Bowie e Lemmy: os grandes estão em extinção

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Por Fernando Moraes
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Os últimos dias não têm sido fáceis no mundo do Rock. Em questão de dias, perdemos para o câncer Lemmy Kilmster e, recentemente, David Bowie. A morte de dois grandes herois em seu gênero causou comoção entre fãs e repercutiu mundialmente. Foi-se o tempo em que os grandes astros, a exemplo de Jimi Hendrix e Janis Joplin, sucumbiam às drogas. Agora é a velhice e as doenças relacionadas a ela que nos tiram nossos ídolos. A questão é: as próximas gerações serão capazes de criar tamanha comoção quanto causam os artistas clássicos?

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Que, naturalmente, notícias como a perda de personagens consagrados serão cada vez mais corriqueiras a partir de agora, não resta dúvidas. A idade chega para todos e um dia não teremos mais McCartney, Jagger e Keith Richards (Bem, talvez ainda tenhamos Keith Richards por muito tempo).

Como forma de homenagem, nós da Rota Ventura fizemos questão de registrar um vídeo com um trecho da música “Heroes” no dia da morte de Bowie. Mas sabemos que cada um dos grandes nomes que se foi deixou sua contribuição artística e cultural, legados impossíveis de serem copiados por outros que ainda virão.

E por falar nos que vêm e ainda virão, é muito interessante o que o estudioso da comunicação e autor do livro “Marketing e Comunicação da Era Pós-Digital”, Walter Longo, fala sobre a sociedade contemporânea. Segundo o escritor, “relações, marcas, comportamentos, preferencias, tudo surge e desaparece em ciclos cada vez mais curto”.

Isto explica o fato de surgirem cada vez mais novos ídolos, novos estilos, e que duram apenas um verão ou carnaval. Outros duram mais tempo, seja pela raiz que representa, como o sertanejo universitário (que, cedo ou tarde, também desaparecerá).

Mas, e daqui a algumas décadas, quando os ídolos de hoje começarem a partir desta para melhor. Será que alguém ainda lembrará deles? Será que deixarão alguma contribuição para a sociedade de então? Ou será que acontecerá um fenômeno parecido com o que ocorreu com aquele cantor sertanejo que ninguém conhecia até que sua morte em um acidente chamou atenção nas redes sociais e depois ficou famoso nacionalmente de maneira póstuma?

Penso que provavelmente, independentemente do estilo de música, não haverá mais nomes de tanta representatividade capazes de tamanha comoção no futuro. Não porque não tenham trabalho de qualidade que poderiam revolucionar ou se tornar referência. Mas, sim, porque a as coisas mudaram, mudam e continuarão a mudar de maneira cada vez mais rápidas. Sorte a nossa que pudemos acompanhar o trabalho de tanta gente especial, cujos nomes têm lugar garantido na história da música.

Rock Brasil

Para não falarmos apenas de morte, um evento bem bacana acontecerá em Osasco-SP no próximo dia 30/01, no Centro Cultural Grande Otelo. Com as bandas Rota Ventura, Civilhans, Line Alt e Asas Mundanas, o festival Rock Brasil 2016 promete ser o grande evento de bandas autorais da cidade neste primeiro semestre. A entrada é apenas R$ 5 e um quilo de alimentos não perecíveis. Outros detalhes na agenda deste site.

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Sobre Fernando Moraes

Jornalista e Relações Públicas, Fernando Moraes é também músico independente, vocalista e guitarrista da banda paulista Rota Ventura. Amante de Rock, de música de qualidade e entusiasta dos artistas autorais, seus artigos falam sobre o cenário do novo Rock Nacional e os desafios daqueles que fazem de tudo para que grandes bandas continuem surgindo e mantendo vivo o estilo de som mais amado de todos os tempos.

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