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O rock nasceu como música de protesto. Depois de ser absorvido pelo sistema, o ciclo foi se repetindo. Black Sabbath, Ramones, Sex Pistols... Venom. Quando uma banda (ou movimento) se torna, digamos, inócua, é necessário que surja algo mais impactante, a fim de perpetuar a fama de ser "do contra". Mas o que era pra ser uma saraivada de pedras na janela do status quo acabou se transformando em algo hermético, de pouca visão.
Aqueles que dizem merecer determinados rótulos (Black Metal, por exemplo), que o verdadeiro metal é praticado pelo Judas Priest e blá blá blá deviam se lembrar do caráter libertário que uma guitarra distorcida evoca. O Venom criou um estilo de música que prima pela morbidez. Mas tudo aquilo era uma forma de ampliar os horizontes escrutinados pelo bom e velho Sabbath. Ou seja: provocação. O mesmo ocorre com o Cradle of Filth, uma banda burlesca e teatral.
Enquanto isso, tem gente que comete atos de vandalismo, suicidio - e outras barbaridades - e se dizem satanistas. Isso já transcende a música e assume proporções psiquiátricas.
Com o punk não foi diferente: o que era diversão pura e simples (nascido no recém-fechado CBGB, NY), acabou virando uma paranóia panfletária sem proporção. No Roça´n´Roll deste ano, precenciei uma punksinha adolescente discorrendo sobre a traição do Jõao Gordo. Até hoje? Quantos anos ele já tem de MTV? Esse assunto já foi pro vinagre...
Em suma, vira um amontoado de frases feitas e comportamentos derivativos, que só denotam falta de personaldade. Eu ouço Heavy, Thrash, New Metal, Punk - e convivo muito bem com todos os estilos.
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