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Uma certa vez, parei pra pensar em algo curioso que nossas bandas preferidas nos proporcionam ao longo de suas carreiras. Naturalmente, o original sempre é copiado ou deixa algum tipo de "herdeiro", uma espécie de continuação daquilo que foi criado. Dentro do metal isso é muito comum, surge uma banda, depois dentro da própria banda surge outra, ou os próprios membros decidem criar um novo projeto... e por aí vai.
De uma única banda, podem surgir várias. E percebe-se que algumas bandas possuem ligações extremamente fortes umas com as outras, chegando a acontecer um "troca-troca" de músicos? (No bom sentido, é claro). Veremos um exemplo disso em outra postagem.
A divisão de uma banda, seja por motivo de brigas ou por uma separação amigável, pode trazer até um benefício para quem procura por bandas novas. Entrando fundo neste fato curioso, vamos pegar alguns exemplos ao longo das carreiras de algumas banda que conhecemos.
Começaremos pelo ANGRA. Formação clássica da banda:

O Angra começou com a formação clássica, Andre Matos (vocais), Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Luiz Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria), esta foi a formação que ficou registrada, pois antes mesmo de lançarem "Angels Cry", os músicos Andre Linhares (guitarra), Marco Antunes (bateria) e André Hernandes já passaram pelo grupo em sua fase inicial. Outro músico que chegou a gravar com a banda, gravando o "Angels Cry" inteiro, foi o baterista do RHAPSODY OF FIRE, Alex Holzwarth.
Até aí tudo bem, agora vamos começar a "picotar" as coisas, depois de um certo tempo, mais precisamente após os álbuns "Holy Land" e "Fireworks", as coisas começaram a tomar um rumo diferente. Depois de alguns desentendimentos entre alguns membros da banda e o empresário, os primeiros indícios de uma separação começaram a ganhar forma.
Até que culminou na separação da banda. Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt decidiram ficar com o empresário e continuar, já Andre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori, juntamente com o tecladista do Angra durantes as turnês (Fabio Ribeiro) decidiram cair fora.
Formação do Angra depois da separação:

Daí surgiu o SHAMAN. Formação clássica da banda:

Com o Angra seguindo seu caminho, agora com Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli, Aquiles Priester e Edu Falaschi na nova formação, Andre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori montaram o Shaman, com a adição do irmão de Luis, Hugo Mariutti na guitarra e Fabio Ribeiro seguindo nos teclados.
Após o sucesso do álbum de estréia da banda, "Ritual" seguido por "Reason" (que culminou até em uma mudança no nome da banda, acrescentando mais um "A"), aconteceu que houve uma nova separação. Dessa vez, Andre Matos, Luís Mariutti e seu irmão Hugo Mariutti, decidiram sair do grupo, ficando apenas Ricardo Confessori, com sua versão do novo Shaman. Thiago Bianchi (vocal), Leo Mancini (guitarra) e Fernando Quesada (baixo) foram os novos membros escolhidos.
Formação atual do Shaman:

Beleza. Até aqui duas bandas foram criadas a partir de uma. Angra e Shaman. Mas outro fato chamou a atenção, Aquiles Priester, até então baterista do Angra, decidiu se dedicar à sua, agora principal banda, o HANGAR, junto com o tecladista Fabio Laguna, que também estava no Angra, como tecladista de turnês (após Fabio Ribeiro sair e acompanhar Andre e companhia no Shaman). E com isso tudo acontecendo, Andre Matos já estava apresentando sua banda solo, ou seja, mais uma banda surgindo. Sem contar que mais tarde o baterista Ricardo Confessori anunciava sua volta para o Angra.
Agora vamos para a carreira solo de Andre Matos. Formação clássica:

Andre Matos, juntamente com os irmãos Luís Mariutti e Hugo Mariutti, seguiram novos horizontes, montando mais uma banda nova. Então ingressaram no grupo os músicos André Hernandes (guitarra), Rafael Rosa (bateria) - que foi substituído rapidamente por Eloy Casagrande - e Fabio Ribeiro (teclado).
Mas no meio de tudo isso, outra banda com músicos citados aqui, também já fazia seu trabalho. O HENCEFORTH trazia em seu line-up Hugo Mariutti e Luís Mariutti.

Voltando à carreira solo de Andre Matos, uma pequena mudança no line-up também aconteceu, onde os músicos Luís Mariutti e Eloy Casagrende deixaram a banda. Luís decidiu seguir com trabalhos diferentes e Eloy hoje integra o SEPULTURA. Em seus respectivos lugares entraram Bruno Ladislau e Rodrigo Silveira.

Conclusão (ou Confusão):
Agora que vem o curioso. Tentando resumir tudo isso, fazendo uma breve recapitulação, tudo começou no Angra. O Angra contava com Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Andre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori. Esses últimos três saíram e montaram o Shaman, junto com o tecladista que também fazia turnês com o Angra (Fabio Ribeiro). Depois no Shaman, houve outra separação - Andre, Luís, Hugo e Fabio Ribeiro saíram, ficando somente o Ricardo com seu novo Shaman.
Nisso tudo, esses quatro saíram e montaram a banda solo de Andre Matos, juntamente com André Hernandes que também já tocou no Angra, bem no começo. Além de Eloy Casagrande, que também fez aulas com Aquiles Priester, até então baterista do Angra (que foi substituído por Confessori - anunciando sua volta para a banda).
Obs.: Alex Holzwarth, baterista do Rhapsody Of Fire, gravou o "Angels Cry" do Angra, e hoje, com a saída de Edu Falaschi, o vocalista convidado que fará um show com a banda, é Fabio Lione, vocalista do Rhapsody Of Fire.
E com isso, essa bola de neve vai ficando cada vez maior, ultrapassando os limites da coincidência e nos trazendo novas surpresas.
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Nascido no interior de SP no dia 15/12/1986, em uma cidade chamada Ilha Solteira, Samuel Coutinho se entregou ao heavy metal logo na adolescência. Seu forte sempre foi o heavy metal melódico, variando desde o prog-metal até ao power-metal.
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