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Rock em Análise: Formato digital X Formato físico

Por Fábio Cavalcanti | Em 16/03/11
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O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

O assunto "música digital" já pode ser considerando um tanto clichê nos dias de hoje, mas ainda é uma questão pertinente, e que merece atenção especial. No caso deste que vos escreve, o despertar para o assunto surgiu após a leitura atenta de uma recente notícia, em que o cantor Jon Bon Jovi não escondeu sua opinião sobre o assunto, declarando que não gosta da forma como os arquivos digitais prejudicaram a indústria musical. Confira:

Bon Jovi: etariamente avançado, tecnologicamente atrasado

Fiquei feliz por ver que algumas pessoas ainda tem coragem de assumir que é difícil - talvez até impossível - aceitar tamanha mudança na forma de se consumir música. O que falar então da pirataria? Hoje em dia, a música digital está muito mais ligada à pirataria propriamente dita do que à indústria da música, o que já deveria ter resultado em uma mudança nas estratégias de vendas por parte das grandes gravadoras.

Agora, deixando o óbvio de lado, vamos dar crédito à opinião do Sr. Bon Jovi, afinal, a magia de "correr atrás" de um disco realmente foi perdida. Apenas as velhas gerações sabem como pode ser divertido frequentar uma loja de discos, do mesmo jeito que se frequenta qualquer outro local de lazer. Já as novas gerações, certamente devem estar estranhando o que está sendo redigido nestas "mal traçadas linhas"...

Se, por um lado, a música digital nos trouxe uma oportunidade incrível de conhecermos vários artistas - além de nos permitir realizar uma melhor "filtragem" daquilo que escutamos -, por outro, transformou o consumo de música em algo quase trivial, uma atividade vazia e sem qualquer prazer adicional...

Se você é um consumidor pleno de música digital gratuita, vai me dizer que não gostaria de passar pelo excitante "perigo" de comprar algo "no escuro"? Experimente pelo menos uma vez, e se não gostar, terá o seu dinheiro de volta... ou não!

Há quem diga que os defensores do formato físico não passam de "velhos conservadores", que não conseguem acompanhar as inevitáveis mudanças do mundo da música, e todo aquele "blá blá blá" que, na maioria dos casos, representa apenas uma mania descerebrada que a pessoa tem, de tentar se manter sempre atual e "antenada", descartando assim qualquer senso crítico sobre música em geral.

Tudo bem que os preços de CDs não são nada convidativos hoje em dia, mas você ainda pode encontrar algumas promoções bacanas por aí... Além do mais, do que vale o argumento do alto preço, se a mesma pessoa gasta mais de 50 reais em uma simples noitada com os amigos? Por que não dar uma chance à sua velha amiga música?

Ao contrário do que os fãs mais chatos de um artista costumam dizer, ter apenas um CD do mesmo já basta, mesmo que você tenha o resto da sua discografia em MP3. Se antigamente não havia necessidade de adquirirmos toda uma discografia original, por que o faríamos agora? Comprando um disco, você ajudará o artista, e continuará com seus queridos MP3, sem qualquer peso na consciência. Experimente!

Por fim, lembre-se: artista não vive apenas de show, e também precisa comer!

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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