isso sempre aconteceu nos 5 shows do Angra que pude presenciar.
Com a balada heavy Lisbon, o som já estava excelente, e todo mundo cantou com
André Matos a música.
A partir disso, o público meio que esfriou, o porque eu não entendi.
Seguem-se clássicos da banda, as pauladas Nothing To Say e Metal Icarus e a
excelente Angels Cry, que da nome ao primeiro e melhor álbum da banda.
Gentle Chance é tocada, mas poderiam ter trocado essa música por algum outro
clássico, como Streets Of Tomorrow, Freedom Call ou Queen Of The Night, a próxima
música me emociona, a épica Carolina IV, minha segunda música preferida
da banda, no meio da música, após a parte de flauta, inicia-se o solo de Luis
Mariutti, atualmente mais conhecido por Jesus Cristo, como sou baixista,
prestei atenção no solo e acho que nunca vou esquecer o que ouvi, Luis é
com certeza um dos melhores baixistas do Brasil, tem a velocidade de Steve Harris,
a precisão de Geddy Lee e técnicas avançadas.
Ricardo Confessori inicia seu solo, solos de bateria nunca fizeram minha cabeça
mas o Ricardo me impressionou, dando demostrações de virtuose e mostrando o que
pode fazer.
Após isso, Luis Mariutti aparece novamente no palco e junto com Ricardo fazem
uma demostração do que pode a "cozinha" do Angra.
"Bom, as surpresas vão ficar para o final", eu pensava.
A mediana Paradise é tocada, também poderia ter sido trocada por algum clássico.
As caixas de Ricardo entram em ação, enfim iria ouvir a "nova versão" de Make
Believe, que de nova não existiu nada, mesmo os boys presentes no Credicard
conhecem essa música e cantaram junto com André Matos o refrão.
Após um solo de piano por André, a banda volta para tocar o fim de Carolina
IV, uma das coisas mais criativas que o Angra já fez.
É tocada a excelente Time, do álbum Angels Cry e um solo de guitarra perfeito
de Kiko Loureiro, Rafael se junta a ele e após um duelo de guitarra, é tocada
Petrified Eyes, uma das melhores músicas de Fireworks.
Tocam Evil Warning e o clássico supremo, Carry On, que fez todos agitarem.
A galera pedia "Painkiller!!!" pela segunda vez, ela é tocada, André deixa o
público cantar boa parte da música, esperto ele.
Tocam Mistery Machine e o show acaba com Fireworks.
Um dos momentos mais belos do show, foi somente André e Rafael no palco
tocando Reaching Horizons, numa excelente versão.
Ponto negativo para a organização do Credicard Hall, pois não havia como obter
informações sobre os próximos shows.
Depois disso, fomos ao Black Jack ver o Henceforth, na minha opinião, foi
melhor que o próprio Angra, tocaram músicas próprias e alguns covers.
Espero ve-los novamente após a gravação de seu CD.
www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.
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