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Guns N' Roses e Black Sabbath: a velha mania das reuniões

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

De tempos em tempos, surge uma onda de “revivals” e reuniões no mundo da música. Anúncios na imprensa, burburinhos para todo o lado, disco e turnê promocional... Enfim, aquela formatação toda para os caras parecerem que estão numa boa e que farão tudo pela diversão. Ahã, sei. Nem tudo na vida é o que parece e, muito menos, o que a gente quer que seja.

Vejamos dois casos recentes, BLACK SABBATH e GUNS N’ ROSES. Enquanto o primeiro anunciou a reunião oficialmente, no ano passado, o segundo não diz nada, e, sequer fala em reunião publicamente. Contrariando as expectativas, Bill Ward, baterista do Sabbath, abriu a boca e mostrou o que realmente interessa numa reunião. Não sejamos hipócritas, afinal, é o dinheiro que move o show business. Entretanto, fica no ar aquela desconfiança, uma sensação de falta de bom senso e espírito roqueiro. Quanto ao Guns, é constrangedor. Após anos excursionando com uma banda totalmente reformulada, Axl Rose não deveria se render, e nem Slash. Que essa reunião não passe de uma “jam session” no palco do “The Rock and Roll Hall of Fame”.

Ora, tenha em mente as bobagens ditas sobre Guns N’ Roses nos últimos tempos. Eles ainda são odiados por meio mundo, e seguem com o estigma do pop rock (quem não ouviu Sweet Child O’ Mine?) e do hard rock casca-grossa do disco de estréia. Não há nada que possa manchar o nome da banda, já que ela mesma fez isso. Ou você imagina Axl Rose como jurado do American Idol? Ele mandaria longe uma turma dessas, por que está interessado em fazer o que bem entende, como sempre - uma das poucas pessoas que fazem isso no mundo da música. O preço que a banda pagou por sua sinceridade foi a obscuridade, não o limbo. Ver Guns N’ Roses na MTV novamente é o sonho de muitos fãs, o que não deixa de ser contraditório.

É nessas horas que recorremos à tríade imaculada do rock: BEATLES, LED ZEPPELIN e PINK FLOYD. Nosso amigo Lennon jamais toparia uma reunião facilmente, bem como Paul McCartney, que sequer compareceu ao famigerado “Hall of fame”. Robert Plant já declinou outra reunião, e todos sabem que para unir os remanescentes do Floyd, são necessárias muita paciência e dinheiro. O quê isso significa? Birra? Pode ser, mas, sobretudo, é personalidade. Talvez possa ser esse o caso de Bill Ward – tomara.

O Black Sabbath é uma lenda da música, e está em estúdio, convivendo novamente como uma banda. Agora, assistir a “formação clássica” (até esse termo já é motivo de discussão entre os fãs) do GN’R reunida com hesitação seria uma derrota e tanto da espontaneidade do grupo – independente do line-up. Mas, pelo menos no rosto de Steven Adler, veremos a fagulha do verdadeiro Rock N’ Roll.

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Sobre Eduardo Schereder

Eduardo Schereder, 23 anos, cursa o último ano de Publicidade e Propaganda, e é profissional da área de marketing. Apreciador da boa música, independente da época, crê que um dia os BEATLES lançarão um novo álbum, embora reconheça que é difícil. Também é fã de BEACH BOYS, METALLICA e outras bandas tão díspares quanto.

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