Esta matéria foi publicada em 12/08/05. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Ryan Roxie, guitarrista da banda de apoio de ALICE COOPER, concedeu uma entrevista ao site australiano Inside_Out666 acerca do processo de gravação do novo álbum de Tia Alice, “Dirty Diamonds”, cujos principais excertos você confere logo abaixo. O novo álbum de tia Alice, a propósito, atingiu a mais alta posição nos charts da Billboard 200 em 11 anos: é o 169º. A última vez que um de seus álbuns atingiu os charts foi em julho de 1994, com "The Last Temptation of Alice Cooper”, que estreou no 69º.
Inside_Out666 — Quanto você contribuiu em termos de composição no novo álbum?
Ryan Roxie — Alice foi muito legal em deixar a banda compor com ele nos últimos álbuns. Eu estava pronto para contribuir neste álbum e estou muito feliz por isso. É realmente demais olhar para os créditos e ver seu nome ao lado do de Cooper. Há algumas composições Roxie/Cooper que eu realmente estou muito orgulhoso. Alice disse em algumas entrevistas que ele entende que os fãs esperam certos tipos de canções e sei que ele está bem excitado com as novas composições, o que me deixar muito feliz porque sei que temos uma grande mão na hora de compor.
Inside_Out666 — Quando você se prepara para fazer um álbum como “Dirty Diamonds”, o que vem primeiro: as letras ou a música?
Ryan Roxie — O ovo ou a galinha? [risos] Essa é uma velha dúvida. Quando fomos compor o ‘Dirty Diamonds’ e o ‘The Eyes of Alice Cooper’, tínhamos diversos riff em que Alice foi se baseando. Eles tinham aquela pegada da influência do Alice. Às vezes, o Alice chega até nós e diz: ‘Você quer saber? Vamos pegar um assunto e compor sobre ele, eu faço as minhas coisas e daí vamos fazer uma dezena de jams em cima deste riff’. Ele começa colocando uma palavra aqui e ali, e de repente surge uma frase para o título da canção e então ela se torna uma música do Alice Cooper.
Inside_Out666 — Qual a sua sincera opinião acerca da cena hard/heavy que a música tomou nos últimos anos?
Ryan Roxie — Estou bem positivo sobre tudo. O que temos percebido é que, pelo menos nos shows do Alice Cooper, contamos com uma audiência mais e mais jovem, os garotos que vêm nos ver são os mesmos que vão aos shows do Marilyn Manson e do Rob Zombie. Eles fazem o dever de casa e começam a ponderar: ‘quem influenciou esses caras?’. Então eles descobrem que o Alice Cooper é a força por trás dessas bandas e que ele ainda sai em turnê. Hoje em dia é bem mais fácil você ir à internet e descobrir informações sobre as bandas que você gosta do que quando éramos garotos. Quando eu era garoto, você tinha que escrever uma carta e esperar um ano pela resposta. Agora, com apenas alguns cliks, você pode achar até o endereço da casa de Ace Frehley [risos].
Inside_Out666 — Você já está tocando com Alice há dez anos. Há aqueles dias em que você acorda e se pega pensando a respeito?
Ryan Roxie — Eu me tornei o Bruce Kulick da banda de Alice Cooper, eu não sei que diabos está acontecendo [risos]. Não, eu não fico pensando a respeito, mas as vezes eu me sento, dou aquela respirada e digo: ‘Quer saber de uma coisa? Isso é demais’. Há momentos como este que está rolando agora, fico pensando o quão afortunado sou por ainda estar por aí me divertindo. O jeito rock ‘n roll não pára logo depois do show. Nós ficamos juntos depois dos shows para festas, jogar pôquer e quando vemos já é de manhã e vamos jogar golf, que eu comecei recentemente. Depois vamos e concedemos algumas entrevistas, não é um trabalho difícil, é na verdade bem divertido. Obviamente, eu adoro o som da minha própria voz [risos]. E depois fazemos mais alguns shows novamente.
Inside_Out666 — Qual a coisa mais estranha que já aconteceu com você em cima de um palco?
Ryan Roxie — [risos] Bem, a lista vai longe e longe. Me lembro das histórias que rolavam nos clubes. Acho que uma aconteceu logo após que nós [Eletric Angels] conseguirmos um contrato com a Atlantic. Nós comemoramos tocando em um bar repleto de mesas. Fiquei um pouco irritado porque havia pessoas comendo saladas enquanto tocávamos, então eu quis chegar até uma das mesas e comer a salada de alguém. É claro que eu não entendi o porquê de as mesas estarem estrategicamente colocadas no chão. O que aconteceu? Eu escorreguei em uma delas e quase me matei! [risos] A mesa toda caiu no meio da música, minha Les Paul foi pro ar. Foi feio, porque tínhamos acabado de assinar um contrato, a gravadora trouxe todo o pessoa da companhia para nos ver. ‘Esta é a nossa nova banda, com aquele idiota cheio de salada no cabelo’ [risos].
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Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!
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