Whiplash.NetMenuBuscaReload

Metallica: Em 2010, o show que matou a sede dos brasileiros e entortou a minha vida

 Compartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Marcello Cohen
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Por vezes o tempo passa sem que dê tempo de respirarmos. Confesso que me assustei quando olhei que dia era hoje, e percebi que já se passaram 5 anos do show do Metallica em 2010, no estádio do Morumbi. A apresentação em questão é na minha vida relacionada ao Rock N'Roll um verdadeiro marco.

Metallica: vídeos oficiais de Beijing, na ChinaSlipknot: as mulheres da vida dos integrantes da banda

Imagem

Prestes a completar 18 anos, já tinha assistido a alguns shows históricos, como o do Pearl Jam em 2005, dos Rolling Stones em Copacabana em 2006, Scorpions em 2008 e Faith no More em 2009, para citar alguns. Dentro do Heavy Metal, minha experiência não passava do histórico show do Iron Maiden em 2009, Shaman durante a turnê do Reason e Angra lançado o duvidoso Aurora Consurgens, ambos em 2006. Naquele começo de 2010 eu já amava Metallica, Iron Maiden e Black Sabbath, e começava a conhecer de verdade o estilo de música mais extremo e perfeito que existe. Mesmo assim, muito longe do que eu conheço e aprecio hoje. Bandas como Pantera, Slayer, Megadeth, Anthrax, Sepultura, Motley Crue e Def Leppard começavam a ser melhor exploradas por mim, mas o Metallica já era a banda do coração desde 2008, sendo que já escutava ela desde 2004, então com 12 anos. Na época, uma viagem para São Paulo era algo inédito, que tentei no show do AC/DC em 2009, mas acabei frustrado na busca por ingressos. Quando veio o anúncio do show do Metallica, depois de tantos anos de espera, simplesmente pirei.

Consegui meu ingresso no único setor que ainda estava a venda para o dia 30, uma arquibancada distante no enorme estádio do Morumbi, mas estava de ótimo tamanho. O contexto do show na vida dos fãs da banda, que esperavam desde 1999 pela volta era especial. Me recordo que o anúncio caiu como uma bomba, que somada a decepção causada pelo cancelamento em 2003, fez os ânimos se acirrarem nos meses que antecederam a tour. A principio, seriam dois shows, dia 28 de janeiro em Porto Alegre e 30 em São Paulo. Com a venda absurda para o dia 30, São Paulo ganhou um show extra dia 31.

Os dias se arrastaram, até que embarquei, conheci a cidade, tomei uma quantidade considerável de cerveja e dei de cara com um mar de camisas pretas nas ladeiras que dão acesso ao Morumbi. Muitos cambistas queriam se livrar de suas entradas, já que com o show extra ainda tinham ingressos na bilheteria. Foi ai que negociei minhas entradas para a arquibancada, numa troca vantajosa financeiramente com o pouco dinheiro que eu e meu pai tínhamos. Acabei indo para a pista comum, e com o estádio já cheio faltavam poucos minutos para o início do show. Fiquei bem distante do palco, algo que compensei no Rock in Rio do ano seguinte.

A reação dos fãs assim que o riff espetacular de Creeping Death estourava os tímpanos foi algo realmente inesquecível e único. Dava para perceber a felicidade e ansiedade de todos, e a emoção me arrepia até hoje. Na tour de Death Magnetic, o setlist mudava constantemente, algo ótimo, e ninguém poderia prever o que aconteceria a cada show. A banda tava numa forma fantástica na época, ainda melhor do que nos retornos no Rock in Rio 2011 e 13 e no mesmo estádio em 2014, com sets mais previsíveis. A espera valeu. A introdução de For Whom the Bell Tolls fez até quem estava parado pular, assim como os hinos Enter Sandman, Master of Puppets e Seek And Destroy. Os efeitos pirotécnicos eram absurdos, assustadores e mais quente que o inferno, como diria o Kiss. As chamas de Blacked e os tiros de One arrepiaram, assim como petardos do nível de Motorbreath, Four Horserman e Harvester of Sarrow. Foi uma noite marcante, emocionante e única.

Todos que fizeram parte da história volta do Metallica ao Brasil lembram com muito carinho destes shows, que motivaram 3 retornos breves nos anos seguintes e a certeza de que nunca mais ficaremos 11 anos sem ver a banda. Posso falar que o show também foi um marco na minha vida, e minha paixão definitiva pelo Heavy Metal e pelo Metallica ultrapassaram os limites da razão desde então. Hoje já fui a outros 4 shows, tenho tatuagem, toda a discografia, inúmeros dvd's e mais alguns itens relacionados a banda, que segue a pelo menos 7 anos da minha vida como a preferida. A reação das pessoas me marcou, e depois dali vieram incontáveis shows de Heavy Metal e uma vida definitivamente alterada em torno de um estilo de música. O que já era um grande prazer virou vício, que sempre aumenta com o passar dos anos. Tenho certeza que a cada dia 30 de janeiro, até o dia da minha morte, lembrarei com carinho do show que eternizou meu amor pelo Metallica e pelo Heavy Metal.

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

 Compartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

James Hetfield
Metallica nunca vai regravar os álbuns clássicos

Metallica: vídeos oficiais de Beijing, na ChinaMetallica: e se a banda soasse como o Blink-182 ou Green Day?Metallica: doidos pra tocar em estádios novamenteMetallica: veja making of de "Halo on Fire"Metallica: veja o "making of" de "Am I Savage?"Todas as matérias e notícias sobre "Metallica"

Metallica
Rick Rubin explica como fez banda voltar as raízes thrash

1997
15 discos de rock/metal que completam 20 anos de lançamento

Metallica
Confira o discurso de Robert Trujillo no Grammy

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 30 de janeiro de 2015
Post de 30 de janeiro de 2016
Post de 30 de janeiro de 2017

Todas as matérias da seção OpiniõesTodas as matérias sobre "Metallica"

Slipknot
As mulheres da vida dos integrantes da banda

Metal/Hard
Alguns dos maiores e melhores vocalistas atuais

Guns N' Roses
Por dentro do luxuoso avião privado da banda

Metallica: veja entrevista de James Hetfield no Danilo GentiliNikki Sixx: "Jon Bon Jovi é um cuzão metido a besta"Cinema: as 11 melhores bandas fictícias das telonasMick Jagger: dando em cima de uma Katy Perry quase adolescente?Slayer: o processo por família de adolescente assassinada em 95Kiss: de onde os palcos de Lady Gaga e McCartney vieram?

Sobre Marcello Cohen

Carioca de nascimento, Marcello é apaixonado por Rock desde seus 12 anos, quando aprendeu a gostar de Beatles, Rolling Stones, Queen, AC/DC, Metallica, Iron Maiden e Black Sabbath, bandas que até hoje são as suas preferidas. Amante de bandas de variados estilos de Heavy Metal, Hard Rock e Classic Rock, escreve no blog Coração de Metal, nome que rende homenagem ao pioneiro Stress.

Mais matérias de Marcello Cohen no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online