Para quem não conhece o Tavastia, este é com certeza o lugar mais famoso da Finlândia para shows, memorável pelos músicos que passaram por lá. Tocar no Tavastia é uma honra. Estar no Tavastia pela primeira vez é emocionante. E é o lugar ideal para ver os históricos Hanoi Rocks. Michael Monroe é uma lenda na Finlândia. E eu não podia perder isso.
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O show foi iniciado pela banda Bloodpit. Apesar de ainda não serem famosos mundialmente, esta banda está conquistando público por seu som bem executado e pegadiço, não caindo em nenhuma definição: não posso dizer que seja gótico, nem hard rock, muito menos pop. Mas é com certeza uma mescla bem estruturada de todos esses estilos. Apesar da banda ser relativamente nova, ela já está em seu segundo CD, Off the Hook, lançou vários singles, um DVD ao vivo, além de participar da trilha sonora do jogo NHL 2007. Nada mal para músicos tão jovens.
Os destaques do show foram “Wise men don´t cry” e “Off the Hooks”. O vocalista Antti Ravín possui uma empatia invejável com o público, principalmente levando em consideração que os fãs esperavam ansiosamente pela gang de Michael Monroe. O baixista Aleksi Keränen me lembrou em várias ocasiões Nikki Sixx, não por imitá-lo, mas por sua energia interminável e movimentação constante. Para “tímidos Finlandeses”, eles mostraram que estão prontos para conquistar o mundo. A banda é ainda formada por Paavo Pekkonen e Petri Hiltunen nas guitarras e Alarik Valamo na bateria. Vale notar que Alarik não parece ter mais de 18 anos, mas já é um baterista poderoso.
Sugiro que os fãs de hard rock finlandês busquem mais sobre esta banda. Ouviremos muito sobre eles, assim creio. Mais informações em http://www.bloodpitband.com.
Mas o show do Bloodpit foi apenas o aperitivo e estávamos todos mais que famintos pelo prato principal. Hanoi Rocks não se mantém vivo e a toda força por tanto tempo por nada. Eles sabem muito bem o que fazem e não há falhas nesse espetáculo visual e musical. Eles manipulam o público como verdadeiros mestres e todos os fãs saíram claramente satisfeitos.
A banda conta atualmente com Andy McCoy e Conny Bloom nas guitarras, Lacu na bateria, Andy Christell no baixo e obviamente o líder Michael Monroe. Eles definitivamente provaram que idade não significa nada: são como vinho, eles ficam ainda melhores com o tempo.
Com o CD "Street Poetry" tocando sem parar em todas as rádios da Europa, já era esperado o show lotado e o público fervoroso. Michael não deixou nada a desejar: movimentou-se todo o tempo, fazendo todos dançarem e cantarem com ele.
Apesar do show estar claramente focalizado no último CD, não faltaram alguns dos clássicos. Infelizmente, para tocar tudo que todos desejavam, eles teriam que fazer um show de umas 4 horas. Sempre falta algo.
O set list foi formado por:
Fumblefoot and Busy Bee
Hypermobile
Malibu Beach
Street Poetry
Highwired
Day Late a Dollar Short
Bad News
Power of Persuasion
Teenage Revolution
High School
Fashion
Transcendental Groove
Back to Mystery City
This One’s For R’n’R
People like Me
Don’t You Ever Leave Me
Tragedy
Boulevard of Broken Dreams
Oriental Beat
Bis
Powertrip
Obscured/Motorvatin Up
Up Around Bend
Apesar do Glam ser um estilo em extinção de acordo com vários críticos, o Hanoi Rocks conseguiu mais uma vez provar que as definições são meros nomes e que a boa música permanece eternamente, não importando o mercado e os críticos. Muito bom trabalho.
Mais informações sobre a banda em http://www.hanoirocks.info.
www.diaderock.com.br: Veja as fotos de quem foi no show e compartilhe as suas.
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Rockeira desde o berço e jornalista e fotógrafa por amor à arte, Patty Toledo iniciou como Correspondente internacional da Rock Brigade na Alemanha de 91 a 93. Trabalhou como freelancer para várias publicações em todo o mundo e até se aventurou no mundo da Produção de shows, mas abandonou por ver que não era seu talento natural. Agora, na Finlândia, pretende descobrir cada vez mais sobre esta cena de Rock tão rica e trazer aos fãs do Whiplash o que há de melhor e mais criativo no mundo escandinavo.
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