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A trajetória até conseguir se manter de pé e com honra equivalente aos velhos tempos foi árdua. A banda escolheu um novo vocalista que não conquistou de cara o público, foram necessários 3 albums de estúdio para que no 4º a aceitação de fato começasse a acontecer, e mesmo assim não significou aceitação à nova sonoridade da banda. As criticas a sonoridade e os pedidos de reunião com Max foram, e ainda são constantes. A saída de Iggor em 2006 do Sepultura não foi tão impactante e a chegada de Jean Dolabella foi muito bem aceita.
De 1998 até os dias de hoje, creditam-se 13 anos na luta para se reerguer e se manter de pé sem depender do nome Cavalera, e sem dúvida o responsável por todas essas conquistas e por hoje termos um Sepultura que faz jus ao jargão SEPULTURA DO BRASIL, atende pelo nome de Andreas Kisser.
O cara bateu de frente com todas as críticas, dificuldades, pedidos de reunião, gravadoras que não estavam dando a mínima para a banda e o mais foda de bater de frente, fãs que renegavam a banda.
Além de tudo isso, o cara mostrou que é fiel e leal aos seus companheiros, um cara de honra, que mesmo podendo fazer o retorno com os Cavalera mediante um contrato milionário não deixou que a ganância abalasse sua honra, e hoje ele colhe os frutos de tudo isso.
O Sepultura hoje faz parte da Nuclear Blast, sem dúvida a maior do ramo, que realmente se importa com eles e não apenas coloca seus discos nas lojas para serem vendidos como as anteriores vinham fazendo. Uma parte considerável da mídia como também uma parte considerável do público já respeitam o desejo da banda de não fazer uma reunião. E seu novo álbum KAIROS foi muito bem aceito mundialmente, a banda vem fazendo grandes shows em grandes festivais.
Começar a colher estes frutos é resultado de anos de luta árdua, perseverança e força de vontade da banda e principalmente de Andreas, mas além dessas conquistas coletivas, que não são mérito apenas dele, tenho que destacar os méritos pessoais conquistados por ele, que se não fosse por sua força e determinação em ir em frente não teriam sido conquistados. Andreas participou do Roadrunner All Stars, juntamente com outros renomados músicos como Rob Flynn, Dino Cazares, Paul Grey, Ripper Owens e vários outros, e chegou a montar uma banda com os dois últimos, o HAIL.
Recentemente ele foi convocado por Scott Ian, guitarrista do Anthrax, para substitui-lo na turnê de verão europeia da banda, da qual teve que se ausentar pois aguardava o nascimento da primeira filha com sua esposa Pearl Aday. Além de substituir Ian no Anthrax, uma de suas bandas favoritas, Andreas tocou alguns shows do Big 4 juntamente com outras três grandes influencias, Megadeth, Slayer e Metallica, fazendo parte também da famosa Jam com os membros dos 4 grupos.
Para completar com Chave de Ouro o ano de 2011, Andreas juntamente com o Sepultura subiu ao palco Sunset, do aguardadissimo Rock in Rio 4, para fazer uma apresentação digna de todos esses 13 anos de batalha, firmando o nome do Sepultura como maior representante do Metal brasileiro no mundo. E para completar suas conquistas pessoais, Andreas subiu ao palco no mesmo evento com ninguém mais ninguém menos que o Motorhead de Lemmy para fazer uma participação tocando guitarra.
Eu o vejo como um homem de luta e vencedor, o típico brasileiro que não desiste nunca e deve servir de exemplo para todos que estão na luta por suas conquistas e vitórias. Espero que cada brasileiro fã de música pesada como eu passe a ter essa consciência e passe a valorizar todas estas coisas e utilizar como exemplos de perseverança em suas vidas.
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Tiago "Shade" Saldanha, nascido em 25 de Julho de 1987, natural de Salvador, Bahia, atualmente mora na Alemanha. Shade é baterista profissional, iniciou na bateria aos 12 anos de idade e toca na banda alemã Riefenstahl. Ja trabalhou com bandas como Mystifier, Veuliah e Reflections Bleed. "Não vivo sem musica! Não importa o estilo, não precisa ser Metal ou Rock, so precisa me agradar. Meu Ipod é meu companheiro inseparavel e nele não pode faltar Pantera, Soilwork, Sevendust, Darkane, Death, Disturbed e outros. Minhas principais influencias na bateria são Peter Wildoer, Dirk Verbeuren, Vinnie Paul e Morgan Rose. Apesar de não saber tocar nem uma musica na guitarra, sou um grande fã de Dimebag Darrell, o maior musico de todos os tempos na minha visão e tenho uma tattoo em sua homenagem.
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