Esta matéria foi publicada em 03/03/05. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O JUDAS PRIEST alcançou a marca de 70 mil cópias nos Estados Unidos somente na primeira semana de lançamento do seu novo álbum, “Angel of Retribution”, de acordo com a Hist Daily Double. Detalhe: a versão em DualDisc está ultrapassando a venda do álbum em sua versão padrão. O formato DualDisc combina música e DVD em um CD simples de duas faces.
Ainda sobre o Priest, a banda foi agraciada recentemente com uma reportagem de duas páginas na revista inglesa Kerrang. Confira, logo abaixo, o bate-papo do vocalista Rob Halford com a publicação acerca do processo de composição do novo trabalho, o entrosamento entre os músicos, além de outros assuntos:
Kerrang! — Como você se sente ao falar a respeito do novo álbum, “Angel of Retribution”?
Rob Halford — É maravilhoso, é sensacional. Eu estive esperando a chegada deste dia, e estamos excitados não só com a reunião, mas com o novo álbum também. Todos estão em grande forma.
Kerrang! — Houve algum momento no processo de composição que se tornou claro que esta reunião iria realmente funcionar?
Rob Halford — Isso aconteceu já nos primeiros dias. Estresse e pressão nunca fizeram parte da equação. Acho que estávamos tão contentes em estarmos próximos uns aos outros novamente e sabíamos que tínhamos uma fórmula de sucesso ao compormos metal como um trio. O que nos surpreendeu foi a abundância de material e tínhamos que parar, pois havia um ‘deadline’. Acho que após três meses compondo cinco dias por semana, dissemos: ‘ok, agora temos que parar, trazer o nosso produtor Roy Z e separar tudo isso’.
Kerrang! — Você está ansioso pela reação dos fãs?
Rob Halford — Você nunca sabe, certo? Nossos fãs são como a banda — são pessoas bem reais, e serão as primeiras a dizer o que lhes vier à cabeça, como fizeram inicialmente ao ouvirem os primeiros acordes de ‘Revolution’. Foi interessante ver a reação das pessoas na Internet, que foram bem variadas. Mas acho que isso mostra a diversidade de fãs. Você pega fãs do Priest que querem que tudo soe como o ‘Painkiller’, e outros que soe sempre como o ‘British Steel’. E isso porque eles têm uma tremenda diversidade de material para ouvir. A banda nunca foi redundante ou repetitiva, então os fãs do Priest nunca sabem o que esperar.
Kerrang! — Foi intencional começar o novo álbum com ‘Judas Rising’?
Rob Halford — Não, realmente não. É apenas uma expressão. Mas isso pode ser levado a dois contextos. Para mim, é apenas o anjo da arte de ‘Sad Wings of Destiny’ surgindo, que era bem infeliz, que vinha de um mundo bem opressivo, e que de repente surge de volta cheio de majestade e glória, com otimismo e energia.
Kerrang! — Você canta algo a respeito da reunião em alguma música?
Rob Halford — Nós falamos a respeito da banda em ‘Deal With The Devil’, mas acho que isso é o mais próximo que tocamos neste assunto. O restante é mais ou menos como um livro aberto. Eu apenas tento ser interessante, dar às pessoas um lugar em que elas possam ir. É isso que adoramos, por exemplo, em ‘Lochness’ [N. do T.: esta faixa fala sobre o monstro Loch Ness, ou o Monstro do Lago Nessie, cuja origem remonta aos primórdios da Escócia]. Quer dizer, que outra banda no mundo poderia escrever uma música sobre o Monstro de Ness e ficar longe disso? É brilhante! Então, foi um desafio olhar para isso. Acho que ficamos acima disso tudo, é uma pedaço brilhante da música. É tudo sobre manter o interesse e mostrar algo novo que você não havia feito antes.
Kerrang! — Além do mais, isso quer dizer que vocês podem ter um monstro no palco...
Rob Halford — [Risos] Sim, o Ian [Hill, baixista] poderia andar por trás da bateria com um chapéu do Ness ou um boneco dele em sua mão.
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Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!
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